Profissões à margem
Parabéns ao jornalista Luciano Augusto pela reportagem ''Profissões que (quase) ninguém gostaria de ter'' publicada ontem pela Folha no Caderno Cidades. Parabéns aos que executam as atividades comentadas e demonstram alcançar a realização pessoal, através do seu trabalho. É muito bom ver pessoas que se realizam, mesmo em profissões que a sociedade desdenha seu valor. Os entrevistados deixam claro que o essencial é o sentir-se útil, é o fazer com amor e, especialmente, com bom humor, como mostrou o gari Joaquim Silva Neto. Seu sorriso na foto diz muito e me faz lembrar do pensamento de Reich, estudioso da psicologia do corpo, falecido em 1957: ''A humanidade é infeliz porque fez do amor um pecado e do trabalho um sacrifício''. Pelo menos na questão do trabalho, Joaquim parece dar sua cota de contribuição para a ''construção da felicidade da humanidade''.
MARY NEIDE DAMICO FIGUEIRÓ (psicóloga) - Cambé

SOS governador
Por onde devo ir, por leito natural ou pelo ''asfalto''? Esta é geralmente a dúvida de viajantes ou pessoas que desejam percorrer o trecho Nova Londrina a Diamante do Norte. O interessante é que na maioria das vezes, motoristas preferem percorrer o caminho por terra. O problema é quando chove, pois se vêem obrigados a ir pela estrada pavimentada, se é que assim podemos chamá-la. A estrada é estadual, logo não pode ser pedagiada. Quanto às autoridades, pelo menos não se vê nenhum movimento para solucionar o problema. Por fim, o comentário é que se a via for restaurada chegaremos ao mesmo problema, visto que esse asfalto debilitado (a base comprometida) é ''fruto'' da abertura da ponte que liga o Paraná a São Paulo por onde passam caminhoneiros, que no momento desviam a rota. Portanto, com ou sem asfalto, continuaremos a pagar impostos de veículos e propriedades. Enquanto isso, a sociedade não se mobiliza e nem o governo toma qualquer providência. Comenta-se que na década de 30, cidadãos saíam às ruas para reivindicar seus direitos. Estes realmente lutaram por uma nação melhor e traziam no peito a bandeira brasileira. Se isso é ser positivista, não importa. O importante é que esses cidadãos tiveram êxito. Contudo, a pergunta ainda persiste: por que estamos esquecidos?
ANA PAULA ALVES (estudante) - Nova Londrina

Ilegalidade
Outro dia me surpreendi ao ouvir um comentário a respeito de cotas nas universidades. É inadimissível que isso ocorra. Pelo que sei, é totalmente ilegal ferindo inclusive artigo de nossa Constituição, que veda ''criar distinções entre brasileiros ou preferências entre si'' (art. 19, III, da CF). A própria Declaração Universal dos Direitos do Homem indica que ''todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direito''.
ANDERSON CARLOS SACHETIM GARCIA (advogado) - Londrina

'Urubus do asfalto'
O apresentador de TV Ratinho fez uma denúncia em seu programa da última segunda-feira sobre uma classe de criminosos da pior espécie da qual ele próprio diz ter sido vítima na BR-116, onde chegou a levar à morte o seu motorista. Os ''urubus do asfalto'', como estão sendo chamados estes marginais, jogam óleo diesel na pista com a finalidade de ocasionar acidentes, principalmente de ônibus e caminhões, com o intuito de roubar as mercadorias e favorecer o serviço de guincho para os guincheiros. Quando ocorrem os acidentes, eles vão até os veículos não para socorrer, mas para levar tudo o que encontram pela frente enquanto as vítimas agonizam. Qual o direito que estes carniceiros têm em decretar a pena de morte de tantas pessoas inocentes? Por que as autoridades nada fazem? Gostaria de lembrar aos nossos políticos que eles próprios ou seus filhos podem ser vítimas destes marginais. Isto ocorre porque neste país a Justiça não funciona, a certeza da impunidade impera. O que nosso presidente fez até agora para combater a violência que a cada dia ganha mais espaço no País?
SÉRGIO TORETO (escriturário) - Goioerê

Viva a poesia
Literalmente lotado, o Teatro Municipal de Paranavaí foi palco do encerramento no último final de semana da 39 Edição do FEMUP (Festival de Música, Contos e Poesias), reunindo autores de todo o país. Realizado há 39 anos, ininterruptamente, o evento significa a consolidação de Paranavaí como pólo irradiador da cultura brasileira. Além da seleção e escolha de centenas de poesias inscritas no FEMUP, as qualificadas como melhores são recitadas por declamadores, que emprestam talento da interpretação oral a textos nem sempre curtos. Promovido pela Prefeitura de Paranavaí, através da Fundação Cultura, o FEMUP consagra talentos literários e musicais. É uma forma de dizer ao mundo que a poesia nunca morre. É uma forma de dizer, como Sartre, que não importa o que fizeram ou fazem da poesia. Importa o que fazemos com aquilo que fizeram ou fazem da poesia.
JOSÉ FIORI (jornalista) - Curitiba

Correção

- A Folha corrige o nome do princípio ativo do medicamento usado para reverter o quadro de hipertemia maligna (síndrome que só se manifesta durante a anestesia e pode levar o paciente à morte), que é dantroleno. O fabricante também esclarece que o medicamento custa R$ 3.316,71 para Estados com ICMS de 18%. Reportagem sobre isso foi publicada no último dia 23. A reportagem esclarece que a matéria foi produzida com base em informações divulgadas pelos organizadores do 51º Congresso Brasileiro de Anestesiologia. Ao citar o remédio em questão, a intenção foi ressaltar o convênio com a Secretaria Municipal de Saúde.

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