CARTAS
Igreja e política
Política é um assunto sobre o qual tenho falado repetidas vezes, para orientar a educação política dos membros da Igreja de Londrina. Com a Campanha da Fraternidade, aprendemos tantas coisas: Política é a ciência, a arte e a virtude que busca realizar o bem comum de todos. Política não é coisa suja, mas um dos belos modos de exercer o amor e a caridade para com todos. Política é um dos modos de cumprir o 4º Mandamento da Lei de Deus: honrar pai e mãe e a mãe Pátria. Daí a importância de votar bem, fazendo do voto uma ação até religiosa que obriga moralmente e em consciência e, que tem consequências até mesmo pecaminosas. São esses princípios que levam tantas pessoas a defender com ardor suas opções políticas, e considerar o voto como uma obrigação de consciência que, de fato, o é. Compreendo e apoio que os sacerdotes de Londrina, no exercício de sua missão de educadores da ação política, continuem defendendo a ética e a moralidade contra toda e qualquer corrupção eleitoral, a escolha de candidatos dignos, a não-compra de votos, o não voto nulo, etc., mas como responsável pela unidade de ação, peço que dentro das Igrejas, salões paroquiais e proximidades e na interpretação do Evangelho durante os sermões não sejam feitas propagandas eleitorais partidárias. Comunico também, oficialmente, que a Igreja de Londrina não é avalista de nenhum governo e que no presente e no futuro não abdica o direito de instância crítica, diante de todo e qualquer governo. Educação política sim, política partidária em nome da Igreja, não.
DOM ALBANO CAVALLIN (Arcebispo de Londrina)
Dia de reflexão
Dia 15 de outubro é e sempre será um dia de muita ''reflexão''. Não só o Dia dos Professores se deve refletir, e sim tudo o que fizemos e tudo o que faremos. Jamais falaríamos mal dos professores que dedicam suas vidas em uma sala de aula, tão-somente por amor à profissão. Deveríamos acompanhar de perto e olhar nos olhos deles quando muitas vezes estão em depressão. Vemos certos absurdos que às vezes era preferível ter nascido cegos e alheios a tudo que se passa. Elogios são muito diferentes de agir e tomar atitudes inconsequentes com o próximo, isto muitas vezes é que nos ''intrigam''. Devemos sim ensinar o que se sabe e aprender o que se ensina, só assim teremos nossos filhos respeitando os Dez Mandamentos da Lei de Deus. Isso foi o que o professor Nelson Milanez ensinou a seus filhos e tantos alunos que aqui deixou em 18 anos de professor de Direito Penal. Ser professor é uma tarefa difícil, que é feita com o coração nos dias cansados, nas noites de angústia, nas horas de luta. Chegamos até nos questionar: ''Será, Deus, que vale à pena ensinar?'' Mas bem dentro do peito responde a voz da alma: ''Valeu sim, coragem!''. Você, ensinando, aprende também, faz bem a alguém, vai semeando nos alunos um pouco de paz e um tanto de Deus. E como sempre em seus discursos ele dizia: ''Valeu à pena? Sim, valeu à pena quando a alma não é pequena!''
MARLENE APARECIDA COGO MILANEZ (empresária) - Bela Vista do Paraíso
Nedson responde
Prezada Renata Cristina de Almeida, sua pergunta com relação ao Wall-Mart é providencial. A prefeitura de Londrina não impediu que a multinacional se instalasse no município. Inclusive foram apresentadas ao grupo outras opções de terrenos para que se instalasse na cidade. O impasse reside na escolha do terreno. Onde antes era o Colossinho é uma área que já havia sido escolhida pela administração para a instalação do Teatro Municipal, uma antiga reivindicação da classe artística e da população. Aquela é a única área da região central nas proporções necessárias para a construção de um teatro. E trata-se de um terreno que está abandonado há mais de 30 anos. A construção do teatro é uma proposta de governo e faz parte dos compromissos para a próxima administração. E com a prefeitura saneada temos sim fontes de recursos disponíveis no governo federal para a concretização da obra. Com relação aos empregos, Londrina gerou, de janeiro de 2001 a setembro de 2004, quase 20 mil empregos com carteira assinada. Isso, graças a uma política de atração de empregos implantada pelo governo do PT.
ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO DA PREFEITURA DE LONDRINA
Ao eleitor Raul
Caro Raul Fulgêncio, li atentamente a carta que fez publicar na Folha no último domingo. Parece-me que não leu adequadamente sobre meu posicionamento nas eleições e neste segundo turno em Londrina, pois não lembro de ter visto nenhuma crítica sua ao fato do PT, em 1996, não apoiar minha candidatura, culminando com o auxílio ao mesmo Antonio Belinati e seus escândalos administrativos, pois petistas ganharam vários cargos e até hoje são processados judicialmente ao lado dele. Reitero que jamais deixarei de trabalhar pela cidade onde minha família é pioneira, crio meus filhos e possuo amplo rol de amigos e eleitores, no qual o incluo Raul. Os eleitores, amigo Raul, não são propriedade deste ou daquele político ou partido, e sim de propostas e projetos para uma cidade, Estado ou País. E foi esta coerência que certamente o encantou em apoiar a minha candidatura nas últimas três eleições municipais. Em 2000 apoiei a candidatura de Nedson Micheleti no segundo turno. Agora há o complicador do julgamento da legalidade do registro de candidatura do outro candidato no STF, que poderia levar a uma disputa contra o PT em outro segundo turno, se assim a Justiça decidir. Não é nenhuma novidade que minhas críticas à administração municipal são corretas, pois sequer foram contestadas durante toda a campanha eleitoral. O meu voto será dado e os londrinenses também o farão livremente, pois somos de uma cidade exemplo de luta e coragem. Obrigado pelo seu voto Raul, e também dos 63.876 amigos e amigas.
LUIZ CARLOS HAULY (deputado federal) - Brasília





