Quem inventou o amor?
O que vem a ser essa pequena palavra, primeiramente tão inofensiva, tão simples, parece não fazer mal a ninguem. Será mesmo? O que é o amor? cada pessoa tem uma resposta diferente, cada um tem uma forma de amor e de amar. Conhecemos pessoas, antes nunca vistas em toda nossa vida, e passamos a amá-las em questão de segundos, inexplicável ou comprovação do que afirmava Calvino, a pré-destinação é o que rege a humanidade. Falamos que amamos alguém, sem ao menos, saber o significado disso, damos uma maior atenção e dedicamos todo o nosso tempo a essa pessoa, que antes mesmo era desconhecida aos nossos olhos, esquecemos de nossas famílias, da importância do pai e da mãe, de como os amigos são valiosos e de como amar a si próprio acima de tudo é o mais importante, esquecemos de tudo e de todos, deixamos prevalecer somente a felicidade momentânea e a satisfação de ver feliz a pessoa que dedicamos o que incansavelmente rotulamos de amor e, quando damos conta, percebemos que a vida já é passado, que os amigos não existem mais e que a alegria do suposto sentimento acabara. O mundo criado exclusivamente para ela, desmorona, desaparece, sem deixar ao menos um pequeno rastro daquele sentimento que parecia inatingível. Só quando isso acontece é que vemos o verdadeiro valor da vida e indagamos se o amor existe mesmo ou se passa apenas de uma invenção, de algo criado por alguém. O amor é capaz de muitas coisas, é o tudo e o nada, é vida e morte, é começo e fim, amar é intransitivo, não se conjuga - por isso que peço a quem inventou o amor, me explica por favor.
THIAGO SOTANA (estudante) - Bela Vista do Paraíso


Professor ideal
Analisando o perfil profissional a partir de uma pesquisa realizada na Holanda, que caracteriza o professor ideal em quatro dimensões: enquanto profissional, enquanto educador, enquanto especialista em didática e enquanto membro de uma equipe, pudemos constatar que esses padrões não condizem com a realidade dos professores brasileiros. Entretanto, isto leva-nos a refletir sobre a prática pedagógica docente, em que a falta de recursos, valorização, apoio do Estado e do Município, e a ausência da formação continuada, não permitem que todos se tornem capacitados para exercer o verdadeiro papel de educador. O educando, por sua vez seja criança, jovem, adulto, indígena ou especial , espera conhecimento, informação, motivação, experiência e o currículo oculto. Não aquele modelo de educação que recebemos há vinte anos, mas ter a consciência de que estamos à frente de uma sala de aula com alunos ''pensantes e criativos''. Uma aula bem planejada pode resultar no sucesso do professor!
FABIANA LUMI KIKUCHI (estudante) - Londrina


Buscando coerência
Ao final de 2003, fui aprovada no concurso para professores de 1 a 4 séries, realizado pela Secretaria Municipal de Educação. Passei por todas as etapas de classificação e no momento da nomeação, fui impedida de assumir a vaga, sob a alegação de que não possuía a habilitação necessária ao cargo. Sou pedagoga, formada na UEL e de acordo com meu diploma, habilitada para ser professora do curso de magistério de 2º grau ou mesmo de qualquer curso superior em Pedagogia. Profissionalmente, atuo há aproximadamente 10 anos como professora de 1 a 4 séries da rede particular, lecionando durante esse tempo em conceituadas escolas de Londrina e região. Além disso, sou pedagoga em escolas da rede estadual há 4 anos, atendendo alunos de Ensino Fundamental e Médio. Realmente, o edital do referido concurso exigia que a titulação fosse em Pedagogia das séries iniciais. No entanto, no momento da inscrição, não acreditava que haveria tanta incoerência: sou habilitada a ensinar algo que não posso praticar. É o mesmo que dizer a um médico, que ele pode ser professor de Medicina, mas não pode clinicar. Por ter ciência do que rege a LDB quanto à formação acadêmica necessária ao cargo, resolvi inscrever-me, acreditando que caso fosse aprovada, tal lei seria levada em consideração, já que na elaboração do edital, isso não aconteceu. Ora, o que faz com que pessoas certamente aptas para tal, ao elaborarem um edital de concurso municipal, não considerem a lei maior que vigora em nosso País, impedindo-me de fazer aquilo para o qual estou legalmente habilitada e aprovada? Atuamente, luto pela vaga que me foi negada na Justiça, na esperança de tamanha incoerência seja corrigida.
RITA DE CÁSSIA BARTELS PAULO (professora) - Londrina


Argentina x Brasil
Quando vemos a barba do vizinho arder, devemos colocar a nossa de molho, diz o velho ditado. A notícia de que o Superior Tribunal Argentino considerou a decisão do governo daquele país, que a flexibilização do dólar é constitucional, traumatizou o povo argentino. Porém, se nos reportamos ao nosso passado, vamos verificar que o Brasil já passou por momentos mais difíceis, e bem mais traumatizante quando o ex-presidente Collor confiscou os ativos, e depois em 1998/99, com menor agressividade, FHC liberou o câmbio para a livre flutuação do dólar. Se o povo argentino passa por dificuldades, aqui no Brasil o povo brasileiro tem sofrido muito, o desemprego e o crescimento econômico é uma incógnita. O difícil é saber quem sofre mais. Será esse o destino dos países em desenvolvimento?
ANTÔNIO PEREIRA (contador) - Londrina


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