CARTAS
Ações da Sercomtel
Como é público e notório, o município de Londrina não dispõe de recursos para fazer investimentos. Quase na sua totalidade a arrecadação está comprometida com pagamento de salários, custeio de máquina pública e amortizações da dívida. Para desalento da população, as esferas estadual e federal estão em situação idêntica à municipal. O município ainda tem em sua posse 55% do capital da Sercomtel e, baseando-se no valor inicial de 45%, os 55% restantes representariam para os cofres municipais R$ 227 milhões. Para otimizar esse montante, o município venderia os 55% e aplicaria no mercado financeiro, rendendo mensalmente R$ 4,5 milhões e anualizado R$ 54 milhões. Com esses recursos em mãos sem mexer no capital, o município poderia alavancar obras de infra-estrutura como também destinar parte desses recursos para obras sociais. Tanto o capital como os rendimentos mensais seriam supervisionados ou até administrados por um conselho composto pelas entidades civis mais representativas para evitar o sumiço como ocorreu com os 45% da venda inicial. Esse conselho estabeleceria que os rendimentos mensais seriam única e exclusivamente alocados para investimentos, proibindo terminantemente uso para folha de pagamento ou outras despesas que não a inicialmente estabelecida, ou seja, investimentos e no capital usado por um bom período (20 anos como sugestão).
NIVALDO ANTONIO PIGATTO (comerciante) - Londrina
Horário polêmico
Criado no governo Geisel para economizar energia elétrica, o Horário de Verão tem como principal objetivo evitar o blecaute, ou seja, a queda do sistema elétrico no País. Apesar de alguns gostarem deste horário, pois dispõem de mais sol e calor para um mergulho na piscina e até um chope gelado, não podemos esquecer daquele pobre operário que precisa pegar o coletivo para chegar cedo ao trabalho. E aquele aluno que vai a pé à escola com as estrelas brilhando no céu? Neste horário, é notória a dificuldade de sincronização do ritmo biológico, além de sintomas como altos índices de atraso, sonolência diurna, irritação, depressão, baixo rendimento no trabalho e na escola, entre tantos outros inconvenientes. Logo na madrugada convivemos com o ruído dos veículos, equipamentos e eletrodomésticos barulhentos que transgridem a tranquilidade alheia e que geram uma vida estressada em meio à crise e a instabilidade do país. A impressão que tenho é que esta imposição perturba nossa saúde, sobretudo emocional, atingindo toda comunidade, inclusive enfermos e pessoas especiais que são obrigadas a se adaptar a esta atitude pouco democrática.
JUNIOR CÉSAR DE ALMEIDA (estudante) - Londrina
Corruptos na cadeia
Atenção Movimentos pela Moralidade Pública, promotores, juízes, estudantes, OAB, Ongs, sindicatos. Está terminado o período eleitoral, definido o futuro prefeito e derrotada a corrupção que ameaçava voltar a sugar novamente o dinheiro do povo. Foi descartada através do voto essa enraizada corrupção, representada e chefiada pela patética figura de um candidato demagogo com suas promessas hilariantes, assumindo na campanha eleitoral, um papel mais de palhaço de circo do que a de um postulante a administrador de uma grande cidade igual à nossa. Agora a população exige e vai cobrar a qualquer custo nova mobilização dessas entidades para que a Justiça seja cumprida, condenando desta vez, sem foro privilegiado para o corrupto e o mais rápido possível os usurpadores responsáveis pelo desaparecimento do dinheiro da cidade, destinado principalmente para obras sociais aos mais necessitados. A população exige punição, cassação de direitos políticos, prisão para os corruptos, rastreamento e devolução do dinheiro roubado. A cidade não esquece, não perdoa e só terá sua alma lavada quando puder acreditar na Justiça, cabendo a ela agir com rigor, colocando toda a quadrilha na cadeia.
ANA MARIA DA CRUZ (servidora pública) - Londrina
MP esclarece
Tendo em vista a matéria veiculada na Folha de Londrina, em 4 de novembro, sob o título Ibiporã se articula contra a criminalidade, o Ministério Público (MP) esclarece: cabe ao MP, por prerrogativa constitucional, promover a ação penal pública. Assim, por dever legal, cabe à instituição a análise prévia de todo e qualquer procedimento investigatório policial, antes da apreciação do Poder Judiciário. Nesta linha de ação, quando o Ministério Público verifica a ausência de elementos probatórios essenciais nas hipóteses de mandados de busca e apreensão e de prisão, tem por obrigação e dever legal requisitar junto ao órgão investigatório, que é a Policia Civil, a complementação de provas, a fim de direcionar de forma segura um procedimento criminal. Em relação aos mandados de prisão referidos na matéria publicada, todos, invariavelmente, foram devidamente analisados de forma célere e no prazo legal pelo MP, não cabendo a esta instituição o efetivo cumprimento de tais ordens judiciais, tarefa esta afeta às funções das Polícias Civil e Militar. Por fim, cabe esclarecer que o MP, nesta área criminal, em que o alvo de sua atuação consiste, comumente, na interferência dos direitos fundamentais do cidadão (liberdade, domicílio, propriedade, intimidade), sempre agiu com a cautela e critério necessários, nos prazos estabelecidos em lei.
ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO DO PARANÁ - Curitiba





