Estação Londrina

Bravo! Bravo! É o que quero emitir, depois de ter assistido, à bela apresentação Estação Londrina. Parabéns Londrina por ter filhos tão preciosos e talentosos como os que coordenaram, apresentaram e contribuíram para a realização deste evento. Ter conhecimento das nossas raízes, nossa história, nos traz alegria e nos faz meditar... na coragem, na fé e na esperança dos que acreditaram no futuro desta cidade e se tornaram pés-vermelho. A emoção da minha mãe ao reviver suas lembranças, me sensibilizou, pois ela chegou com meus avós em 1939 e viveu todas as dificuldades da época. O meu amor por Londrina é imenso e com fé peço a Deus que derrame benção sobre ela. Que Jesus reine nos lares e no coração de cada habitante e o Espírito Santo capacite nossos líderes espirituais a serem dignos representantes do Senhor e nossos líderes políticos sejam honestos e tementes a Deus. Não deixem de assistir a este espetáculo e desejo que o sentimento de carinho e respeito aumente por nossa querida cidade.

NORMA REGINA ALEXANDRE DE ANDRADE (professora de música) - Londrina


Abuso nas eleições

Eleições 2004: venha eleger quem irá te representar na Câmara de Vereadores e nos gabinetes das prefeituras. Esse slogan é comum às vésperas das eleições municipais. Porém, existe algo que assusta, apavora e impede o progresso do país. O chamado abuso do poder econômico nas eleições. Considerado crime pela Constituição, é também um ato que expõe ao demérito o candidato e o eleitor. Qual a honra, a idoneidade e a moral de um candidato que compra votos, patrocina festas beneficentes ou sai nas noites de inverno dando sopão comunitário, almoço de amigos entre outras ações consideradas desprezíveis? O homem que compra e seu lugar na administração pública, é indigno de garantir o futuro de um município e jamais poderá responder ou intervir pela população, quanto mais apresentar projetos que contribuam para o benefício coletivo. Nesse jogo onde quem perde sempre é a cidade. O eleitor, normalmente analfabeto ou miserável, se vende por pouca coisa e esquece que aquilo é apenas alguém se aproveitando da desgraça alheia, que no outro dia o alimento já acabou. O mandato daquele que ele ajudou a eleger durará 4 intermináveis anos. O abuso do poder econômico só gera uma certeza, que o lema do administrador público não entrará em vigor: extinguir a desigualdade social.

RONALDO PEREIRA DA SILVA (administrador público) - Londrina



Vitória da impunidade

Estampado na primeira página da Folha de Londrina de ontem está a manchete ''TSE confirma Belinati na disputa pela Prefeitura''. No texto, os ministros argumentaram que os embargos não são os recursos apropriados para se rediscutir a validade da filiação partidária de Belinati. Ora, será que faltou competência ao advogado que interpôs o recurso? Faltou competência ao Ministério Público? Acredito que não. Entendo que o âmago da questão não está na filiação partidária, mas sim na improbidade administrativa que resultou em sua justa cassação. Foi uma grande vitória do candidato, porém, uma grande derrota imposta ao povo londrinense. Ensinei aos meus filhos que o crime não compensa. Será que não compensa mesmo?

ANTÔNIO JOSÉ SALADINI (administrador) - Londrina


Espaço do leitor

A coisa que nos chama mais atenção num jornal, em primeiro lugar, é a capa. Porém, acho a seção de cartas uma das mais importantes. Ela expressa as diferentes opiniões. É legítima, democrática e, como tal, merece o nosso aplauso. O povo se ressente da falta de uma tribuna livre para expor suas idéias e pensamentos. No momento em que se discute a lei da mordaça, nós não podemos ficar calados. O povo tem que se manifestar. Há várias formas de manifesto. O dia 3 de outubro será um deles. Espero que estejamos todos bem informados e possamos reagir contra qualquer coisa que nos desagrade e nos submeta à qualidade de vida que não desejamos.

ANTONIO PEREIRA (contador) - Londrina


Ruth Bolognese

A coluna de Ruth Bolognese do último domingo (26/9) serviria como editorial da Folha de Londrina. Tem os seus senões, mas não deixa de ser um alerta, uma estrela guia, a bula de um remédio aos desavisados e desatentos. Queiram ou não, cabe ao londrinense o veredito final. Se por uma série de artigos, parágrafos, preâmbulos, adentos, a Justiça Eleitoral não conseguiu barrar uma candidatura, cabe ao povo referendar seus desejos e anseios: não aos corruptos! Londrina já deu exemplo do que quer quando saiu às ruas para fazer seus propósitos: não à corrupção! É uma candidatura populista, diz Ruth. É sim, o candidato populista sabe e vai de encontro aos sonhos alheios. Apropria-se dos mesmos em benefício à sua ambição pelo poder, manobra os sentimentos dos verdadeiros sonhadores. Acena com realizações e propostas impossíveis aos que estão em menor faixa de renda aquisitiva, aos desempregados, aos sem-teto, sem-saúde, sem-estudo, etc. Tem razão Ruth: é candidatura populista onde o valor maior é a ambição pelo poder. Não o último, como foi falado, muitos ainda campeiam por nosso Estado. Compete mais uma vez ao londrinense dar e fazer valer sua cidadania. O respeito ao passado e ao que já foi decidido pelo povo nas ruas. Londrina orgulhosa de seus pés vermelhos não deverá passar à história com os mesmos enlameados até as canelas. Qual a razão de meu carinho por Londrina? Temos um londrinense na família, fui moradora desta cidade bons pares de anos na década de 40. Também espero, sinceramente, que Ruth não tenha que repetir logo, logo os versos de um poeta português para Londrina: ''Foste um fardo posto ao canto e é triste.''

SUAMI DE SOUSA (aposentada) - Arapongas

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