A hora fatal

Caprichos do destino ou as mãos de Deus propiciam neste segundo turno das eleições municipais de Londrina um desafio profundo à consciência da cada eleitor londrinense. Através desta coluna muitas autoridades civis e religiosas, além do povo em geral, particularmente leitores deste veículo de comunicação, já opiniram, esclareceram e alertaram sobre valores morais e éticos de cada um dos dois candidatos a prefeito da cidade. Por este meio ou através da televisão, do rádio ou dos contatos pessoais, independente de classe social, da raça ou da crença, todos tiveram oportunidade de se informar sobre as principais qualidades de cada candidato. Mais que uma pesquisa de opinião, mais que uma eleição política, o resultado deste sulfrágio revelará a imagel e o perfil dos valores, morais e éticos dos cidadãos londrinenses. É chegada a hora de aferir a consciência de cada eleitor.

AURELINO MANOEL DA COSTA FILHO (engenheiro químico) - Londrina

Povo politizado

Conforme depoimento dos senhores Miguel Antônio Ramos, Barbosa Neto e Manuel Joaquim R. dos Santos, neste jornal, podemos verificar que o povo de Londrina não aceita cabresto. Isso é coisa do passado. O voto é livre e ninguém precisa nos ensinar a votar. Basta que os candidatos digam o que vão fazer, e de onde sairão os recursos, e o povo dirá se aprova ou não. Para isso existe as três modalidades de manifestação nas urnas: sim, não e neutro (voto nulo ou em branco).

ANTÔNIO PEREIRA (contador) - Londrina



O que é humanizar?

Humanizar, acolher as diferenças, respeitar o universo de cada um. São conceitos que preconizam as boas relações. Nos dias de hoje como tornar possível o que nos parece óbvio mas que não tem ocorrido na prática? A rotina estressante, a competição exagerada e o individualismo têm conseguido ao longo dos anos confundir as pessoas sobre os reais valores humanos. Durante dois dias pudemos discutir em Londrina no 1º Seminário de Humanização do Norte do Paraná, como resgatar e institucionalizar valores como a ética, o respeito e o exercício de cidadania na Área da Saúde. Aprendemos muito com a troca de experiências. Concluímos aliás, que a receita da humanização é simples: basta querer. Ninguém humaniza ninguém. Humanizar é um ato voluntário, é um ato de doação. Uma via de mão dupla. Humanizar é buscar a riqueza que brota da solidariedade. É uma questão de disposição.

CÍNTIA LEITÃO DE SOUZA NIERO (coordenadora do Grupo de Humanização da Irmandade da Santa Casa de Londrina)



Educandário

Lamentável, depois de tantas discussões, idas e vindas, e o decurso do dobro do tempo previsto para a conclusão da obra, o Educandário de Londrina é o símbolo do descaso e da incompetência do Estado. Com dois meses de funcionamento e ocupação parcial da capacidade para o qual foi projetado, diversos episódios lamentávedis são colecionados neste período: fugas, espancamentos, falta de terapia ocupacional e atividades pedagógica para os menores recolhidos na instituição, demissões de funcionários e denúncias diversas de irregularidades, como falta de preparo de alguns contratados para o desempenho da atividade fim. E agora para corroborar com tantas denúncias, o secretário do Trabalho e do Emprego, Padre Roque Zimermam, se declara indignado com a pessíma qualidade da obra, que apesar do pouco tempo do término da construção, vem se esfacelando como um castelo construído na areia por amadores, sem a devida técnica. E aí, cabe perguntinha: onde estavam os engenheiros do Estado, mais precisamente do Decon, que apesar de serem bem remunerados para fiscalizar reformas e construções de obras públicas não conseguem fiscalizar nada?

LOURIVAL BARBOSA (estudante) -Londrina

Terrorismo

A ousadia crescente e a crueldade sem limites do terrorismo contemporâneo é o maior desafio enfrentado pelo mundo civilizado. Não existe fé ou causa, por mais justa, que justifique o assassínio indiscriminado de quase 200 crianças como o praticado por terroristas islâmicos, árabes e chechênios, ocorrido em Beslan na Rússia. Estes atos terroristas nos deixa preocupados em relação à paz mundial. Repreendo, veemente, toda forma de violência, principalmente, quando se trata de seres indefesos. Desse episódio uma lição podemos tirar: a política de George W. Bush em relação ao tema não surtiu o efeito almejado. Ao contrário, tornou o mundo mais suscetível a esse tipo de ação. Fogo não se combate com fogo, assim como violência não se combate com violência. Está na hora desses detentores da verdade, refletirem, cederem, conversarem para que possamos retomar a paz e, assim, acabar de vez com essa mazela que tem causado tantas mortes inocentes.

INACIO GOMES DA SILVA (estudante) - Londrina

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