Justiça Eleitoral

Viva nossa Justiça! Mais uma vez temos um desempenho brilhante do pessoal do TSE. Porém, tenho uma dúvida: desde criancinha quando fazia alguma arte e meus pais queriam me intimidar, eles diziam que estava na lei que eu não poderia fazer aquilo. Com isso, eu ficava com medo de ir no camburão da polícia e não fazia mais aquela arte. Portanto, desde muito cedo, apesar de que com a idade, sabia que era um método (muito bom, por sinal) que meus pais tinham para não me deixar aprontar muita bagunça. Aprendi a respeitar as leis e até acabei gostando delas, e resolvi fazer o curso de Direito. Mas, ontem quando ouvi a notícia da manutenção da candidatura de um candidato a prefeito de Londrina, fiquei extremamente decepcionado. De que valem as leis? Os estatutos partidários têm algum valor? Será que podemos rasgar o código e a legislação eleitoral? A Constituição Federal é só uma matéria de universidade e um livrinho bonito de ter na estante de casa? Já não sei mais o que pensar dos intérpretes das leis. Até ontem ainda acreditava um pouco na Justiça Eleitoral, mas se essa decisão for mantida terei que mudar meus conceitos. Parece um texto um tanto quanto radical, mas isso me deu mais vontade ainda de fazer o curso de Direito, pois eu e alguns amigos meus da faculdade ainda acreditamos que um dia poderemos reverter esse quadro. Não se trata aqui de estar a favor ou contra este candidato, devemos ser a favor das leis e, se elas existem, pelo menos deveriam ser cumpridas. Mas, por enquanto, os únicos que podem decidir algo são os eleitores de Londrina. Será que o londrinense vai querer ver de novo a cidade sair no Jornal Nacional e no Fantástico? Realmente, é uma decisão muito difícil

EDER WILLIAN DE CAMPOS (estudante) - Ibiporã


Em quem confiar?

Em quem podemos confiar? Com certeza esta é a pergunta que a maioria dos frequentadores da Praça Nishinomiya estão fazendo. Em matéria publicada no dia 14 de agosto no Caderno Cidades, a superintendente da Infraero, Rosemayre Malhorquim, informou que em 2002 a empresa elaborou um projeto de revitalização da praça e que, o andamento da obra esbarra no parecer do arquiteto Humberto Yamaki, responsável pelo projeto arquitetônico da Nishinomiya. Há 15 dias o engenheiro da Infraero encaminhou o projeto para avaliação de Yamaki. No entanto, em artigo publicado no dia 13 de setembro, sob o título ''Praias Londrinenses'', o arquiteto Humberto Yamaki faz referência à Praça Nishinomiya, com a seguinte citação: ''A Infraero poderia colaborar bastando fazer funcionar novamente a cachoeira da praça, conforme diretrizes de Projeto de Recuperação que entreguei no início de 2002''. Será que um está empurrando o problema para o outro? Devemos acreditar que ambos estão com a maior boa vontade e determinados em realizar as melhorias na praça? Fica aqui a pergunta, só nos resta a resposta.

CARLOS ALBERTO SIQUEIRA (funcionário público municipal) - Londrina


Voto inconsciente

Penso que ninguém procurou saber quantos políticos vencedores foram eleitos por eleitores que mal sabiam seus nomes. Pior, acredito que poucos políticos saibam o que seja ''voto consciente''. Os que tentaram me responder foram prolixos e complicados, quase inventando sua própria definição. Eu também nunca vi uma definição de voto consciente. Mas, é razoável cogitar que votar, como praticar qualquer outra ação com consciência, implica no mínimo entender os processos e a finalidade da ação. Entender um processo requer conhecimento de seus componentes, que, no caso de votar num candidato, envolve saber sobre algo sobre os principais eventos de seu passado, seu preparo para o governo, seus propósitos (independentemente de ser eleito ou não) e uma clara definição do por que o candidato merece o cargo que busca. Porém, mais importante ainda no voto consciente é saber com clareza do por que se vota em países democráticos. Sem esses ingredientes de cidadania, o eleitor de fato não elege e o político eleito de fato não merece. Para se começar a corrigir essa grave ausência de consciência em tão importante ato cívico, a Justiça Eleitoral deveria promover testes aleatórios em pequenas amostras de eleitores que acabassem de votar. Se não passassem no teste de competência-eleitoral seus votos seriam considerados nulos. Mas, percebo uma justiça eleitoral lerda e preguiçosa, quando não indiferente, para se interessar por tais verificações da educação do eleitor e da validade do voto, que pode eleger maus e rejeitar bons candidatos. Corretamente, deveriam ser oferecidos cursos preparatórios para votar a todos os cidadãos de poucas letras. Assim não sendo, a maioria dos cidadãos eleitoralmente ignorantes continuará influenciando os rumos do país, mas sem acreditar que seus votos possam ter algum efeito em suas vidas. Continuará considerando o voto mais uma das imposições do governo.

ALEXANDRE DO ESPÍRITO SANTO (professor) - Londrina


Terreno abandonado

Na divisa dos bairros Capão Raso com Cidade Industrial, entre as avenidas Pedro Gusso e Av. das Indústrias, há um imenso terreno há muitas décadas abandonado pelos proprietários. Conhecido pela população do Parque Industrial como ''Matão da Ivone'', segundo a prefeitura pertence ao ex-governador Jaime Canet. Num país tão desigual, onde muitos não têm onde morar, um terrenão só acumulando valorização imobiliária é uma afronta aos carentes que necessitam de um pedaço de terra seja para o plantio ou moradia. Por que a prefeitura não adquire a área para repassar às milhares de pessoas que perecem na fila da famigerada Cohab?

CÉLIO BORBA (artista plástico) - Curitiba


Correção

- O título da página 10, de Mundo, foi publicado na edição de quinta-feira com um erro de impressão. O correto é ''Suposto refém implora por sua vida a Blair''.

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