Ambulantes
Londrina tornou-se um palco de confrontos entre fiscais da CMTU e os ambulantes no Calçadão. Os ambulantes são um ''grave'' problema: trabalham na ilegalidade, cometem o ''crime'' de tentar ganhar o pão honestamente, levar o sustento para seus familiares. Por isso, são humilhados, agredidos e vítimas da incompetência dos nossos governantes. Surge, no entanto, uma indagação: quanto custa este batalhão de fiscais, viaturas, cargos comissionados que são pagos com o dinheiro dos contribuintes? Para que servem? Estranhamente não aparecem as figuras carimbadas dos ''moralistas'' e religiosos. Será que apenas servem de cabos eleitorais para pleitearem benesses? De quem é a culpa? Ora o prefeito alardeou na campanha que gerou 20 mil empregos, seriam fantasmas? Os governos federal e estadual gastam fortunas em publicidade afirmando que resolveram os problemas sociais. Quem mente mais? Onde estão os vereadores? Não são eleitos para defender os interesses do povo? Ou apenas para gastar o dinheiro do povo? Apenas subservientes ao prefeito?
MOISÉS DOS SANTOS (aposentado) - Londrina

Essência x aparência
A moda esbanja ''glamour'' e realça o prestígio do bem-estar social. Mas por outro lado, estabelece critérios estéticos que elegem padrões corporais inatingíveis pela maioria e ainda é capaz de convencer a massa da necessidade em alcançá-lo. Ao mesmo tempo, desperta a vaidade doentia no ser humano, motivando-o a cultuar o corpo em detrimento aos valores que regem a essência humana. Tudo isso para estimular as pessoas a uma busca incessante de adequação aos modelos de beleza preconcebidos. Uma sociedade consumista, por excelência, tende a criar necessidades artificiais para que as pessoas se sintam, invariavelmente, insatisfeitas. O corpo é a razão que justifica o consumo alienante. As pessoas são inclinadas a se manterem na tendência da moda. Até de invadir a individualidade delas, o modismo rompe com a originalidade, pois cria um só conceito para a coletividade, servindo assim da chamada consciência coletiva da sociedade. Há uma busca frenética para se alcançar o ideal de beleza, mesmo que, por vezes, signifique abdicar de certos prazeres gastronômicos, o emagrecer torna-se o imperativo do momento. É preciso estar livre dos excessos porque o verão está por vir e todos são sujeitos à seleção e à ameaça de não ser aceito. Do mesmo modo, o envelhecimento natural do corpo não combina com a estética dominante. A moda, definitivamente, está na contramão do processo, quanto mais se envelhece mais se deseja voltar à adolescência. Os gregos, em especial os atenienses, souberam de fato valorizar o corpo de maneira integral. Para eles, a natureza humana adquire proporções metafísica, além da carne. Reconheceram, antes de tudo, a distinção entre essência e aparência. O homem não se resume ao mundo das coisas, lembrava Platão.
RUBYA TESSER (estudante) - Londrina

Respeito ao torcedor
Está provado que um dos locais de menor segurança ao cidadão está nos estádios de futebol. Quando assistimos pela TV que dois irmãos torcedores (desde a infância) do Atlético Paranaense são espancados por inescrupulosos seguranças, e o pior, pelos próprios torcedores do time por serem suspeitos de jogar copos dentro do campo, sofrendo humilhação e violência gratuita, só podemos afirmar que o futebol, apesar de ser esporte popular, no Brasil deixa muito a desejar. Que seja de fato um esporte de entretenimento e lazer porque os ingressos custam caro e até jogadores morrem dentro do campo por falta de atendimento decente. Os cartolas do Rubro-negro e os dirigentes do futebol brasileiro pensam somente em lucrar, custe o que custar: a vida do jogador ou a dignidade do torcedor. Até quando?
CÉLIO BORBA (artista plástico) - Curitiba

Royalties da soja
Aos plantadores de soja transgênica, um aviso importante: já prestaram atenção no valor dos royalties a serem cobrados na soja que plantaram? Segundo representante da Monsanto, o valor será de R$ 1,20= US$ 0,40 por saca de 60 Kg da soja transgênica produzida e colhida e comercializada pelos produtores. Alguém sabe dizer ou medir o valor de R$ 1,20? Só podemos dizer algo se tivermos um comparativo e análise profunda sobre o tema. Para termos idéia, inicialmente cito os EUA, safra 2004, maior produtor de soja do mundo. Lá os produtores pagam royalties somente sobre a semente, no valor de US$ 17/saca, que somado ao custo da semente de US$ 16, têm-se como resultado um saco de semente custando US$ 33/saca (considerando o câmbio de 1 dólar = R$ 3) teremos R$ 99/saca. No Paraguai, segundo noticiário, foi fechado acordo para safra 2004/2005, de US$ 6= R$ 18/tonelada de soja em grão exportado, por quatro anos, o qual está previsto um desconto de 50% no primeiro ano (2005) que vai sendo reduzido de forma progressiva até chegar ao valor acordado. No caso específico da Argentina, eles não pagam praticamente nada, a Monsanto perdeu o controle no país. Diante dessas considerações, devemos nos precaver de cuidados especiais, sejam sempre respeitando a legislação vigente, assim como negocial de valores, e como pagar os royalties. No caso específico do Brasil, vamos fazer um exercício de futurologia, imagine uma safra de 60 milhões de toneladas x US$ 6.67 = US$ 400,2 milhões (R$ 1,2 bilhão/safra). O bom-senso nos indica para tomarmos o caminho dos Estados Unidos (royalties na semente), procurando negociar a menor, pois aqui não tem subsídios como lá. Caso não se chegue a um acordo entre as partes, a área jurídica brasileira através de nossos tribunais trará ordem e justiça à referida questão, já que o equilíbrio das coisas são de extrema importância para o desenvolvimento do país.
YOCHIHARU OUTUKI (engenheiro agrônomo) - Itambaracá

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