Rebelião na USOIL
Há os que tremem ante a notícia de uma rebelião, seja ela em penitenciária ou em unidade de ressocialização de delinquentes juvenis (nome pomposo para os antigos reformatórios) onde os seus ocupantes, pensando estar em uma colônia de férias, exigem mordomias que trabalhadores e pagadores de impostos não têm. Há, porém, aqueles que esfregam as mãos de satisfação ao ouvir ou ver a notícia de rebeliões. O Estado (leia-se, por favor - dinheiro dos impostos) consertará (é evidente que superfaturado) tudo e dará aos revoltosos não só móveis novos como colchões, roupas de cama, como providenciará a extensa lista de suas exigências. E nós? Já nos acovardamos transformando nossos lares em fortalezas para termos um mínimo de segurança! Evitamos sair à noite por medo de assaltos. O governo lança campanha pelo desarmamento, mas os criminosos se armam cada vez mais e com armamento superior ao da Polícia. O que fazer? Simples! Criminoso não tem idade biológica. Não adianta instalar fóruns de discussão acerca da criminalidade ou formas inúteis para combatê-la. Há que se cortar o mal pela raiz. Mais rigor para com os criminosos: ou os temos recuperados ou cadáveres, pois estes não incomodam a mais ninguém. Chega! Direitos humanos para os humanos direitos. Quem discordar que o leve para sua casa e o trate como quiser. Só não vale arrependimento posterior.
TADEU ARILSON STULZER (advogado) - Londrina

Ainda o Educandário
Sobre a carta (''Crise no educandário'') publicada na edição de terça-feira da Folha de Londrina, em respeito aos leitores deste conceituado jornal, enquanto Promotora de Justiça (e não promotora pública, termo em desuso desde início da década de 80 com a Lei Orgância do Ministério Público) tenho dizer que, rebateria as questões ali colocadas com muita satisfação se tivessem partido de pessoas leigas, mas como o leitor se diz advogado e, portanto, conhecedor das leis, me abstenho de fazer qualquer comentário sobre seu posicionamento.
ÉDINA MARIA SILVA DE PAULA (promotora de Justiça da Infância e Juventude) - Londrina

Pedágio no Paraná
Em resposta à carta publicada ontem na Folha, do publicitário Ricardo Alexandre Garcia, queremos inicialmente manifestar nossa estranheza ao aplauso do leitor à matéria jornalística de má-fé veiculada por uma emissora de TV do Paraná. Por mais que tenhamos tentado contato com a emissora para esclarecer o equívoco, não conseguimos, o que veio a comprovar a intenção daquela emissora de estar prestando serviço político eleitoral para alguém. O autor da carta, senão de maneira pior, mas também equivalente, está equivocado. A SPVias ou qualquer outra concessionária de rodovia do País só pode iniciar a cobrança do pedágio depois de realizados todos os trabalhos iniciais. E foi o que aconteceu no Paraná, onde nossas concessionárias investiram R$ 350 milhões de recursos próprios durante seis meses, para daí então obter autorização para a cobrança da tarifa. A prestação de serviços também é absolutamente igual e devidamente regulamentada para todas as concessionárias de rodovias do país, tanto em quantidade como qualidade. Ainda, a acusação feita pelo leitor quanto aos investimentos, está eivada de inverdades, pois já foram investidos R$ 1,126 bilhão. Aliás, não fosse o trabalho que realizamos no Anel de Integração, a economia paranaense estaria comprometida pela escassez de boas estradas. Outro ponto importante a ser ressaltado, e que a reportagem da TV mostrou claramente, é que os contratos de concessão não estão disponíveis no site das concessionárias de rodovias de São Paulo, mas sim no site da Artesp - Agência Reguladora de Estradas de São Paulo. Por sinal, a tão esperada agência reguladora no Paraná, já aprovada por Lei Complementar 94/2002, até hoje não saiu do papel por falta de interesse do governo estadual. Esclarecemos ainda, que os nossos contratos estão disponíveis na ABCR, ou no próprio Departamento de Estradas e Rodagem (DER), que como órgão público deve fornecê-los a qualquer cidadão que assim desejar. Quanto ao comentário do leitor, sobre o uso eleitoreiro do pedágio no Paraná, nisso ele está coberto de razão. Este sim é um desserviço à população, pois nosso trabalho é voltado ao desenvolvimento econômico e social do Paraná, e usufruído pelos usuários de rodovias e não pelos críticos de plantão.
JOÃO CHIMINAZZO NETO (diretor regional da Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias - ABCR/PR) - Curitiba

Anjo
Essa noite, ao deitar-me, fiz a minha oração de todos os dias. Agradeço por tudo de bom e, principalmente, pelo dia maravilhoso que passei. Depois, senti meus olhos pesarem e logo me bateu um sono. Fechei-os e dormi. Tive um sonho lindo! Lá estava eu deitada em um jardim com várias flores, rosas soltando seu perfume e a grama ainda molhada com o orvalho da noite. O sol já estava apontando. Ouvi pássaros saírem de seus ninhos e cantarem, nunca vi nada igual, tão maravilhoso! De repente, me bateu uma tristeza... Foi quando senti alguém me abraçar e me aquecer com amor. Uma luz que brilhava tão forte iluminou o jardim inteiro. Quando a luz foi aos poucos diminuindo, senti a presença do meu anjo da guarda que me passou amor, alegria e paz. Meu coração pareceu que ia subir pela boca, quando ouvi uma voz dizendo: ''Não fique triste, porque você é tão importante quanto o sol, o mar e tudo isso foi criado pelo seu Pai, o nosso Deus''. Neste momento, acordei e ainda senti muito forte a presença do anjo ali comigo. Agora quando estou triste sempre me lembro que meu anjo está sempre ao meu lado.
VANESSA CÉZAR ESPINARDE (aluna da terceira série da Escola Municipal Ignês Corso Andreazza) - Londrina

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