Religiosos e política

Durante as eleições municipais observamos a participação política de alguns padres e pastores. Sugiro que os mesmos participem ativamente da vida política do país não só na época das eleições, mas no cotidiano do povo. Como seria bom se padres e pastores se enfileirassem com os fiéis reivindicando asfalto, postos de saúde, remédios, moradias, creches. Poderiam ainda confeccionar e distribuir cartilhas posicionando-se sobre assuntos importantes: por que o presidente Lula prioriza os partidos políticos, a política do toma-lá-da-cá e esquece o povo? Como se explica que a Petrobras é auto-suficiente, teve um lucro de R$ 13 bilhões e após as eleições por duas vezes reajustou os preços dos combustíveis? Qual a posição sobre a lei do desarmamento? Como resolver o alto índice de criminalidade? Qual a posição sobre a criação do Conselho Federal de Jornalismo? Por que o governo não deu aumento de R$ 15 a mais no salário mínimo para o trabalhador? Por que existem distorções no Bolsa-Família, em alguns casos não atingindo a população pobre? O que dizer a respeito dos casos de corrupção: Waldomiro Diniz, Ágora e Vampiros? Por que justamente no final do ano, onde o povo sai para as férias, é que temos aumento de pedágio? Por que durante as eleições não se presenciaram invasões de terras pelo MST e agora começam estourar as mesmas no chamado novembro vermelho? Por que existem no país 3,5 milhões de jovens entre 15 e 24 anos desempregados? Qual a repercussão política e econômica para a sociedade brasileira se aprovada as PPP's? O que se espera da reforma universitária? O que se espera da flexibilização da CLT? Será que o 13º salário vai acabar ou será realmente parcelado? A política bem entendida não é uma coisa suja, mas como dizia padre Lebret, é sim ciência, arte e será política quando chegar o dia em que os cristãos vão fazer política como meio privilegiado de praticar o amor e caridade para com o próximo.

CARLOS ALBERTO SIQUEIRA (funcionário público) - Londrina


Tarifa básica

Tenho lido frequentemente a reclamação dos leitores deste jornal sobre a tarifa básica dos telefones. Até o deputado federal Alex Canziani afirmou que continua apoiando o fim da tarifa. O nosso movimento está aguardando a qualquer momento a suspensão em todo o Paraná, conforme ação na Justiça federal. Quero informar que a nossa luta continua. No dia 21/10, recebi ofício do presidente da República onde ele comunica o recebimento do nosso dossiê. Solicitamos também uma audiência com presidente Lula. Peço a todos aqueles que acompanham o nosso movimento que nos ajude nesta luta e ligue para 0800-619619 e diga que é a favor do fim da tarifa básica dos telefones. Só assim vamos poder contar com o apoio dos deputados na votação final do PL 5476/01. Em Londrina e Região, 80 mil já assinaram o abaixo assinado. Aqui em Londrina, só depende da boa vontade do nosso prefeito pois a Sercomtel pertence ao município.

JURANDIR PINTO ROSA (coordenador do Movimento Comunitário pelo fim da tarifa básica dos telefones) - Londrina


Massacre no Iraque

Assassinar velhos, mulheres e crianças tornou-se cotidiano para as tropas americanas na cidade de Fallujah, no Iraque, sob o falso argumento de tratar-se de terroristas, como mostram as últimas imagens de televisão, onde refugiado é covardemente assassinado com tiro na cabeça. Provavelmente para cumprir seu acordo com os fornecedores de armas americanos, patrocinadores de sua bem-sucedida campanha eleitoral, Bush ordena a matança de inocentes para forçar a reposição dos estoques de armamentos de sua tropa. Como o mundo inteiro está veladamente inerte e calado ante sua insanidade e aviltamento, talvez por medo de represálias, resta torcer para que passe no menor prejuízo possível para a humanidade esses próximos 4 anos de duração de seu novo mandato, inexplicavelmente concedido.

HABIB SAGUIAH NETO bancário aposentado - Marataízes (ES)


Ditadura militar

Até quando teremos que aguentar ainda os sinais saudosistas de militares defendendo e justificando as barbáries da ditadura militar? Já não bastam na nossa lembrança as torturas, as mortes, a censura à imprensa, as humilhações, o exílio, os confinamentos de muitos diante do policiamento físico e das idéias, o atraso cultural, a imposição de um modelo de ensino maléfico para várias gerações dos três níveis de ensino, etc., tudo imposto pela ditadura? Alguns militares ainda querem injuriar a memória de quem foi torturado e morto nas malditas salas de tortura e morte, fomentadas por todas as hierarquias dos militares na época em que mancharam nossa história. Se tivessem espírito democrático, deveriam se penitenciar das barbáries cometidas. E não ocupar espaço nos meios de comunicação - que amordaçaram na época - para detratar, por exemplo, a memória de Wladimir Herzog, tentando transformar sua morte por tortura em suicídio. Não bastou a ditadura prendê-lo, torturá-lo, matá-lo? Não bastou prender, torturar, matar centenas de opositores, em desrespeito aos mínimos princípios humanitários, a convenções internacionais, a elementares normas de civilidade? Existem leis contra as manifestações abertas em favor do nazismo, que cometeu barbaridades contra pessoas, e por que essas não existem para os que cometeram atrocidades contra cidadãos brasileiros e ainda querem tripudiar sobre esses?

JOSÉ ANTÔNIO TRINDADE (professor) - Curitiba

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