Caos no HU
É lamentável a situação do Hospital Universitário (HU). A reportagem de sexta-feira (24/9) sobre a contratação de anestesistas mostra o caos e a desorganização política da saúde pública em Londrina e no Paraná. A Universidade Estadual de Londrina abre concurso para anestesista para o HU e existe apenas um candidato para duas vagas. Já há tramitação para novo concurso para mais duas vagas quando, talvez, não haja candidatos. Ou seja, há carência de pelo menos quatro anestesistas naquele hospital. Qual a razão do baixo interesse dos anestesistas? A explicação não deve ser mistério, como em outros setores, é a baixa remuneração. O que mais me assusta é a dificuldade em encontrar um responsável que resolva o problema. Não foram poucos os consultados pela reportagem para que fizessem algum comentário a respeito (Assessoria de Imprensa do HU, Assessoria de Imprensa da Secretaria de Estado da Saúde, Secretaria de Administração, Secretaria de Ciência e Tecnologia e Ensino Superior, Secretaria de Planejamento e Coordenação Geral do Estado) e todos se isentaram do problema. Fico com a sensação de um descaso total e a conclusão: Londrina, que já tem pacientes em fila para CTI, agora ainda tem menos cirurgias, portanto... mais filas para elas!
CRISTIANA VERONESI (engenheira civil) - Londrina

Hosken de Novaes
Dr. José Hosken de Novaes é um monumento vivo ao civismo e um dos homens que mais ilustram e enobrecem este espírito pé-vermelho. Brilhante advogado, professor, jurista, prefeito e governador. Ninguém ousa levantar contra ele qualquer palavra que o deslustre. Tinha entre seus clientes os mais poderosos homens e empresas de Londrina ainda menina. Seu escritório na Rua Pernambuco quase nunca fechava, seja para assuntos jurídicos, seja para a política, seja para um simples conselho ou lição que qualquer de seus alunos o procurasse. Brilhante sempre, não gastava palavras à toa. Suas aulas eram magistrais, deixando os alunos com a impressão de que os 50 minutos poderiam demorar muito mais. Não se calava nem com o sinal, interrompendo sua aula somente com a entrada do outro professor. Como prefeito, construiu a primeira e séria estação de tratamento de esgotos e sua canalização subterranêa, a estação de tratamento de água da Av. JK, os dutos que trazem a água desde o Ribeirão Cafezal, o Sercomtel, etc. Ao que consta não deixou dívidas ao sair da Prefeitura ao término de seu mandato. Quanta história, quanta lição, quanta luta, para no fim de sua vida a retirar-se doente e recluso em sua modesta casa na Vila Nova, ver-se assaltado. Que buscavam do dr. Hosken tão fransciscano? Dólares e jóias. Não sei se guardou alguns doláres, pessoalmente acho que não, porém a jóia mais preciosa eles jamais conseguiriam levar, a cabeça, a ética, o saber do dr. Hosken. Consternado vejo que este homem público que nunca pediu nada para si, não tenha até final de seus dias, como lhe é de direito, segurança especial à custa do governo do Estado, vez que é ex-governador e ex-prefeito e isso pelo menos haveria que lhe ser oferecido. Minha homenagem, gratidão e solidariedade ao dr. Hosken e sua senhora.
PAULO CARLOS SILVA (advogado) - Londrina

Mais perto de Deus
Desde a formação do povo de Deus, sabe-se que o grande objetivo era agradar ao Senhor e para agradá-lo, o principal quesito era ser correto sobre os pontos de vista. Os milênios se passaram, a civilização transpôs todo o tipo de transformações e ainda hoje para estar de bem com Deus, se cultivam os mesmos princípios que as religiões pregavam insistentemente. Na sociedade atual, infelizmente, parte da população está substituindo a moral pelo poder, a ética pelo ter, a decência pelo prazer e os compromissos pela falsidade. Nota-se esses procedimentos em época de eleições como agora. Se promete o inexequível e absolutamente impossível de ser cumprido, passando a idéia ao povo que tudo lhe será entregue gratuitamente, da saúde ao remédio, dos alimentos aos vestimentas, não precisando trabalhar para ter um paraíso, que só mesmo o Criador poderia nos oferecer segundo os nossos merecimentos. É uma vergonha o que presenciamos.
EDSON HERINGER (empresário) - Londrina

Amor incondicional
Muitos questionam da falta de amor presente nos dias de hoje. No entanto, poucos sabem que tão essencial quanto ao amor que se distribui é o amor que se deixa entrar. Estar aberto a novas experiências implica em encontrar um ponto ideal entre o medo de se entregar e a confiança cega, que podem levar a uma cilada armada pelos desejos e expectativas. Atualmente, infelizmente, a busca incessante pelo sucesso a qualquer preço e a necessidade de ter o que não podemos nos torna cada vez mais egocêntricos, aonde o encantamento dos momentos românticos ficam destruídos pela censura e pela competição. Esquecemos que devemos entender o parceiro do jeito que ele é e não da maneira como gostaríamos que ele fosse. Ajudar o amado a crescer a partir do que ele é e oferecer ao parceiro o que realmente tem importância para ele são características evidentes de quem ama. Portanto, se ficarmos esperando que o outro mude primeiro, vamos perder a oportunidade de crescer e expandir o amor. Fica evidente, então, que a menor distância entre dois pontos é a intenção.
MURILO COMPAGNONI (estudante) - Londrina

Sanepar
A tarifa de ligação de esgoto da Sanepar não é o maior problema dos consumidores, por isso resolveram diminuí-la. O que incomoda é a absurda taxa mensal de 80% sobre o consumo da água que pagamos a título de esgoto. Será por que nesta ninguém mexe?
SÉRGIO TORETO (escriturário) - Goioerê

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