Justiça do trabalho

Após dois pronunciamentos deste diário no campo Editorial, sobre o tema acima, temos que necessita haver na Justiça do Trabalho brasileira um equilíbrio nas relações processuais trabalhistas. Enquanto o Tribunal Superior do Trabalho impõe severos sancionamentos às empresas brasileiras (elevado valor para recorrer, penhora on line, litigância de má-fé por interposição de recursos, etc) ao trabalhador nada é sancionado quando este dita na esfera do Judiciário várias inverdades, comprovadas em muitas vezes através de depoimentos de testemunhas ''pré-fabricadas'' (falível e tendenciosa) e neste sentido nada lhe é imputado a nível de litigância de má-fé, condenação a nível financeiro ou outro meio de coibir-se a proliferação da INDÚSTRIA DA JUSTIÇA TRABALHISTA. No caso do ilustre advogado, ao laborar no Sercomtel ver deferida uma indenização acima dos padrões, temos que também faltou ''bom senso'', pois somente após o desligamento é que situações como estas (jornada de trabalho é a mais tradicional) são alvo de requerimento em Juízo. Nunca é demais relembrar que a Resolução 16/95 do Conselho Seccional do Estado do Paraná dispõe no seu Capítulo VII (Advocacia de Partido) que os Advogados com vínculo empregatício que praticam jornada de 08 (oito) horas diárias a remuneração é de R$ 2.000,00 (dois mil reais), o que importa na conclusão que indenização, em tese, foi um absurdo, fruto, como dito, do desequilíbrio que reina nas relações entre patrão e empregado na Justiça do Trabalho. Conclui-se portanto, que o único jeito de manter sadia e equilibrada as relações trabalhistas seria de punir tanto o empregador como também o empregado, de forma igualitária, afastando o brocardo que paira na Justiça do Trabalho, qual seja: in dúbio pro misero, ou seja: na dúvida pró empregado.
CARLOS HENRIQUE SCHIEFER, advogado, Londrina

As calçadas de Londrina

As calçadas de Londrina vivem em abandono total, muitos transeuntes levam quedas perigosas nos buracos e remendos, as raízes das árvores estouram o passeio público, pondo em risco crianças e idosos. Para amenizar esse problema e embelezar o centro da cidade, o Condomínio do Edifício Willie Davids resolveu reformar sua calçada igualando o ladrilhamento já existente nos vizinhos. No entanto, no final da obra, na tarde do dia 21, fui notificado (como síndico do condomínio) de modo agressivo por um agente de segurança de que estava causando perigo aos transeuntes por dificultar a passagem dos pedestres naquele local, o concreto estava enrigecido e poderia até ser transitado, entretanto as pessoas desviavam e passavam por fora do meio fio. Acatei sua sugestão e liberei a calçada, conforme testemunhas (os taxistas e servidores do prédio). O agente quis fazer valer sua autoridade exigindo meus documentos pessoais. Como me neguei a apresentá-los, por desavença pessoal resolveu multar meu carro na saída do meu prédio, antes mesmo que eu chegasse à rua. Senhor prefeito, antes de gastar o dinheiro do povo com agentes truculentos seria melhor reparar as calçadas de Londrina que estão derrubando muita gente. Nossa obra durou dois dias. E a reforma da Praça Marechal Floriano? Levou seis meses com o povo pisando na lama e correndo risco de escorregar. Polícia é ideal para reprimir os criminosos e delinquentes e não autuar quem está fazendo melhorias nas calçadas.
ANTONIO JOSÉ VIANA NETO, engenheiro agrônomo, Londrina

Natal no lixo

O Natal dos moradores da região norte de Londrina pode não ter sido de luxo mas foi de muito lixo. Não sei se isto aconteceu também em outras regiões da cidade. Na sexta-feira não tivemos a coleta após a feira na Saul Elkind. O resultado foi um amontoado de sacos de lixo e caixas vazias de frutas e verduras ao longo da avenida. No sábado choveu e boa parte do lixo esparramado foi empurrado para as galerias pluviais, que se entupiram. Muitas pessoas de outras cidades e até outros estados visitando nossa cidade puderam acompanhar a ''Londrina linda''. No domingo, uma nova feira em cima do lixo, que teve o volume aumentado e deve, se tudo correr bem, ser recolhido nesta segunda-feira. E as nossas autoridades onde estavam comemorando o Natal? É uma vergonha, uma cidade do porte de Londrina, alguns serviços terceirizados serem executados em horários comerciais, atrapalhando o trânsito e a vida normal dos cidadãos, outros não serem prestados em determinados dias, por conta de ser véspera de um feriado. Os nossos homens públicos, continuam tratando nossa cidade como uma província.
LOURIVAL BARBOSA, militar aposentado, Londrina
Sem sujeira

Observando alguns varredores no Calçadão, me dei conta de como anda suja a nossa cidade. Pontos e praças como o Cine Ouro Verde, Concha Acústica, Biblioteca Pública, Bosque, a Catedral e Praça da Bandeira (recentemente reformada), além das avenidas São Paulo, Rio de Janeiro e Sergipe, se encontram em estado deplorável. É papel de bala, latas e copos de refrigerantes, bitucas de cigarro, panfletos, além de sacos e cestos de lixo revirados por catadores de papel. Nossa cidade é nova e bonita e o melhor presente em seus 70 anos seria o respeito. Não vamos deixar essa cidade como um chiqueiro e sim cuidar como se fosse nossa casa. Nesse fim de ano, o melhor presente para nós mesmos é começar 2005 com a cidade limpa e renovada sem atos de vandalismo nem sujeira. Quem agradece é Londrina, nossa saúde e a natureza.
ANDRÉ DE PAULA FERREIRA, estudante, Londrina

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