Ignorância ou cumplicidade?

O comerciante Henor Oscar Motta, em carta publicada ontem na Folha, levanta suspeitas sobre a posição do jornal em relação à primeira pesquisa para o segundo turno das eleições de Londrina feita pelo Instituto Brasmarket e publicada na edição de segunda-feira. Ele afirma que o título ''Belinati e Nedson estão empatados'', da matéria da jornalista Cristiane Oya, ''não revela a verdade ou é tendencioso''. A pesquisa tem uma margem de erro de 4,1 pontos percentuais e revelou os seguintes dados: 44,1% votariam em Belinati, 36,9% em Nedson, 11,1% seriam de votos nulo/branco e 7,9% não sabe. E qual seria a alegação do sr. Henor? A de que esses números, transformados em votos válidos, dariam a Belinati 54,5% e 45,5% a Nedson. Excluindo, equivocadamente, o percentual dos indefinidos, ele afirma que Belinati ''fugiria, portanto, do 'empate técnico'''. Entretanto, como se pode notar, esse tipo de simulação, ao excluir os votos indecisos, compromete sua validade e, consequentemente, não autoriza dizer que não haveria empate técnico entre os dois candidatos. A opinião do sr. Henor é representativa de uma parcela expressiva do eleitorado londrinense. O que ela pode significar? A opinião de um analfabeto funcional, que não consegue interpretar o que lê? Se for esse o caso, é preciso ser tolerante, mas ele teria que ser humilde e reconhecer o erro. Não poderia ser uma posição deliberada? Se for isso, então, o caso é de cumplicidade com a desonestidade. Lamentavelmente, ambas alternativas parecem corresponder a características do perfil de uma parte da população de Londrina, chamada de ''povo'', o eleitorado majoritário do ex-prefeito cassado Antonio Belinati.

ANTÔNIO TADEU CAMPOS DE BARROS (professor) - Londrina


Briga de compadres

Quero deixar bem claro que não sou afiliada a nenhum partido político, muito menos amiga de qualquer um. Sou londrinense, indignada e enojada de ver e ler tantas coisas erradas dos nossos políticos. Primeiro: o ex-prefeito coloca um comunicado em primeira página neste jornal fazendo-se de coitado criticando a visita do presidente Lula porque ele fez uma obra que levou o nome do seu pai e estavam reinaugurando uma obra que ele fez dando outro nome. A obra que ele fez? Quantas vezes ouvi ''eu fiz'' nesta campanha. Deveria ser proibido político falar ''eu fiz''. Quem fez somos nós, pagando nossos impostos absurdos e foram os pedreiros, serventes e os demais profissionais que realmente fizeram. Vocês políticos fizeram articulações e jogos de toma-lá-da-cá e são muito bem pagos para fazer isto. Li domingo no jornal um comunicado de trocas de farpas de dois políticos que apóiam o Lula, agradecendo o presidente pela visita e falando dos investimentos do seu governo em Londrina: 20 mil empregos! Esqueceram de citar quantos perderam o emprego. Novamente pergunto foi Lula quem criou os empregos? E as demissões quem incentivou as empresas a fazer? Sabemos que a visita do presidente é meramente politicagem, não veio a Londrina por que está preocupado com a criminalidade, com o desemprego ou qualquer outro problema social. Londrina, que alguns anos atrás já foi orgulho para qualquer londrinense, hoje é uma cidade grande: em criminalidade, em pobreza, em desemprego, em políticos demagogos, cheios de interesses próprios e poucos preocupados com a população. Que tal se acabarmos com os salários e mordomias dos políticos? Será que o interesse pela vida política iria continuar?

EDNALVA PRECINATO DE ASSIS (vendedora) - Londrina

Acorda, Londrina!

Na condição de cidadã de Londrina, expresso meu repúdio contra a carta cínica que o atual candidato do PSL, Antonio Belinati publicou na capa da Folha de Londrina na sexta-feira passada. Nenhum cidadão honesto merece viver sob o governo de um político irresponsável, que tanto mal fez à nossa sociedade. Ele diz que construiu casas para os pobres, fez os cinco conjuntos, mas nunca diz que essas casas foram construídas com o dinheiro do FGTS das pessoas. Ou seja: tem gente que agradece pela casa que ela mesma construiu e pagou com seu sagrado suor. A população precisa acordar para a realidade e impedir que um político desse tipo venha a governar na cidade que todos amamos. Acorda, Londrina!

CILIANE CARLA SELLA DE ALMEIDA (advogada) - Londrina


Em cima do muro

Lamentável a posição do PDT de Londrina que, aliado a alguns homens públicos de Londrina e num momento tão decisivo para o futuro do município, lavam as mão como Pilatos. Estão preocupados com os seus projetos políticos, com os seus interesses mesquinhos e que se dane Londrina. Pior ainda a decisão do padre Manoel Joaquim, que contrariando a orientação da igreja, está há algum tempo imiscuido na vida política partidária, e agora vem a público pregar a prática do voto nulo como forma de demonstrar um possível descontentamento, com os nomes dos postulantes ao cargo de prefeito municipal. E o que dizer em relação à tantos outros, que fizeram parte dos quadros do PT, e agora estão na campanha daquele candidato que diz que rouba mas faz?

LOURIVAL BARBOSA (estudante ) Londrina


Eleições

É comum ouvirmos que todos os políticos são ladrões e que o ex-prefeito cassado pelo menos rouba dos ricos para dar aos pobres. Isso me faz pensar algo: se é o povo mais pobre que é ajudado e, consequentemente, são eles mesmos que ajudam o tal Robin Hood londrinense a se eleger, qual seria então, a vantagem de ajudar os plebeus a se tornarem nobres? Em outras palavras, que vantagem terá o candidato do povo em ajudar os mais necessitados melhorarem suas condições de vida?

GUSTAVO DE MATTOS GIROTTO (estudante) - Londrina

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