CARTAS
Sem pedágio
Muito oporturna reportagem da Folha deste final de semana sobre o asfaltamento dos 13 quilômetros da estrada Patrimônio Regina-Arapongas. Trata-se de uma obra de muita importância para a região e que trará dividendos políticos para os prefeitos de Londrina e Arapongas caso peitem esta obra. Esta via será naturalmente o tão esperado desvio da praça de pedágio de Arapongas. Os prefeitos Nedson Micheleti e José Bisca deveriam se unir e dar aos seus eleitores esta demonstração de coragem e determinação, que é a criação de um caminho alternativo a uma praça de pedágio. Esta turma não tem concorrentes. Que tal Londrina e Arapongas darem o exemplo?
ALCIDES CONSTANTINO (produtor rural) - Londrina
Descaso ambiental
É de assustar a matéria vinculada por este jornal no dia 19/11, dando conta da devastação promovida na reserva da Fazenda Rio das Cobras, pertencente à empresa Arapuel. O desaparecimento de mais de 10,5 mil hectares de florestas e, consequentemente, a extinção de espécimes da fauna local, demonstra o descaso das autoridades com as questões ambientais. O fato é que, 10,5 mil hectares de floresta não desaparecem do dia para noite. Sendo assim, fica uma pergunta: onde estavam os órgãos responsáveis pela fiscalização? Segundo o advogado Darci Frigo, representante da Organização Não-Governamental (ONG) Terra dos Direitos, houve comércio de madeira, mas, que não teria sido realizado pelos assentados. Como as autoridades não se deram conta do volume de madeira de lei derramado no comércio e, ao mesmo tempo, do desaparecimento de uma enorme área de floresta? Não seria mais interessante se o Instituto Ambiental do Paraná (IAP) voltasse sua atenção para problemas dessa magnitude com mais empenho? Será que não houve sequer uma única denúncia a respeito do ocorrido na Fazenda Rio das Cobras, ou ainda, do enorme volume de madeira de lei injetado no comércio? Convenhamos, algo de muito estranho aconteceu para que esse crime ambiental ficasse no anonimato durante tanto tempo. A devastação de uma área tão grande, nas barbas do governo, é mais que um bom motivo para que se repense a atuação dos órgãos competentes, bem como a atuação política de nossos governantes. Os problemas sociais vividos pelos assentados devem ser levados em conta, no entanto, se a sobrevivência dessas pessoas tiver como alicerce a devastação dos recursos naturais, o abandono desses assentamentos estará com data marcada e ele ocorrerá quando a última árvore for tombada. Cabe destacar o brilhante trabalho desenvolvido pela Folha na cobertura deste triste episódio contra o meio ambiente em nosso Estado.
LÁZARO GORINI (presidente do Partido Verde de Londrina)
Santo Daime
A Folha presta relevante serviço à sociedade, publicando as reportagens esclarecedoras do jornalista Lúcio Flávio Moura a respeito da ayahuasca (ou hoasca). Sou discípulo no Centro Espírita Beneficente União do Vegetal (UDV), em Brasília. Conheci o chá em Rondônia, em 1978, e o comungo desde 1999. Participando desta religião da selva, senti uma grande transformação na minha vida e na de alguns filhos. A UDV é uma sociedade religiosa que muito tem contribuído para o desenvolvimento humano, com o aprimoramento de suas qualidades intelectuais, virtudes morais e espirituais, sem distinção de cor, credo ou nacionalidade. Saúdo os irmãos do Santo Daime de Londrina e do Paraná, e lhes desejo luz, paz e amor.
MONTEZUMA CRUZ (jornalista) - Maringá
Espírito de nação
Como todo nacionalista espero um dia em ver nosso país uma nação forte e soberana, mas a realidade nos mostra que o Brasil nunca vai transformar-se em uma grande nação devido ao grande grau de individualismo que impera em nosso povo. Para se dar bem, cada um passa o outro e a própria nação para trás. Passados 20 anos do fim da ditadura militar, seus métodos continuam fortes até hoje pelo desinteresse da população pelas causas sociais do país. Palavra do ex-ministro da Educação Cristovam Buarque: ''Se a ditadura militar fosse imposta hoje no Brasil nenhum estudante e professor seria preso.''
AMILTON APARECIDO ALVES (estudante) - Londrina
Nossos vereadores
A atuação do Legislativo municipal já foi alvo de questionamentos anteriores. Reforçando observações que fiz, novos fatos sustentam minha indignação com a maneira com que as decisões são tomadas na Câmara Municipal de Londrina. Em reportagem publicada na imprensa local, no dia 15/10, o vereador Jamil Janene, confirmou que o projeto do Centro Odontológico Ludisio Brinholli foi aprovado pelos vereadores sem que os mesmos soubessem do local onde as obras seriam realizadas. Na mesma reportagem o vereador Renato Araújo confirma que o projeto omitiu a localização da área que seria ocupada pela nova unidade de saúde. Independentemente da polêmica causada pelo referido projeto, sem querer beneficiar este ou aquele candidato à Prefeitura, renovo minha preocupação com a maneira como as leis e projetos são aproados ou reprovados pela Câmara de Vereadores. Como os vereadores podem aprovar um projeto que envolve recursos públicos e interesses da sociedade sem nem mesmo o local onde a obra seria realizada? Quantos outros projetos foram aprovados sem que os nossos representantes soubessem o que estavam aprovando ou para onde o dinheiro público estava indo?
TOCHITANE MITSI (aposentado) - Londrina





