CARTAS
Flagelo do vício
O vício está se tornando um caso de calamidade pública. Em reportagem publicada pela Folha no dia 27/9 são divulgados três exemplos para corroborar minha afirmação. Primeiro: o caso do homem que morreu ao cair do cavalo por que estava embriagado. Segundo: o pai tenta matar filho e vizinho e agiu por que também estava embriagado. Terceiro: a prisão da agenciadora de garotas para transformá-las em prostitutas. Há ainda o caso do suspeito preso por suspeita de praticar o crime de estupro. Temos aí casos do vício das bebidas alcoólicas que a mídia sugere que podem ser tomadas socialmente mas que matam e destróem homens e mulheres, especialmente os jovens, e acabam com famílias inteiras. Temos aí também o vício da prostituição, outro câncer que foi introduzido na sociedade com a desculpa da liberdade sexual e, infelizmente, aceita até pelos próprios pais que permitem que seus filhos e filhas usem o lar para a prática do sexo cada vez mais jovens. E o estupro, não é uma tara sexual viciosa? E as drogas, o cigarro, o jogo, etc.? O vício mata e destróe. Isso deveria ser ensinado e divulgado objetivamente. Mas, infelizmente, é a indústria mais poderosa do mundo. Sustenta a mídia, não só com dinheiro mas com as notícias de todas as desgraças. Parece até que belas notícias não fazem sucesso. Sustenta belos desfiles de carnaval, ajuda políticos, patrocina esportes e por aí afora. Mas, será que o resultado final morte e destruição compensam? E o vício é insidioso: começa sempre bem pequeno e cresce muito. Ninguém sabe quem poderá ser o próximo viciado. Por isso, só tem um jeito: não começar! Essa é a única receita eficaz. Quando já se implantou, aí é quase sempre tarde. Os que se alimentam do vício (e do viciado) sabem que é fácil iniciar os principiantes. Começam bem devagar porque sabem que aquelas pequenas pedrinhas postas no caminho talvez causem algum tropeço mas ainda não derrubam. As famílias e os viciados só se dão conta do grande mal quando essas pedrinhas se transformam numa montanha. Vício não tem meio termo: é preciso ser radical. Todos sabem disso mas, ainda assim, há muita e muita gente defendendo o terrível flagelo dos vícios sob a falsa alegação de que pouquinho não faz mal. Que pena!
EDGAR BAER (advogado) - Londrina
Verdades e mentiras
No período de eleição, lamentavelmente vivemos uma verdadeira barbárie. São candidatos mentindo descaradamente para conquistar votos. Neste período, vivemos uma guerra, não de metralhadoras, mas de palavras que acabam confundindo o público. Não podemos esquecer que o homem é medido por sua ética e honra. Como saber se determinado candidato detém estes atributos? Vivemos num mundo onde escolas só têm o nome de escolas, igreja de igrejas, educadores que só têm o nome de educadores e também políticos que levam este nome, mas na prática acabam se tornando uma decepção. Passamos por um momento onde nossos veículos de comunicação acabam sendo dominados por grandes grupos econômicos e os nossos direitos enfrentam uma verdadeira destruição. Vivemos num mundo de fetiches onde a internacionalização tem sido símbolo deste processo. Temos liquidado nossos valores culturais, e o que é pior, estamos perdendo uma de nossas maiores riquezas, a identidade de brasileiro. Somos seres aflitos, angustiados, sem um norte, atolados em dívidas, tristes, depressivos e medrosos. Temos vivido um verdadeiro calvário humano. Não tem como negar, vivemos o verdadeiro efeito do capitalismo, o salve-se quem puder de cada dia. Nesta lista de decepções muitos vendem uma biografia de grande político, empresário, homem bem sucedido entre tantos outros predicados (atributos). Sem o direito de opinar, nós brasileiros somos abraçados traiçoeiramente enquanto o vírus da incompetência e da corrupção vai se alastrando. O processo é amplo e algo é certo! Tem muitos políticos e canais de comunicação espalhando mentiras e fazendo-as parecer verdades. No Brasil é assim, de forma violenta e sem respeito pelas leis, as mentiras acabam tomando forma. Que nós brasileiros, com muito orgulho e amor, não esqueçamos nossos princípios, atitudes à sociedade e continuemos a lutar por nossos ideais.
JUNIOR CÉSAR DE ALMEIDA (estudante) - Londrina
As CPIs
Acredito que a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) é formada por parlamentares idôneos e inteligentes. Estas comissões são formadas para investigar condutas ilícitas que prejudicam o patrimônio e os interesses públicos. Tomando como exemplo a CPI do Banestado, que já está comemorando aniversário, chegamos à preocupante constatação que não houve a devida conclusão na apuração dos atos ilícitos. Até agora só foram presas ou identificadas pessoas de baixo escalão, meros intermediários no esquema montado. Foi noticiado que a referida comissão teria que esperar o resultado do segundo turno das eleições para dar continuidade nas investigações por haver necessidade de fazer acordos. Se a função da CPI é investigativa, é buscar o esclarecimento de atos ilegais, quais são estes acordos, quais são as manobras políticas que estariam vinculadas às eleições? Todas as CPIs quando chegam a atingir os poderosos dificilmente chegam ao seu final, justamente pelas interferências e negociações políticas. Por isso, esta atividade deveria ser atribuição exclusiva do Ministério Público.
TOCHITANE MITSI (aposentado) - Londrina
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