CARTAS
Que prevenção queremos?
Prosseguindo o debate suscitado pelo artigo publicado neste jornal, hoje abordaremos algumas questões com relação à Prevenção DST/Aids, sem a pretensão de esgotar este debate aqui. A pandemia do HIV nos desafia a pensar políticas públicas de prevenção eficazes e adequadas em um contexto social e político brasileiro de extrema desigualdade social, no qual não tem uma ''tradição'' em políticas preventivas na área da saúde e nem em outros setores. A questão da educação sexual nas escolas é de grande valia para pensar como esta poderia se transformar em um suporte, ou seja, em um programa nacional para a prevenção de DST-Aids em nosso país. A proposta de um programa como este de DST-Aids nas escolas poderia reunir condições estratégicas para se pensar uma política pública de prevenção tanto na área da saúde como na da educação. Através de programas e abordagens de longa e média duração que envolvesse toda a equipe escolar, pais e alunos, na tentativa de reunir condições de trabalhar tabus, medos, desejos arraigados em nossa sociedade os quais com a pandemia do HIV, fomos obrigados a pensar sobre estas questões e inclusive transformá-las em temas de debate e políticas públicas. A maioria das ações na área de prevenção de DST-Aids hoje no país não se constituem em programas ou políticas, mas sim em ações pontuais, imediatistas e pouco eficazes, apostando que diante de informações corretas as pessoas automaticamente mudariam seus comportamentos, negligenciando dimensões outras da sexualidade que não dizem respeito a um funcionamento puramente racional. Nesta perspectiva, é importante pensar programas de ações/pesquisa, que se proponham a problematizar tais questões, e não necessariamente resolvê-las, porque apesar de nos atentarmos para o crescente número de pessoas vivendo com DST-Aids, as dimensões da sexualidade não se constituem em problemas a serem sanados, e sim vividos se possível de uma forma mais segura.
PAULO WESLEY FACCIO (membro da Comissão de Prevenção da Associação Londrinense Interdisciplinar de Aids - ALIA) - Londrina
Farsa terrorista?
O leitor Tadeu Arilson Stulzer expressou ser uma ''farsa'' o ataque de 11 de setembro e como evidência atestou desconhecer sequer um nome dos passageiros dos vôos que protagonizaram o ataque mencionado. Talvez o leitor desconheça também a internet, mas de qualquer forma, coloco aqui um endereço para a página da CNN com a lista de todos os passageiros e tripulação desses vôos. Listas que inclusive dão dados sobre os familiares dessas vítimas. Caso o leitor ainda não esteja convencido, há também a lista de vítimas do World Trade Center e Pentágono, incluindo aí nossos compatriotas brasileiros mortos na ''farsa'' do 11 de Setembro. O endereço é: http://www.cnn.com/SPECIALS/2001/trade.center/victims/main.html
AURO HENRIQUE DE ANDRADE RAMOS PONTES (consultor de segurança da informação) - Londrina
'Anjos da guarda'
No último sábado, dia 27, comemorou-se o Dia Nacional do Técnico em Segurança do Trabalho. Esta é a data de publicação da Lei Federal 7.410/85 que reconheceu a profissão do técnico. Mais que isso, deve ser um momento de reflexão, não só das pessoas envolvidas na questão da infortunística laboral, mas de toda a classe empresarial e trabalhadora. O Técnico em Segurança é um profissional de suma importância para a empresa. Na economia moderna a competitividade é a regra do jogo, por isso, mais do que nunca é preciso haver redução de custos e de riscos, para maximizar resultados, enfim aumentar a produtividade. Muitas empresas que não conjugaram estes fatores ou saíram do mercado ou encontram-se em situação complicada no aspecto econômico. É mister nunca deixar de considerar os valores subjetivos do trabalho: a vida humana, saúde do trabalhador. Aliás, disto também depende a situação da empresa, pois o capital da empresa fica ameaçado quando pessoas perdem a saúde ou até mesmo a vida ou a integridade física em decorrência de más condições laborais. Um profissional de segurança ciente de suas atribuições e com respaldo da parte dirigente da empresa pode fazer muito para diminuir os riscos ambientais, e consequentemente, os acidentes e doenças profissionais. A grande maioria dos Técnicos em Segurança do Trabalho são pessoas imbuídas de elevados valores sociais e morais, comprometidas com os princípios acima resumidamente relatados. Os verdadeiros ''anjos da guarda'' da prevenção de acidentes prestam seu importante trabalho nas mais diferentes atividades produtivas:-indústrias, hospitais, canteiros de obra, lavouras, cooperativas, empresas públicas, comerciais, enfim em todo lugar onde haja risco à saúde do trabalhador.
TITO VALLE (advogado) - Londrina
Problema agrário
Cumprimentamos a jornalista Andréa Bordinhão pelas reportagens ''Disputa pela terra - os dois lados do conflito agrário'' e ''Invasões seguem critérios legais, diz líder do MST'' publicadas ontem na Folha de Londrina. Os textos, referentes aos 40 anos do Estatuto da Terra, trazem informações relevantes para o público compreender o processo da reforma agrária e também usa o termo ''ocupação'' para as ações de pressão política do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (apesar de no título ter sido usado o termo invasão). Acreditamos que trabalhos como esses contribuem para a conscientização da população sobre a importância do acesso à terra na garantia dos direitos humanos.
ALINE GONÇALVES (Assessoria de Comunicação Terra de Direitos) - Curitiba
Correção
- A coluna 'Pagamento', publicada na capa da edição de ontem da Folha Economia, traz uma incorreção no item impostos. Os descontos relativos à Previdência Social e Imposto de Renda incidem sobre o 13º salário, mas apenas na segunda parcela que deve ser paga até 20 de dezembro.





