Perpetuação da elite
Lendo a carta ''Perpetuação da Elite'', de Josiane Rodrigues, senti-me na obrigação de fazer algumas revelações que não me foram contadas, eu as vi acontecer. Em Rondônia, na década de 80, mais precisamente na região de Ariquemes, cidade projetada, foi ali dividio lotes de, inicialmente, 250 ha. Para ali acorreram brasileiros de todos os Estados. Na época, lembro-me bem, numa roda de 10, nenhum era nascido em Rondônia. Os lotes, que na matéria foram chamados de ''pedaço de terra'', foram entregues para pagamento em 20 anos, com carência de 5 anos e juros de 3% ao ano, amparados pelo Programa Proterra. Toda assistência técnica foi prestada por Embrapa, Incra, Emater, Ceplac e a assistência financeira ficou a cargo inicialmente do BASA e posteriormente do Banco do Brasil. Ali se trabalhou duro pois muito havia por fazer. Desafio, para encurtar esta narrativa, que o missivista ou a missivista vá a Rondônia e veja com seus próprios olhos, se existe entre aqueles ou seus dependentes que receberam o ''pedaço de terra'', e bote pedaço nisso pois 250 ha é terra à beça, se lá estão pelo menos 1%. Os que ficaram, hoje estão ricos ou, quando nada, bastante folgados. Sabe o que eles faziam por lá? Vendiam a propriedade por baixo do pano, para tentar invadir a propriedade do seu vizinho de fundos. Por aí dá para entender a ''carência''. Não sou contra a reivindicação, mas não se pode simplesmente chegar e ir tomando o que não é seu. Invadindo, roubando, matando, achincalhando pessoas simples e trabalhadoras e estragando plantações. Aos olhos da lei, tudo o que acabei de citar, é crime. Acontece que em nome do pseudo social, os políticos fazem vista grossa por sua exagerada demagogia. Isto vale também ao clero que incita invasões quando uma das maiores latifundiárias que conheço é justamente a Igreja Católica, embora esteja perdendo terreno para os evangélicos. Então, se quero ajudar, ajudo com o que é meu não com o do meu vizinho. É facílimo, acender fogueira com a lenha e o querosene dos outros.
EDMILSON ASSIS DOS REIS (bancário aposentado) - Londrina


Ninguém entende
No Brasil as atitudes adotadas pelo governo federal parecem sempre seguir na contramão da lógica inteligente. Exemplos disso encontramos aos milhares em nosso dia-a-dia, como os absurdos dos últimos aumentos da gasolina e do óleo diesel exatamente quando despenca o preço do barril no mercado internacional, como também o valor do dólar apresenta acentuada queda. Outra antilógica é o governo propagar que a Petrobras tornou o Brasil quase que auto-suficiente (90%) em combustíveis e tantas outras vezes ter autorizado aumentos de preços justificados por altas do petróleo. Outra dessas imbecilidades é um incentivo no país ao uso de álcool combustível pelo menor custo e economia de petróleo, ao mesmo tempo em que autoriza exageradas altas de seu preço, quando as usinas batem recordes de produção, exportando quase tudo, vendendo o pouco que sobra a nós brasileiros a preço de ouro. Além disso tudo, ainda somos obrigados a encher nossos tanques com combustíveis adulterados de todas as maneiras, pela falta de fiscalização, sempre justificada pela falta de pessoal, com o pior e mais caro combustível do mundo. Presidente Lula, adote atitudes radicais, enquanto é tempo, demita os corruptos e incompetentes que o cercam, porque a paciência do povo chegou ao limite máximo e quando todo povo revoltado resolver agir, as consequências serão irreparáveis, principalmente aos atuais donos do poder.
WILSON ROBERTO MORO (empresário) - Londrina


Tráfico sem solução
Como faço todos os dias, sempre fico atento à coluna ''Há 40 anos'' da Folha de Londrina. E, neste domingo, chamou-me a atenção dado ao assunto: tráfico de mulheres e de entorpecentes, quando Londrina ficou famosa no Brasil na década de 60. Hoje vivemos uma situação de total insegurança. Infelizmente, não temos visto atitudes que resolvam de uma vez por todas esta situação. Aliás, pouco podemos esperar, quando um famoso publicitário e um vereador no Rio de Janeiro são pegos numa rinha clandestina e, recentemente, presenciamos o envolvimento de pessoas ''importantes'' sendo denunciados dado envolvimento com a jogatina. Já se passaram quarenta anos e os nossos governantes pouco fizeram, até porque, hoje as coisas são online com uma dose bem elevada de corrupção, deixando tudo em off.
ANTONIO SAMPAIO DE ANDRADE (aposentado) - Londrina


Fim da Previdência
A conta previdência tem sido a preocupação de vários governos. Certa vez o ex-ministro, Malan, dizia que a conta não fechava, e que, um dia, alguém teria que debruçar sobre ela, e resolver o problema. É imperativo do mundo capitalista que cada um custeie a sua própria aposentadoria. O problema é como fazer com os estoques remanescentes. Vieram as reformas, e com elas estabeleceu-se um processo, que começou com a emenda vinte, criando o fator previdenciário, e agora a emenda quarenta e um acabando com a aposentadoria do servidor público, igualando-a ao REGPS - Regime Geral de Previdência Social. Provavelmente, o terceiro passo será a redução do teto para apenas três salários mínimos, a desoneração da folha, o limite de idade para aposentadoria em 65 anos, homens e mulheres, e a desvinculação do salário mínimo do aposentado para com o trabalhador da ativa. Nesse caso poderá surgir uma nova fonte de custeio diferente da atual, e a universalização dos benefícios através do próprio orçamento da União. Quando se chegar a esse estágio, é porque os planos privados de aposentadorias estarão a pleno vapor.
ANTONIO PEREIRA (contador) - Londrina

* As cartas devem ser digitadas, assinadas, com no máximo 10 linhas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Cartas e e-mail sem os acompanhamentos exigidos não serão publicados.
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