Requião e o pedágio

O principal motivo que me fez decidir a votar em Roberto Requião, atual governador do Estado, nas últimas eleições foram as promessas que ele fez em todos os comícios sobre a cobrança do pedágio. Enquanto o seu concorrente, Alvaro Dias, dizia que iria analisar os contratos e conversar com as concessionárias, Requião bradava que não haveria conversa: ''Ou baixava a tarifa pela metade ou cassava os contratos de concessão''. Como sei do temperamento forte de Requião e achei que ele falava isto já baseado e respaldado em estudos, dei meu voto a ele, inclusive convencendo minha família a fazer o mesmo. Penso que muita gente agiu da mesma maneira. Hoje, com mais um reajuste das tarifas, gostaria de saber qual é a desculpa do nosso governador para o caso? Pois ele foi eleito e, além de não fazer nada para diminuir as tarifas, ainda tivemos que engolir durante o seu mandato outros reajustes. Agora também tem o fato das últimas reportagens sobre o salário de deputados estaduais e federais, prefeitos e vereadores, que são altíssimos, e alguns políticos de carreira ainda se vêem no direito de acusarem a imprensa de fazer sensacionalismo não expondo o grande trabalho que fazem. Ora, em um país onde a maioria da população passa pelas mais diversas dificuldades (fome, falta de atendimento médico, violência), ganhando um grande salário de R$ 260 para manter a família, só pode ser brincadeira desses senhores dizerem que o salário e ajuda de custo que recebem é merecida. Isto é falta de seriedade e me leva a desacreditar cada vez mais neste país, onde a corrupção impera, e temer pelo futuro dos meus filhos.

JOÃO CARLOS DE OLIVEIRA (analista de sistemas) - Ibiporã


Pedágio

Por que será que os políticos têm tanta facilidade para mentir? O governador Roberto Requião foi eleito em cima da promessa de acabar ou baixar o preço do pedágio no Paraná, agora já até admite novos aumentos. Antigamente, para um homem de palavra pagar sua dívida não era necessário contrato por escrito e nem nota promissória. Como dizia meu pai, minha palavra basta ou um fio do meu bigode. Que espécie de homem é o governador, que nem mesmo estando gravado tudo o que foi dito, cumpre com o que prometeu?

SÉRGIO TORETO (escriturário) - Goioerê


Vândalos

Como entender quando as pessoas reclamam da falta de cobertura e bancos nos pontos de ônibus e, ao serem atendidas em suas reivindicações, passam a danificá-los com grafitagem, raspagem de tinta e até com cortes nas laterais dos bancos, podendo com isso lesionar alguém. Realmente o homem, este ''animal racional'', é difícil de entender.

ROSANE FERNANDES DE ARAÚJO (escrivã de Polícia) - Londrina


Alvará soberano

Quero expressar meu repúdio com o que o Country Club fez com aquela zorra do último sábado. Só não ouviu quem saiu pra viajar. Às 22h35, o som começa ao ar livre e os intocáveis apresentam sua máquina de comigo niguém pode. Eu que já atravessei noites e noites nas baladas, mas sempre resguardando os princípios de moral e liberdade fraternal, não faço apologia de não divirtam-se, não sou arcaico. Mas ainda acho que, apesar do turbilhão de desencontros morais e éticos da nossa sociedade, quando se perde o respeito estamos a um passo de perdermos nossas próprias certezas. Liguei pra polícia e descobri que o slogam ''manter a ordem'' não serve pros frequentadores de festas do Country, pois eles têm um alvará que os coloca acima dos órgãos reguladores e cumpridores lei. Liguei pro pessoal que regula o som das noitadas e descobri que a promotora está com um processo para averiguar essas reclamações. Toda vez que ligo pra eles a pilha de processos da promotoria é aumentada (desculpa pronta?). Sábado o show era ao ar livre, o som era de última ''geração'' (que potência!), meu filho era atormentado (o papo de pai sobre respeitar os outros perdeu seu valor às 22h40). Tudo bem que o Country está ali a não sei quanto tempo, mas onde isso dá o direito de escrachar com o respeito, com a lei, com os seres humanos que relutavam em afrontá-los tentando dormir? Já ouvi o Carnaval no Country, formaturas no Country, casamentos no Country, festa do Hawaí no Country, grito de Carnaval do Country. Gostaria de ouvir que eles vão respeitar as pessoas e colocar acústica no clube ou é muito caro honrar o próximo?

DOUGLAS ROBERTO SOARES DA SILVA (corretor de seguros) - Londrina


Ipardes esclarece

Em relação à matéria ''PR está em 14º lugar na geração de empregos'', publicada na edição de quarta-feira no Caderno de Economia deste jornal, não posso deixar de manifestar minha discordância com o título da matéria, que leva o leitor a acreditar que o Paraná apresenta desempenho desfavorável na geração de empregos comparativamente aos demais Estados brasileiros. Situar o Paraná nesta posição considera apenas o desempenho do último mês, e não o acumulado no ano. Vale mencionar que nos dez primeiros meses deste ano a economia paranaense apresentou um excelente desempenho, capaz de gerar 148.390 novos empregos formais, o que significa um resultado 66% superior ao registrado no ano passado, quando o número de postos de trabalho formal no Estado cresceu a uma taxa de 6,5%, enquanto para o Brasil esta taxa foi negativa (-15,34%.).

JOSÉ MORAES NETO (diretor-presidente do Ipardes) - Curitiba

Nota da Redação: O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) realiza a pesquisa mensalmente e, portanto, o título se refere ao desempenho do Paraná no mês de outubro, quando se classificou em 14º lugar entre os 27 Estados da União.

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