Chegou a hora

Após três meses de campanhas, promessas, compra de votos, troca de acusações, intrigas, discussões, impugnações (ou não), injustiças, falcatruas, e tudo mais que a arte da política pode proporcionar, chegou a hora de irmos às urnas e decidir quem irá governar nossas cidades nos próximos quatro anos. Agora não é oportuno que fiquemos nos lamentando sobre quem não foi impugnado muito menos demonstrar descontentamento só porque nossos candidatos estão em último nas pesquisas e, menos ainda, contar vitória antes do resultado final. Convido a população para pensar se iremos votar neste ou naquele candidato só porque ele nos deu alguns trocados para ficarmos andando com a camiseta dele no dia da eleição, ou porque ele pagou uma conta de água, ou talvez porque deu um churrasquinho com cerveja e carne liberadas, ou também porque ele é tão ''bonzinho'' que deu uma cesta básica para nossa família semana passada. É hora, de tomarmos a decisão correta, votar em pessoas coerentes. Existem políticos honestos, sim, mas eles são esquecidos do povo porque talvez não têm tanto dinheiro e não conseguem ser eleitos porque não podem comprar votos. Se quisermos e exigimos tanta mudança na política, somos os primeiros que devemos ter uma atitude no mínimo ética. Será que estamos tendo essa atitude? Ou estamos votando no candidato que pagou ''trintão'' para vestirmos a camisa dele? São poucos os políticos honestos, na verdade, são raríssimas exceções, mas estes, sim, é que são os verdadeiros candidatos do povo. Não é necessário roubar para fazer, muito menos ter muito dinheiro para ganhar uma eleição.

EDER WILLIAN DE CAMPOS (estudante) - Ibiporã



Ignorância

Como podem ocorrer certos acontecimentos em nossas vidas de forma tão direta e ainda assim aceitarmos estas situações. Não acredito que sejamos tão cegos para ainda acreditarmos em certos políticos que prometem, criticam e não apontam soluções adequadas e justas com o dinheiro público. Temos todos os tipos e modelos de candidatos, o rouba mas não faz, o ladrão de caminhonetes e urnas eletrônicas. Os candidatos estão se aprimorando com uma agilidade muito grande. Gostaria de deixar algumas sugestões para diminuir o número de canditados: vereador não teria mais salários; canditado eleito só poderia concorrer se deixar o cargo de vez; acabar com a reeleição em todas as esferas; candidato com qualquer tipo de problema na justiça não poderia concorrer; diminuir o número de deputados e senadores. Com essas ações iríamos diminuir os gastos públicos, acabaria o clientelismo, não iria existir político perpétuo e, principalmente, o povo não poderia votar em candidatos corruptos.

MARCELO MARTINS (empresário) - Londrina


Violência

A maioria das pessoas fala e critica a violência existente em Londrina e em nosso país. Será que essas pessoas pararam para refletir e perguntar para si mesmas se elas não têm uma parcela de culpa ao escolher erroneamente os governantes de nossa cidade em gestões anteriores que pouco fizeram em prol das crianças, principalmente nas áreas periféricas? O que acontece hoje nada mais é fruto daquilo que foi plantado. As crianças daquela época são os adolescentes, jovens e adultos de hoje que cometem tais violências. Reflexo das más administrações anteriores que não se preocuparam, deixaram para segundo ou terceiro plano o que deveria ser o primeiro. Erros que podem ser corrigidos desde que saibamos escolher, cobrar e acompanhar as futuras administrações para aqueles que vamos passar nossa procuração através do voto. Esta é a hora! Pense bem! E procure o melhor.

ODILON BRAGA CASTANHEIRA SILVA (estudante) - Londrina

Megalomania democrática

Mais uma vez somos brindados pela retórica grandiloquente do presidente Bush, ou seria uma ingenuidade estapafúrdia? Em seu discurso na ONU (21/9) Bush lembrou-nos o trabalho quase ''humanitário'' que sua pretensão de administrador global realizou: libertou e levou a democracia aos pobres iraquianos e afegãos que, em sua cabeça megalomaníaca, desejavam ardentemente viver neste cancro democrático liberal. Deveríamos nos perguntar, em primeiro lugar, qual o significado de uma democracia imposta? Se, em sua acepção original, significa governo do povo, qual povo está governando o Iraque hoje? Ou, mais filosoficamente, qual o sentido da liberdade para aqueles povos? Será que eles realmente desejavam esta liberdade consumista imbecilizadora, ou preferem seguir os dogmas de suas próprias convicções? Bush pretende criar um Fundo Mundial para a Democracia. Não seria melhor batizá-lo de Fundo Mundial para a Destruição de Países que Mal Conhecemos? Talvez fosse mais honesto do que tentar impor uma ditadura travestida em termos democráticos. Neste ponto, devo confessar que apóio o presidente Lula, ao lançar a proposta de se criar um fundo mundial para o combate da fome. Pelo menos poderíamos proporcionar uma barriga cheia para os iraquianos, para que eles pudessem lutar contra esses desígnios neo-imperialistas.

LUIZ CARLOS FERRAZ MANINI é professor de História em Londrina

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