Partido político

Para a maioria da população no Brasil, partido político só existe para duas coisas: reunir pessoas com interesses pessoais e promover acordos que viabilizem sua permanência no poder. Com raras exceções, representar a população que os elegeu, parece ter sentido secundário ou, no mínimo, circunstancial. Tramita no Congresso um projeto de Emenda Constitucional, chamado de reforma política, visando algumas mudanças e estabelecimento de certos parâmetros éticos e políticos. Os deputados e senadores poderiam aproveitar para restabelecer de vez a lealdade partidária tão propalada e divulgada pelos nossos candidatos em épocas de eleições. Até porque são obrigados estar filiados a um partido político e por ele serem indicados para poderem registrar suas candidaturas. Quando um candidato se elege por um determinado partido, correto seria que ele permanecesse neste até o final de seu mandato. Especialmente aqueles que, beneficiados pela norma da lei, elegem-se com menos votos que outros. A saída do partido que o elegeu ou a troca por outra sigla causa injustiças com os candidatos não-eleitos, mesmo sendo os escolhidos pela maioria dos eleitores.
O certo seria que quando o vereador, deputado, senador, etc, deixasse o partido também perdesse o mandato. Talvez até pudesse manter o mandato, desde que, ao ingressar em outro partido, a quantidade de votos que obteve fosse suficiente para ser eleito na nova sigla, considerando as condições da época da eleição que o elegeu. É bom saber que os partidos estão cada vez mais fortes. O prefeito, o governador e o presidente da República não tomam decisões sozinhos. Além das Câmaras, Assembléias, Congresso e outros órgãos, os principais assessores diretos e pessoas de grande poder político nos partidos, habitualmente, provocam mudanças que vão além da capacidade e da amizade desse ou daquele político que o povo se identifica mais. Portanto, além de olharmos os candidatos como pessoas, vamos observar quais são os preceitos e condutas do partido que ele representa. Assim, estaremos delegando maior responsabilidade aos partidos e seus dirigentes na escolha de seus indicados para submeter ao voto da população.

DIMAS SOUZA COSTA (administrador de empresas) - Londrina


Estação Londrina

Foi com enorme prazer que pude assistir, no último domingo, à estréia da ''Estação Londrina''. Um espetáculo de qualidade e revelando belas surpresas cênicas. Nesta terra que está completando seus 70 anos, nós, os novos ''forasteiros'', ainda hoje ajudamos a escrever a sua história (embora eu já esteja morando por aqui faz quase 20 anos, completados em 2005). Nos juntamos aos primeiros que aqui chegaram, nos tornando também londrinenses, não de nascimento, mas de coração... por isso a peça encenada no Museu Histórico é importante e emocionante. Nesta terra ainda tão nova, cada novo morador que nela acredita e dela faz a sua ''pátria'' é prova de que a união é sempre o melhor caminho, tantas as raças que por aqui convivem harmoniosamente. São tantos os costumes e modos de vida, mas o londrinense absorve tudo com extrema sabedoria, pois as diferenças só nos trazem engrandecimentos, a despeito de tantos povos que por questões ideológicas ou mesmo outras razões não se entendem. E embora já tenhamos muitos londrinenses ''natos'', formando hoje boa parcela da nossa população, todos somos oriundos de povos ''estrangeiros'', os ditos ''forasteiros''! O meu mais profundo agradecimento ao Ballet de Londrina, que acompanho desde sua fundação (permito-me até dizer que sou um de seus bons parceiros, sempre prestigiando seus espetáculos), porque vocês não só fizeram uma boa peça, mas sempre levam o nome da nossa Londrina por onde passam (aqui e lá fora), mostrando que mesmo no interior temos grandes valores e já podemos pleitear nosso lugar na cena cultural, não nos esquecendo de todo um outro universo produzido na ''Pequena Londres'', pois temos o Filo, o Festival de Dança e tantas outras manifestações. Parabéns!

ANDRÉ LUIZ SELL (arquiteto) - Londrina


Crescendo com Londrina

Cheguei em Londrina em 1935 que, naquela época, era uma vila de poeira e lama. Nunca poderia imaginar que Londrina chegaria a levantar-se como uma muralha de ferro e aço impressionante, sendo que este material nem existia naquela época. O mais firme pensador não imaginaria ver essa grande Londrina. Consegui ver e sou um deles. Comecei a trabalhar pelo desenvolvimento desta cidade, principalmente na leitura, pois naquela época só chegavam pessoas sem o conhecimento da importância da leitura. E assim pensei, para desenvolver Londrina, temos que desenvolver a imprensa escrita. Entrei em contato com as editoras de jornais e revistas do Brasil, como as revistas ''Eu sei tudo'', ''A Carioca'', ''A revista da semana'', ''A noite ilustrada'' e ''Revistas das moças'', do Rio de Janeiro, e jornais paulistas como ''Folha da Noite''. A primeira coisa que fiz foi a propaganda através de folhetins distribuídos na porta da igreja matriz incentivando a importância da leitura para o desenvolvimento pessoal e da cidade. Comecei distribuindo dez ''Folha da Noite''. Chegando a superar as cidades do Brasil que mais se lia. E assim fui desenvolvendo minhas atividades, crescendo com Londrina e chegando a 99 primaveras.

METON ARAÚJO DE SOUZA (homeopata) - Londrina

Correção

- Diferentemente do que foi publicado ontem na reportagem ''Candidata é proibida de usar catavento'' (Política, pág. 4), a cidade de Palmital, citada na matéria, fica no sudoeste de São Paulo.

- O título ''Mais transgressão no Perhappiness'', publicado ontem na Folha 2, contém um erro de grafia.

mockup