CARTAS
Sem quadros
Mazza acerta ao afirmar que ''Rubens Bueno é o maior beneficiário da falta de quadros na política de nossa terra, o que a eleição de Curitiba deixou à mostra''. Se não fosse o olhar tacanho, os políticos perceberiam que o povo se enoja com facilidade dos políticos faz-de-conta, caras-de-pau, de promessas irrealizáveis, presentes apenas em épocas de eleições, querendo apenas e tão-somente o poder pelo poder e o status que a potiticagem confere. Ora, o curitibano é um povo culto, inteligente, sagaz e pertinente, basta prestar atenção no proseado das pessoas discutindo as coisas de sua cidade, do dia-a-dia para logo concluir que não foi por acaso o descrédito ao candidato do atual prefeito - num repúdio ao continuísmo de Jaime Lerner: o homem que tentou privatizar a Copel; que doou o Banestado ao Itaú; que vendeu boa parte das ações da Sanepar ao Opportunity do banqueiro Daniel Dantas e Cia, causando prejuízos incalculáveis ao bolso do povo paranaense e agora se abriga num partido socialista (parece piada!). Dessa forma, o peso das eleições em Curitiba será um forte indicador para as eleições ao governo do Estado, nesse sentido, o curitibano tem batatas quentinhas nas mãos: Beto Richa, escriba do PSDB e da ''herança maldita'' do governo neoliberal de FHC. Que desempregou milhares de trabalhadores, privatizou setores estratégicos como as telecomunicações - um país que não domina sua comunicação está fadado a subserviência e intimidação internacional - e vendeu o Brasil para os gringos através de empréstimos para pagar empréstimos ao FMI e cia. E Vanhoni do PT, da política econômica do faz-de-conta do Palocci que engana apenas os trouxas com o papo furado de crescimento econômico.
ANTONIO SERGIO NEVES DE AZEVEDO (engenheiro) - Curitiba
Londrina encolheu?
Faz-se necessário um comparativo entre os maiores municípios paranaenses para obtermos parâmetro de análise. Londrina recebeu nos últimos quatro anos menos população que outras cidades? Aproveitando o censo eleitoral, dividirei o ponto de vista em três anos eleitorais (2000-2002-2004), proporcionalmente ao número inicial de 2000, sem considerar outros fatores como: econômico (PIB), social. De 2000 a 2002, o município que mais cresceu foi Londrina com 5,43%, seguidos por Ponta Grossa (3,74%), Curitiba (3,27%) e Maringá (2,18%). De 2002 a 2004, os municipios que mais cresceram foram: Ponta Grossa com 7,26%, seguido de: Maringá (5,29%), Londrina (4,05%), Curitiba (2,86%). Resumindo os números do período em estudo, teremos: em primeiro lugar, a cidade que mais recebeu eleitores foi Ponta Grossa, com 11,28%, seguido de Londrina (9,69%), Curitiba (6,22%), Maringá (7,59%). É natural que este levantamento leve em consideração a população acima de 16 anos com cadastro na Justiça Eleitoral. É também justo que Londrina ficou em 2º lugar, com Ponta Grossa despontando como novo horizonte para a população, já que o deslocamento para o município foi relevante. Uma dica aos londrinenses, pois sou itambaracaense e não tenho direito de dar palpites no alheio, mas gosto da cidade de Londrina. O 2º turno das eleições está aí, e a decisão é de vocês. Que vença aquele que consiga trazer Londrina ao topo de crescimento, não só populacional mas de qualidade de vida, fator este que todo londrinense merece.
YOCHIHARU OUTUKI (engenheiro agrônomo) - Itambaracá
Elogios
Parece claro que todos nós estamos descontentes com as dificuldades que nos obrigam a malabarismos cada vez maiores para viver com cada vez menos. Diante disso, naturalmente não faltam críticas habitando nossos pensamentos, mas hoje quero apenas elogiar e citar aquilo que vejo de melhor nos nossos governantes. Começo ''elogiando'' a facilidade do governo em arrecadar dinheiro com os inúmeros impostos, contribuições e taxas que pagamos. Neste ano houve um significativo aumento na arrecadação em relação ao ano passado. ''Elogio'' ainda a capacidade demagógica de seus representantes quando pronunciam que a carga tributária brasileira é inadmissível, e aqui tenho mais um ''elogio'' a fazer quanto às habilidades em explicar de maneira burocrática o porquê de não se poder diminuir os impostos agora, mesmo com esta arrecadação fantástica! Pergunto: quando é que se poderá diminuir então? Não posso deixar de ''elogiar'' também o impressionante poder de nos fazer continuar pagando tributos federais, estaduais e municipais, mesmo sem perceber o retorno devido em benefícios do povo, o que seria, no mínimo, coerente e a bem da verdade, o justo! Quero tecer só mais um elogio: à incrível capacidade de resignação de todos nós, cidadãos brasileiros.
LUIZ FERNANDO BOGLINI CAVALIERI (médico) - Londrina





