SOS ao LEC

Moro em Curitiba há mais de 30 anos, mas sempre torcendo para o Tubarão. Do jeito que as coisas andam, o time será um vexame novamente no Campeonato Paranaense, assim como foi no Brasileirão da Segunda Divisão. Cadê os patrocinadores? E a Hexal não se manifestou mais? Está no anonimato? O que está faltando para o velho LEC de guera? Que saudade de 1977, mesmo sabendo que os torcedores iam a campo com metade da camisa Londrina e outra metade dos times de São Paulo ou Rio. Será que não é este bairrismo que está faltando, ser mais paranaense do que paulista ou carioca?

VALDOMIRO OLIVEIRA (publicitário) - Curitiba

Assinatura básica

Uma vergonha, mais um aumento na extorsiva assinatura básica da telefonia. O povo não suporta mais tantos reajustes. O mísero salário mínimo, aquele mesmo que o governo do PT teve a cara-de-pau de reajustar em R$ 20, segundo ''o governo dos trabalhadores'' teve ''um ganho real no período''. Ganho real para quem? A discussão da extinção da tal assinatura básica dorme em berço esplêndido na Câmara dos Deputados. Não há interesse em que tal projeto prospere. Afinal de contas, as tais operadoras de telefonia e os bancos estão entre as empresas que mais injetam recursos no financiamento de campanhas políticas. Para que não caia no esquecimento, o deputado federal Paulo Bernardo, do PT de Londrina, foi o único parlamentar da comissão de análise do projeto que votou contra os interesses dos assinantes. Está filiado a um partido ''que defende os interesses das classes menos privilegiadas''.

LOURIVAL BARBOSA (estudante) - Londrina


Populismo

O eleitor e fã do ex-prefeito derrotado nas urnas na última eleição municipal faz alusão ao populismo do mesmo. Vamos recorrer ao dicionário Aurélio para entender o que significa este termo tão usado nestes tempos. ''Populismo - política fundada ao aliciamento das classes sociais de menor poder aquisitivo - gênero literário que procura os seus temas no povo''. Novamente o Aurélio nos diz ''Aliciamento - seduzir, atrair, peitar, subornar, instigar. Exemplo: aliciou partidos a assumirem posições contrárias''. Portanto, caro leitor cuidado quando for sair em defesa de seu ídolo com os adjetivos usados. Outro termo muito usado nesta coluna ultimamente é improbidade. Vamos recorrer novamente ao Aurélio que nos diz que improbidade significa ''mau caráter, desonestidade, maldade, perversidade''.

WALTER COSTA BARROSO (cirurgião dentista) - Londrina


Polícia comercial

Uma amostra de que a Segurança Pública Estadual vai de mal a pior ficou evidenciada no último sábado em Ibiporã, região de Londrina. Tentei contatar o delegado, um investigador, um escrivão, qualquer preboste do distrito policial de Ibiporã, mas não consegui falar com ninguém. A não ser com o único carcereiro da delegacia que disse estar cuidando ''sozinho'' de 60 presos. Liguei para o 190 e disse que precisava registrar um boletim de ocorrência. Do outro lado da linha, o preboste disse que não há plantão na Polícia Civil de Ibiporã que só atende em horário comercial. Pode isso, uma polícia comercial no Paraná?

JOSÉ FIORI (jornalista) - Curitiba


Caso Serginho

O assunto mais comentado nos últimos dias é a morte do jogador Serginho, do São Caetano, dentro do campo por uma parada cardíaca. Essas coisas estavam longe do meu mundo até o dia 28 de novembro do ano passado quando o meu filho Rafael, que tinha feito 18 anos em setembro, morreu no banheiro de um shopping da cidade por uma parada cardio-respirátoria. Sei o que é essa dor da dúvida: será que se houvesse um desfribilador ali, um lugar de grande movimento de pessoas, o Rafael teria morrido? Assim como o jogador Serginho, ele foi atendido rapidamente, mas a ambulância do Siate demorou uns dez minutos para chegar lá. Infelizmente, tarde demais para ele. Como o Serginho, meu filho morreu trabalhando, pois tínhamos uma loja ali. Quando fui buscá-lo, às 22 horas, ele estava morto. Segundo testemunhas, ele foi ao banheiro às 21h40, sentiu-se mal e logo morreu. Foi tudo muito rápido. Ele nunca havia apresentado nenhum problema de coração antes. Resta para mim a saudade de um menino alegre, filho exemplar, otimista, cheio de planos (primeira namorada, primeiro vestibular), cheio de expectativa com a chegada do irmão ultratemporão, o Nathan, que ele conheceu através de um exame de ultra-som no meu terceiro mês de gestação. Quando Rafael morreu, estava grávida de seis meses. Esse bebê veio não para substituir, mas para preencher o vazio deixado pelo irmão que ele conhecerá pelas fotos e vídeos. O meu objetivo, ao escrever essas linhas, é dizer que para tudo há propósito nesta vida e que para a morte ocorrer é preciso uma desculpa e no caso do Rafael foi essa parada. Meu filho não morreu assassinado, drogado ou num racha, morreu trabalhando. Esse é o meu maior consolo e sei que um dia vou encontrá-lo e ouvi-lo novamente tocar no seu teclado os belos hinos que ele gostava.

AUDREI CELIA MORENO (dona de casa) - Londrina


Correção

- Diferentemente do que informou ontem reportagem do Caderno Cidades sobre o Shopping Popular, o nome correto de uma das Ongs que gerenciam o empreendimento é Associação dos Camelôs de Londrina (Acal).

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