Idéia para Londrina
  Quando me manifestei pela venda das ações da Sercomtel neste espaço, tinha em mente os seguintes pontos: O município de Londrina não dispõe de recursos orçamentarios para fazer investimentos na cidade. A cidade sofre um esvaziamento economico surpreendente. Passou da segunda cidade em arrecadação do ICMS para o quinto lugar no Estado. Já foi a terceira cidade do Sul do Brasil, hoje está perdendo para Joinville-SC. Pelo seu retrocesso econômico, grande parte da nossa juventude não encontra possibilidade no reduzido mercado de trabalho e em se tratando de universitários a situação é calamitosa. Então, diante de uma situação difícil que atravessa o município de Londrina, é urgente se encontrar alternativas de curto prazo para se alavancar o desenvolvimento da cidade. O professor Luiz Antônio Feliz, que achou a idéia de venda da Sercomtel como inútil, me leva a crer que tem grande vivência sobre finanças públicas. Assim, deveria apresentar caminhos para viabilizar suas sugestões, e quantificar qual seria o volume de recursos economizados para transferir esses recursos para investimentos. Professor Felix, acredito piamente que os recursos com a venda da Sercomtel podem ser administrados pela prefeitura em conjunto com a sociedade e organizações (OAB, Clube de Engenharia, economistas) e outras entidades interessadas, pois precisamos estudar alternativas para tirar a cidade do estado atual de paradeira econômica. A venda da Sercomtel mais as medidas propostas pelo professor Felix, se implementadas, poderão gerar recursos para toda a sociedade.
NIVALDO ANTONIO PIGATTO (comerciante) - Londrina


‘Lei de Gerson’
  ‘‘Levar Vantagem em tudo’’, é um axioma, que ficou conhecido como a Lei de Gérson. O ex-jogador da seleção brasileira e comentarista de futebol sempre foi um ardoroso defensor deste teorema. Levar vantagem é a tônica do povo brasileiro. Segundo a lei, o mundo é dos espertos, bobeou, dançou. Há que se levar em conta que somos considerado um povo de maioria cristã, onde o catolicismo é predominante, pelo menos no discurso. Se perguntarmos para qualquer ateu qual é sua religião, ele sem titubear, vai dizer que é católico. Não perdemos a oportunidade de tentarmos passar o nosso semelhante para traz, tudo em nome da ‘‘esperteza’’. Trocamos o nosso valioso voto por 20 ou 30 reais quando muito, por um churrasquinho de carne de terceira no boteco do bairro, por um jogo de camisa para o nosso time de pelada, pela promessa de não ter mais que pagar impostos, motel, auto-escola para obter uma carteira de habilitação ou por um simples aperto na bochecha, e achamos que estamos levando vantagem. E os nossos políticos, astutos como só eles, nos prometem até a chave do paraíso e nós, burros que somos, acreditamos, elegemos e relegemos estes pulhas, que uma vez eleitos, nenhum compromisso tem para conosco, se sentem à vontade para fazer o jogo que lhes for interessante, defender os seus próprios interesses. Afinal de contas, passada uma semana, poucos se lembrarão para quem foi vendido o seu tão importante voto e o adquirente se julga à vontade para agir como bem quiser, seu compromisso terminou com a concretização do ‘‘negócio’’, e nós ficamos aí durante mais quatro anos chorando as pitangas, dizendo para os quatro ventos que os políticos são, dentre tantos outros adjetivos desqualificativos, corruptos. Será que só os políticos são corruptos? Seriam eles extraterrestres vindos de uma outra galáxia somente para nos enganar?
LOURIVAL BARBOSA (estudante) -Londrina


Hippies
  A cena é revoltante. É difícil acreditar que em um país como o Brasil, onde a cultura é tão rica e diversificada devido à miscigenação, ela seja tão desvalorizada pela sociedade e, principalmente, pelas autoridades. Os hippies, sem lugar apropriado para se estabelecer, trabalham no centro de Londrina vendendo seus artesanatos feitos manualmente, que além de promover o seu sustento, expressam a sua cultura, suas ideologias e seu estilo de vida. Todos os dias, logo pela manhã, já podemos encontrá-los em seu ‘‘local de trabalho’’. Na última sexta-feira foi diferente. Naquela manhã, os agentes de fiscalização da Prefeitura tentaram impedir o trabalho dos hippies acuando-os e até recolhendo o material de trabalho deles. Logo depois, os agentes chamaram o reforço da PM. A coação foi injusta. Os hippies demonstraram o pouco que ainda lhes resta de senso de democracia: o poder da voz. Eles gritavam ‘‘queremos trabalhar, não vamos recuar’’ e tinham a Constituição Federal nas mãos. Este gesto mostra o quanto essa camada da população pode ainda exercer a sua dignidade como trabalhadores e cidadãos. A Constituição, nossa Lei Suprema, garante a dignidade da pessoa humana e os direitos do trabalhador como fundamentos do Estado Democrático de Direito que constitui a República. Repito a pergunta já feita pela ‘‘Legião Urbana’’: Que País é esse? Agentes fiscalizadores de trânsito não deveriam fiscalizar o trânsito? A Polícia não deveria fiscalizar aqueles que corrompem a sociedade ao invés dos trabalhadores? Que a Prefeitura e o governo tomem uma iniciativa, afinal somos administrados pelo Partido dos Trabalhadores.
ALÍCIA KELLER FELSKY (estudante) - Londrina

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