Londrina, 70 anos!
Quando nasci, Londrina tinha apenas e tão-somente 18 aninhos. Estava ficando adulta, entrando na maioridade. De lá prá cá, acompanhei seu crescimento passo a passo. Eu a vi se tornar uma linda balzaquiana e agora a vejo entrando na terceira idade, sempre linda e charmosa. Me lembro com saudades do tempo em que o centro da cidade se resumia à rua Sergipe e avenida Paraná, ambas ainda com paralelepípedos. Me recordo que a rua Madre Leonia Milito, ao invés de levar as pessoas ao shopping, levava à piscina do Mococa. Vi os cafezais se transformarem no Jardim Leonor e Bandeirantes e, posteriormente, em uma outra cidade: os 5 Conjuntos. Frequentei (e como ) as quermesses da Vila Nova, do Shangri-lá, da Vila Siam... Dancei na Panela de Pressão, no Kaneco, no Ponteio, na Step by Step. Vi muitos filmes nos cines Pérola, Jóia, Brasília, Ouro Verde, Cinerama, Augustus e Vila Rica. Aplaudi muitos calouros em programas de auditório das rádios Atalaia, Londrina e Difusora. Vibrei com programas da Tia Luci, ri com o Picolino e curti o saudoso ''Ala Jovem'' do Osvaldo Diniz na TV Coroados. Torci muito pelo Londrina Futebol e Regatas, o ''Caçula Gigante'', principalmente em derbis contra o São Paulo e depois Paraná Esporte Clube. Fui apaixonado pelo futebol de salão e fã incondicional de craques como Valdir Rossi, Mineiro, Nenê, Lau, Mexicano (pai do Giba do vôlei). Desfilei na escola de samba ''Bafo da Jibóia'', votei e lutei contra a ditadura militar ao lado de comunistas como Amadeu Felipe, Genecy Guimarães, João Eineck, dona Anita (mãe da deputada estadual Elza Correia) e tantos outros! Enfim, tenho uma grande cumplicidade com esta cidade que amo de paixão e fiquei muito feliz com o presente que 137 mil londrinenses deram a Londrina nestes seus 70 anos, não votando na corrupção, nos desmandos, na roubalheira, no retrocesso. Parabéns Londrina! Eu te amo!
ANTONIO JOSÉ SANTIAGO (diretor-administrativo Hospital Zona norte) - Londrina

Capital do café
Vivemos numa cidade de aproximadamente 500 mil habitantes. Entre os anos 50 e 70 conquistamos o título de Capital Mundial do Café em virtude do franco progresso estabelecido pela bebida fina em nossa cidade e região. Nosso aeroporto foi o terceiro de maior movimento no país em virtude da cafeicultura. No ano de 1975 uma violenta geada dizimou nossos cafezais. De lá pra cá, nossa economia nunca mais foi a mesma. Vivemos em meio uma grande convulsão social onde a riqueza de poucos contrasta com a inexistência de posses da grande maioria. O problema da fome, falta de indústrias, desemprego e o descaso do poder público têm feito Londrina viver um quadro aflitivo e ao mesmo tempo desafiador. De fato, cabe ao estado a tarefa de indutor, catalisador, ordenador e vigilante das ações públicas de combate à pobreza. O quadro de miséria em nossa cidade apresenta contornos que vão das áreas rurais até as grandes favelas urbanas. Segundo microdados do Censo Demográfico do Paraná 2000 (IBGE), 6,50%, aproximadamente 29 mil pessoas, vivem abaixo da linha de pobreza. São seres humanos que não têm sequer o arroz e o feijão nosso de cada dia, choram a falta de remédios, vestuário, falta de um teto para morar, seres que buscam a felicidade, mas que literalmente vivem uma desgraça humana. Que este clima mágico de fim de ano sirva para atrair a atenção de empresas, motivar organizações não-governamentais, cidadãos e instituições de todas as esferas de governo no sentido de mobilizar a sociedade à promoção de uma cidade, um estado, um país, um mundo melhor. Que reine o respeito, a fraternidade e o amor pelos excluídos nesta terra tão rica em recursos naturais, em potencial energético e em força humana. Que a hipocrisia dê vez aos valores da solidariedade e justiça, afinal se todos os homens são iguais, todos merecem um mínimo de humanidade.
JUNIOR CÉSAR DE ALMEIDA (estudante) - Londrina

Fechando as contas
O ministro da Fazenda, Antônio Palocci, e outras autoridades da área econômica do governo estão estudando uma possível correção na tabela do imposto de renda de pessoas físicas. Não vai ser fácil chegar a um bom termo. Os contribuintes têm desde o início deste governo ''colecionado'' perdas no seu poder aquisitivo por conta de uma política econômica centrada na preocupação da obtenção de superávit sempre maior. Como bem disse o próprio ministro da Fazenda em recente entrevista: ''A minha função é fazer com que as contas do governo sejam fechadas no final de cada exercício financeiro''. E aí, com certeza, não tem lugar para preocupações com os reclames dos trabalhadores que continuam sendo ''muito importantes'' para os nossos políticos durante o processo eleitoral. Passada esta fase, dane-se o povo, sobrando para os pobres contribuintes a conta da ''gastança desordenada'', em regra, sem a contrapartida da prestação dos serviços públicos devido ao contribuinte.
LOURIVAL BARBOSA (estudante) - Londrina

SOS Ucrânia
O mundo precisa saber do que são capazes os dirigentos do Kremlim e seus adeptos para tentar novamente subjugar outros povos. Convém lembrar que os dirigentes da então URSS destruíram bibliotecas, livrarias, realizavam migrações obrigatórias para a Rússia, Ucrânia e outros países para tentar eliminar a língua e a cultura desses povos, principalmente do ucraniano, naquele famoso processo de russificação. Além de outras barbáries que o leitor deve conhecer. O heróico povo ucraniano, de descendência ''cossaca'', demonstra ao mundo tenazmente e pacificamente no tempo frio, enfrentando há dias temperaturas de até 10 graus negativos e a fome, de que o bom-senso e a justiça devem prevalecer em qualquer poder. Isso vai continuar a acontecer?
VOLDIMIR MAISTROVICZ (empresário) - Apucarana

mockup