Paradoxo da Justiça

Quanto tempo leva-se para pronunciar um suposto culpado de assassinato? Quanto tempo demora em se ter justiça pela morte de alguém que amamos? Qual o tempo que um advogado precisa para caducar um processo e assim, ganhar uma causa? Essas e outras questões precisam ser esclarecidas! Quando? Só depende dos parâmetros da lei! E assim, vamos assistindo nesse palco da vida, quatro anos se passarem, a mãe que chora; o pai que aguardava a justiça dos homens e por sua demora, partiu este ano sem nada ver modificado; a filha que espera, na esperança da lei, pois, sendo uma aluna brilhante de Direito, acredita que todos esses empecilhos um dia serão detonados pela verdade suprema; os sobrinhos que desacreditados na justiça dos homens, observam o quanto o poderio econômico é capaz; e a irmã que mais um ano, tenta chamar atenção da comunidade londrinense para os descasos da Justiça. Por isso tudo, oremos pela professora Estela Pacheco, que se viva estivesse, estaria hoje comemorando com seus alunos mais um Dia do Professor.

MARIA ELIZA CORRÊA PACHECO (professora) - Londrina


Eleições municipais

Conversando com uma liderança comunitária da cidade, cheguei à seguinte conclusão sobre o resultado das eleições para vereador deste ano: o eleger-se ou não, reflete, muitas vezes, não só a maneira como os eleitores pensam e se relacionam com o próprio voto, mas também a conduta com a qual se articulam ou não os próprios candidatos. Candidatos personalistas e individualistas precisam aprender que não adianta defender o próprio nome como se fosse uma espécie de ''messias'', tendo para isso práticas inclusive de exploração do poder religioso, como fazem os ''padres-candidatos''. Uma votação expressiva, porém individual, pode não garantir a vitória. Esta vem mais facilmente para quem sabe valorizar o interesse coletivo e não só o pessoal. Porém, esses são valores que só sobrevivem na mentalidade sadia de quem não precisa esconder-se da verdade, não sustenta uma imagem dúbia perante a população e é coerente com todos os compromissos assumidos na vida.

MARCIA CAROLINE PORTELA AMARO (enfermeira) - Londrina

Pesquisa

Vendo o resultado da primeira pesquisa de intenção de votos para prefeito no segundo turno em Londrina, divulgada em 11/10, fiquei horrorizada, constatando que a população tem memória curta. Uma cidade como Londrina, considerada uma cidade com forte influência religiosa, deixa um candidato que foi cassado por corrupção e improbidade administrativa, acusado por formação de quadrilha e desvio de recursos públicos, aparecer em primeiro lugar na pesquisa. Um dos dez mandamentos é não roubarás. Onde está a religiosidade da população que se esquece do caos que tal candidato deixou nossa cidade não cumprindo o mandamento bíblico.

LINDOMAR LIBRA NUNES (dona de casa) - Londrina


Óleo de peroba

O ex-prefeito Antonio Belinati afirmou que o povo de Londrina estava usando a inteligência ao apontá-lo como vencedor do primeiro turno das eleições municipais. Causa espanto e indignação tal afirmação. Inteligentes são os 10.662 eleitores que votaram nele quando da disputa para a Prefeitura no ano de 1996, quando o mesmo obteve 96.311 votos perfazendo um total de 48,96%, e deixaram de votar nele na presente disputa em que ele obteve apenas 85.649 votos (cerca de 34%). Vale lembrar que em 1996 Londrina possuía mais ou menos 266 mil eleitores e, hoje, conta com mais de 328 mil eleitores. Portanto, Belinati obteve 12,4% a menos de votos este ano. Isto prova que esses 10.662 eleitores realmente usaram sua inteligência, deixaram de votar neste candidato. Por tudo isso é que vale o velho ditado ''óleo de peroba nele''. Mesmo com todas evidências contrárias, afirma que o povo de Londrina está ao seu lado.

MIGUEL POLSKIKH FILHO (aposentado) - Londrina


Candidatos indecisos

Durante a campanha do primeiro turno a maioria dos candidatos disse em debates e reuniões combater um passado de desvio de verbas, superfaturamento em licitações e de vergonha. Agora o passado de corrupção está de volta e com grandes possibilidades de administrar a cidade por mais quatro anos. Alguns dos derrotados do primeiro turno parecem que esqueceram o que discursaram e agora estão ''indecisos'' em quem apoiar. Espero que estes candidatos pensem em Londrina, no respeito e amor que disseram ter pela nossa cidade. Caso contrário eles serão cúmplices da política do ''rouba, mas faz''.

ALEXANDRE HAYATO SHIMIZU (estudante) - Londrina


Lembrança

Gostaria de parabenizar o sr. José Mauricio da Costa, ex-vereador, advogado e também empresário de Contabilidade, por nos trazer de volta lembranças das eleições municipais ocorridas em 1992, em artigo publicado ontem na Folha. Como bons brasileiros, acabamos nos esquecendo rapidamente de fatos importantes, ocorridos no passado, e que realmente nos dão a impressão de não haver realmente uma disputa neste segundo turno e sim uma brincadeira entre amigos na tentativa de iludir a imprensa e, principalmente, os eleitores. Bom seria, se o segundo turno fosse disputado pelos três candidatos mais bem votados.

JAIME JUNIOR SILVA CARDOZO (contador) - Londrina


Correção

- Diferentemente do que a Folha publicou ontem, o advogado Assad Janani, do PDT, não faz parte da coordenação de campanha do PSL. Assad faz pesquisas que são utilizadas também pelo candidato Antonio Belinati. A coordenação da campanha do ex-prefeito é feita pelo candidato a vice, o vereador Carlos Bordin (PP).

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