CARTAS
Arafat
Sempre senti uma grande admiração por Yasser Arafat. Sei que isto pode causar estranheza a algumas pessoas. Há sempre os dois lados da moeda e ambos são passíveis de ampla discussão. O que me cativou em Arafat foi sua dedicação absoluta à causa palestina. Questões corriqueiras ligadas à família, à profissão, à construção de uma vida prosaica e normal jamais compuseram a rotina do cidadão Yasser. Para ele que buscou incansavelmente uma pátria, a renúncia, a luta, a persistência, a paciência, a solidão, a esperança, foram suas mais fiéis companhias. Exilado no Kuwait, na Jordânia e na Tunísia, conseguiu sobrepor-se à distância que o separava de seus concidadãos e aglutinar em si a representação e o desejo de seu povo pelo direito a um território e a uma nação. Arafat foi, sem dúvida, não apenas um líder apaixonado e carismático, mas o homem que soube sublimar os atos violentos e a revolta dos primeiros anos de sua atividade política e transformar-se na maior expressão mundial da segunda metade do século XX. Muitos foram os estadistas e líderes que com ele contracenaram. Todos passaram. Arafat permaneceu. Incansável, inesgotável, grandioso em sua obstinada peregrinação. O prêmio Nobel da Paz que dividiu em 1993 com o israelense Rabin foi um reconhecimento de sua longa trajetória pela conquista de uma convivência pacífica entre palestinos e israelenses. Mantido cativo em Ramallah desde 2001, numa atitude condenável de Israel, saiu de lá somente para atestar ao mundo sua humilhante situação e o infindável impasse sobre a questão territorial na Palestina. Arafat personalizou o sonho de liberdade do povo palestino e a esse sonho dedicou sua energia, suas ações, seus pensamentos, sua vontade, sua vida e sua morte. Por sua bravura, sua inabalável persistência e determinação, sua coragem e sacrifício, rendo-lhe meu respeito e estendo ao povo palestino o meu desejo de vitória!
NEUSA MARIA PASCHOAL LOPES (professora) - Londrina
Trote infeliz
Ontem, infelizmente, ao chegar à Folha de Londrina para receber um pagamento de prestação de serviços, fiquei decepcionado com mais um episódio bombástico na cidade. Era mais uma suposta bomba para o desprazer de valorosos jornalistas que presenciavam a cena. Quem sabe o autor do trote possa pensar em algo realmente concreto para, do mesmo jeito que parou o centro da cidade, chamar a atenção das autoridades para uma Londrina melhor e não deixar que profissionais do mais alto gabarito, que nos levam a tão esperada notícia, percam algumas horas do seu corrido dia.
ALEXANDRE BASTOS (direito) - Londrina
Idéia inútil
Um leitor apresentou ontem sugestão para que a municipalidade venda as ações restantes do Sercomtel e, através de uma engenharia financeira e uma comissão de homens honrados, colocasse suas finanças em ordem e partisse para um venturoso século XXI. O leitor pode ser um excelente comerciante, mas não entende nada de administração pública, pois o que irá acontecer será o óbvio: Londrina irá acabar ficando sem sua telefônica (fator de desenvolvimento) e a Prefeitura irá estourar esta grana toda num piscar de olhos, e tudo ficará como já aconteceu antes. Numa administração municipal, dinheiro na mão é vendaval. A administração pública deve ser austera, custar menos e produzir mais, com menos assessorias e cargos comissionados, mais planejamento e obras idealizadas para terem custo baixo de manutenção, incentivar o desenvolvimento e reprimir o vandalismo.
LUIZ ANTONIO FELIX (professor) -Londrina
Planos de saúde
A revolução de 1964 colocou o atendimento à saúde por conta do antigo INPS. O dispêndio de recursos foram tão grandes, que além de consumir as reservas criadas para pagar aposentados futuros, o sistema sucumbiu. Veio então a solução mágica do neoliberalismo, as privatizações. Dizia-se, na época, que a assistência à saúde não prosperava porque era estatal. E agora será que está bom? Os planos de saúde estão atendendo bem? Por que vivem às turras com os médicos? Quem está sofrendo com os boicotes do atendimento médico? Parece que vivemos um retrocesso. Que bicho será que está pegando?
ANTÔNIO PEREIRA (contador) - Londrina
ADSL
A indignação de pessoas como o sr. João Elias Chami é plausível diante do total desrespeito que a empresa Sercomtel teve e continua tendo com seus clientes. Isso ocorre porque a Sercomtel lançou em conta telefônica a cobrança dos serviços discriminados como 1.590 (supervia), 1.719 (aluguel de modem) e 566 (mensalidade internet), dando crédito em conta de cerca de 1/3 ou o equivalente a 10 dias do serviço supervia pelos problemas causados por seu serviço deficitário. Ora, tal desconto é totalmente irreal porque o problema durou muito mais de 10 dias e porque atinge somente o serviço de supervia quando devia abranger também os serviços de aluguel de modem e provedor, pois a união desses três elementos é que gera a prestação do serviço. Por que devo pagar o aluguel do modem e provedor em sua integralidade se a supervia não está operacional? Esse pequeno engano ou seria engodo que tunga diretamente os usuários da supervia por cobrar na integralidade por um serviço não-prestado ou deficitário gera o total descrédito desta empresa pública acabando por lesar, indiretamente, todos os cidadãos de Londrina. Independente de qual seja a origem do problema, o consumidor tem direito ao abatimento proporcional sobre o preço de todo o serviço, incluindo o de aluguel e o de provedor, ou a restituição imediata do já pago conforme disposição do Código de Defesa do Consumidor.
LUIZ EDMUNDO MERCER TAQUES (advogado) - Londrina
Sercomtel responde
A Sercomtel já entrou em contato com o sr. Luiz Edmundo Mercer Taques e já está solucionando o problema junto ao assinante.
ASSESSORIA DE IMPRENSA DA SERCOMTEL - Londrina





