Gol de placa
Mais uma ''bola dentro'' da Folha de Londrina! No último domingo (21/11) visitei o menino-poeta Klayton Rodrigues de Souza, protagonista de duas matérias veiculadas por este jornal nos últimos meses. O jovem morador do Jardim Santa Fé me disse que o Colégio Londrinense o ''presenteou'' com uma bolsa de estudos válida para os três anos do Ensino Médio. E isso só foi possível devido à publicação de suas matérias pela Folha! É o jornalismo ajudando a quem mais precisa. Não tenho dúvidas de que, num futuro não muito distante, poderemos ver o jovem Klayton matriculado em uma universidade (quem sabe a UEL?!). Mais uma vez, quero parabenizar o repórter Luciano Augusto e os repórteres-fotográficos Sérgio Ranalli e Carlos Bozelli por mais este excelente trabalho. Continuem assim, os leitores agradecem.
MARCELO GUIDIO DE ALMEIDA (graduado em Jornalismo) - Londrina

Mal necessário
O ''jeitinho brasileiro'' parece ter tornado praxe no país. Fruto de uma constituição arcaica e de faltas de iniciativas políticas concretas, as medidas paliativas tornaram-se atividades corriqueiras no Brasil e, embora sejam consequências de politiqueiros e suas politicalhas, fazem-se necessárias no contexto atual. O sistema de cotas nas universidades, por exemplo, é uma atitude imediatista com o intuito de amenizar o verdadeiro caos que se transformou o sistema educacional. Há quem diga que o tal sistema infringe alguns artigos da Constituição Federal, os quais garantem o direito de plena igualdade entre os cidadãos. No entanto, é preciso deixar bem claro que vivemos uma realidade extremamente diferente: enquanto uma parte dos vestibulandos tem à disposição os melhores cursos preparatórios, os melhores materiais e um período integral para dedicar-se aos estudos, a outra parte precisa conciliar os estudos com o trabalho, além de não ter possuído uma boa preparação durante a vida escolar. E essa desigualdade? Não infringe os artigos da Constituição? Infelizmente, chegamos num período onde medidas paliativas são um mal necessário. Mas é preciso que haja uma reestruturação no sistema sócio-político e educacional para que as futuras gerações não dependam do ''jeitinho brasileiro'' para viver.
FABIANO BEZERRA DE SOUZA (auxiliar administrativo) - Londrina

Carnaval 2005
A Liga das Escolas de Samba de Londrina (Liesal) realizará de 5 a 8 de fevereiro de 2005 seu segundo Carvanal de rua. Desejamos, portanto, ao prefeito reeleito Nedson Micheleti (PT) sucesso neste novo mandato e que os esforços para a organização da maior festa popular de Londrina continuem no ritmo da gestão anterior: um verdadeiro sucesso de público e qualidade cultural, sempre organizados sob a batuta de uma equipe competente em diálogo com a Liesal.
PEDRO PAULO SCHEFFER (presidente da Liesal) - Londrina

Terra da liberdade?
A mídia noticiou a prisão de dois surfistas brasileiros na terra do ''Tio Sam''. Qual o crime cometido? Uma singela brincadeira: ao passar pela alfândega alegaram possuir uma bomba. Antes de explicarem que tal artefato era para cuidar das pranchas que levavam, foram detidos no aeroporto e presos incomunicáveis. Pelas atuais normas de segurança estadunidenses foram suspensos todos os direitos e garantias individuais e/ou coletivos. Desde a farsa do 11 de setembro (até hoje desconheço um nome sequer dos passageiros daqueles vôos) a paranóia atinge as raias da loucura. Não é de hoje que todos visitantes são vigiados 24 horas por dia. A ''terra da liberdade'', ''ora estamos na América'', falas comuns nos filmes que assistimos nos dão a falsa impressão de que lá tudo é permitido, pois vive-se numa democracia. Ledo engano. Lembremo-nos daquele palestino que sob a complacente ''vigia'' do FBI gravando cada palavra, cada murmúrio, cada gemido da vítima, ultimou seu filicídio sem ser incomodado. Por que não podia ele saber que estava sendo vigiado? O valor da vida humana? Ora, era apenas uma palestina que teimava em namorar um infiel. Bom, e se fosse uma judia? Há muito o governo estadunidense jogou pelo ralo do esgoto a dignidade do ser humano (principalmente se for estrangeiro, especialmente se for de origem árabe). Lamentavelmente a ONU continua acéfala e inútil, como sempre foi para com os países ditos desenvolvidos. E nosso grande estadista de plantão quer a todo custo fazer parte do Conselho de Segurança da ONU. Para quê? Quem realmente decide o que quer e faz são os Estados Unidos. Então, pense bem antes de comprar dólares e viajar à terra da liberdade.
TADEU ARILSON STULZER (advogado) - Londrina

Mediocridade
Quando criança, pensava que autoridades, advogados, engenheiros, médicos, professores, entre outros, fossem pessoas cultas e competentes. Agora, que estou velho e experiente, cheguei à triste conclusão: raros profissionais são dignos de respeito pela sua cultura e competência. A grande maioria é marreta, mas faz pose de importante, de bacana. São medíocres. Como o homem comum, adoram fenômenos do futebol, da música, da televisão e o que é pior ainda: têm religião. A realidade é que há milhões de anos estamos em constante evolução física e mental. Pertencemos à família dos macacos, literalmente, está na cara! Acreditar que somos feitos à imagem e semelhança de Deus é sinal de burrice. Disse um cientista na TV: ''O homem está para o macaco assim como o cavalo está para o burro''.
FRATERNO MARIA NUNES (aposentado) - Campo Mourão

Correção
- As legendas das fotos das bandas Cólera e Devotos de Nossa Senhora Aparecida, publicadas na edição de ontem da Folha2, estão invertidas. Os dois grupos são algumas das atrações do Festival Demo Sul que acontece até domingo em Londrina.

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