CARTAS
Vestibular 2005
É dezembro e Londrina começa a ficar agitada. Todo o comércio da região prepara-se, com satisfação, para as boas vendas que estão por vir. Antes todo esse alvoroço fosse, apenas, pela proximidade das festas de final de ano. Entretanto, também, para a alegria dos comerciantes da região, a Universidade Estadual de Londrina (UEL) fixou 16/01/2005 como a data de seu próximo vestibular. Os dias de prova foram estrategicamente escolhidos, evitando-se, assim, coincidências com datas de vestibulares importantes de outros estados. Ora, a UEL não poderia ater-se somente a paranaenses? Afinal, ela arrecada a cada inscrição R$ 90. No entanto, a UEL não considerou o fato de que são os impostos do Paraná que a mantém. Com milhares de pessoas - vindas de todo o Brasil - prestando vestibular aqui, as chances de um estudante da região ser aprovado diminuem drasticamente. E, já se vê, hoje, andando pela UEL, um grande número de alunos provindos, principalmente, de São Paulo, onde estão os melhores cursos pré-vestibulares. Não bastasse isso, foram estabelecidas, este ano, cotas para negros. Essa política reduz, ainda mais, as chances de ingresso na universidade de muitos paranaenses. Grande parte destes viram suas famílias trabalhando insanamente para mantê-los em uma escola particular - já que o governo não oferece um ensino de qualidade - e, de repente, vêem que a escravidão a que suas famílias submeteram-se de nada adiantou. Com as cotas, a UEL não reconheceu esse sacrifício porque optou por corrigir o erro cometido com os escravos do passado. Encobrindo um erro com outro, até quando existirão escravos a serem ressarcidos? Entende-se o porquê de o Brasil apresentar dificuldades na educação de seu povo de forma justa e com eqüidade. Para este próximo ano, já concorrendo a menos vagas, aqueles que se mataram de trabalhar para freqüentar uma escola de verdade, devem, agora, matar-se de estudar, visto que serão milhares os estudantes que não pagam impostos no Paraná almejando as poucas vagas restantes da UEL.
RENATA PAULUS (vestibulanda) - Londrina
Crime nacional
A recente onda de assassinatos de mendigos abalou a opinião pública devido, principalmente, à forma brutal dos homicídios. Na realidade, uma análise profunda aponta o Brasil como o responsável por essa chacina. Desde a época colonial, o país apresenta uma estrutura política que favorece as elites. Assim, o fato de vários mendigos dormirem nas ruas de São Paulo representou, para os poderosos locais, uma ameaça para seu comércio, para sua candidatura à prefeitura, enfim, um abalo para a manutenção de seu poder. Como forma de corrigir esse erro, utilizou-se a violência contra aqueles abandonados pelo Estado e que só queriam sobreviver. Dificilmente, se assassinaria políticos que têm contas bancárias ilegais no exterior, uma vez que a justiça é cega para esse assuntos. Além disso, a passividade do telespectador manifestada apenas em lamentar a barbaridade do fato contribui para que outros crimes dessa natureza venham a ocorrer. Na maioria das vezes, as pessoas se conscientizam quando se tornam vítimas da violência.
CARLOS EDUARDO BOBROFF DA ROCHA (estudante) - Londrina
Futsal londrinense
Tenho acompanhado o futsal desde os anos 70 quando treinava nas categorias menores do Londrina Country Club com professor Nelson Zaminelli. Tive a oportunidade de ver atuando nos ginásios londrinense grandes atletas como Fuzil, Valdemar, Tãozinho, Tuca, Mineiro, Jarbas, Jadir, Bibo, Milton Ciapina, Tigrão, Ribas, Pelé, Onéssimo, Mexicano, entre outros, e também deu-me a oportunidade de conviver com grandes atletas e até hoje amigos como Caio, Ivo, Roberto Prescinoti, Wilton, Índio, Pitanga, Kiko, Joãonzinho, Eder, Urias, Helinho, Futrica, Toninho, Vaguinho (Seleção Brasileira Futsal, campeão mundial), Carlão, Ivoney, Álvaro, etc. Londrina sempre foi o grande celeiro do futsal paranaense e creio que continua sendo, mas só que hoje estamos só exportando jogadores e deixando de ter uma grande equipe na cidade. O futsal londrinense também foi uma escola para jornalistas, comentaristas e locutores esportivos como Rubens Fernando Cabral, Flávio Campos, Barbosa Neto, Altair Andrade, Jairo Gomes, Benê Costa, João Marcos, Gil Rocha e muitos outros que cobriam os campeonatos citadinos no Palácio de Futsal. Domingo passado tive a oportunidade de rever todo esse pessoal no encontro da Bola Pesada, fiquei muito contente e emocionado de poder rever meus ídolos e amigos do futsal, e principalmente, o treinador Jaime de Paula (mestre do futsal). Quero parabenizar a imprensa que cobriu este evento e, principalmente, a Folha de Londrina que sempre destacou o esporte amador da cidade. Creio, que com o apoio dos clubes e associações e com a experiência e a paixão deste pessoal que estava no encontro, possamos reorganizar o futsal na cidade. Como diz o nosso amigo Fuzil, não importa se o futebol de salão do passado ou o futsal praticado hoje seja mais bonito ou feio o que importa é que ambos são apaixonantes.
OSMAR OBUTI (diretor da Liga Metropolitana Futsal) - Londrina
Gene de minhoca
Lamentável a minhoca ter o mesmo número de genes dos seres humanos. Isso é terrível para o pobre bichinho! Espero que o nível mental da minhoca não seja comparado ao do ser humano, pois daí seria baixaria completa. Nada no reino animal pode ser comparado ao bicho homem. Nos igualar a baratinhas, amebas e coisinhas miúdas que vivem por aí seria um desaforo. O ser humano trai, vende a alma por dinheiro, faz bombas nucleares, degrada o meio ambiente, corrompe, estupra, mata, vota mal (pobre EUA), etc. Enquanto isso, a pobre minhoquinha está no solo, colaborando com a produção vegetal. Pelo amor de Deus, o bichinho não merecia isso!
MARCO ANTÔNIO MARTON (autônomo) - Londrina





