CARTAS
Ato Médico
Conforme reportagem publicada por este jornal, na última quarta-feira, o projeto de lei sobre o Ato Médico ''determina que as atividades de prevenção que envolvam diagnósticos ou indicações terapêuticas devem ser privativas dos profissionais médicos.'' Realmente não vejo qual o motivo para tanto alarde. O Ato Médico não é uma questão de corporativismo, como tem sido denominado, mas sim uma questão de coerência. O diagnóstico é uma prerrogativa dos médicos, dentistas e médicos veterinários que tiveram na sua formação profissional capacitação para tal, e indicação terapêutica só existe se um diagnóstico for firmado! Ou seja, só pode prescrever tratamento (e arcar com suas responsabilidades) quem está legalmente apto a diagnosticar, e isto não é questão de corporativismo, é uma questão curricular, evidente na graduação do profissional. A equipe multidiscilinar é uma realidade e é muito importante para o sistema de saúde. Os médicos não querem deter poder maior que nenhum outro profissional e não vou entrar na questão de cargos de chefia para não me estender demais. Desde sempre foi assim e os problemas que assombram o sistema de saúde definitivamente não são devidos ao Ato Médico. Este projeto de lei não está ferindo nenhuma classe e busca sim mais proteção à saúde pública, deixando determinadas atribuições (como diagnóstico e tratamento) para aqueles que foram preparados profissionalmente para elas.
LUIZ FERNANDO BOGLINI CAVALIERI (médico) - Londrina
'Nunca desisto'
A propaganda que o Governo Lula está veiculando no rádio e TV, ''Sou um brasileiro, nunca desisto'', mostrando a recuperação do jogador Ronaldinho e do músico Hebert Viana é um dos maiores absurdos. Essa avalanche de propraganda é falsa e em muito faz lembrar coisas como ''Brasil, ame ou deixe-o'', ou ''eu te amo meu Brasil, eu te amo''. Não tenho dúvida que o produtor de ''Sou um brasileiro, nunca desisto'' foi buscar inspiração lá nos ano 70 na propaganda enganosa dos militares. Assim como os pelegos, o Governo Lula deixa claro a falta do mínimo de respeito pelo tal brasileiro. Se o jogador ou o músico dependessem dos hospitais ou médicos fornecidos pelo SUS (Sistema Único de Saúde), o resultado seria catastrófico. O máximo que os dois conseguiriam é fazer propaganda de funerária. O fenômeno e o compositor só estão aí recuperados e fazendo propaganda porque passaram bem longe dos hospitais públicos, que têm suas verbas desviadas, às vezes, até para a ''propraganda''. Outro grande prejudicado é o ''maluco beleza'' Raul Seixas, um anarquista que deve estar ''p'' da vida com aqueles que permitiram, por alguns trocados, que sua música fosse usada para enaltecer um governo mentiroso. No além, Raul deve estar cantando: ''Viva a Sociedade Alternativa''.
ROBERTO TEIXEIRA (empresário) - Londrina
Oportunistas
A Folha de Londrina publicou no dia 7/9 uma excelente reportagem sobre o oportunismo político de muitos candidatos às vagas nas eleições municipais. Eles prometem o impossível e a grande maioria dos aspirantes aos cargos públicos não possui o preparo e informação para assumir as responsabilidades do cargo. A mesma situação de despreparo e desinformação também se aplica a um número muito grande de eleitores. Para buscar a solução destes problemas, evitar o oportunismo político e o populismo exagerado de muitos candidatos e assegurar o desenvolvimento democrático de nossa nação, é preciso instruir, orientar e ensinar a população. A educação é a base para o processo de modificação deste comportamento dos políticos e dos eleitores. Antigamente existia no currículo escolar matérias como ''moral e cívica'', ''organização social e política brasileira'' e ''estudos dos problemas brasileiros''. Independentemente da maneira que essas matérias foram utilizadas no passado, o que devemos ver é o futuro. Assim, nossos estudantes deveriam ter disciplinas que ensinassem os princípios básicos da democracia e como funciona o sistema político, deveriam aprender quais são as obrigações e responsabilidades de cada cargo político, deveriam apreender a valorizar o voto e a distinguir entre um político oportunista e um bom político. Infelizmente, muitos políticos preferem manter a grande maioria dos eleitores na ignorância. Por óbvio, é muito mais fácil enganar e ludibriar com promessas impossíveis os eleitores sem esclarecimento.
TOCHITANE MITSI (aposentado) - Londrina
Sistema eleitoral
A rigidez nas regras eleitorais tem aumentado, mas ainda não satisfaz plenamente a sociedade. Antigamente, só participavam do nosso sistema eleitoral as pessoas de posse. A mulher não tinha direito ao voto. Já naquele tempo o dinheiro era o fator preponderante. Hoje por mais que se corrija tais distorções, ainda prevalece o poder econômico. Sem dinheiro é quase impossível sustentar uma campanha e ser bem-sucedido. Com todos os avanços obtidos, não se fala mais em compra de votos, ou ''curral eleitoral'' , porém nada impede que o candidato possa contratar quantos ''cabos eleitorais'' quiser. Os profissionais de rádio e televisão, apresentadores de programas, geralmente têm melhores oportunidades porque seus nomes já são conhecidos. Futuramente as reforma eleitoral deverá acontecer e o voto distrital misto deve ser uma das soluções.
ANTÔNIO PEREIRA (contador) - Londrina
Bingos
O pedágio não baixou, as outras rodovias continuam intransitável, as penitenciárias estão superlotadas, a saúde pública está um caos, e o governo do Paraná continua preocupado só em acabar com o emprego de funcionários dos bingos. Acorda governador!
SÉRGIO TORETO (escriturário) - Goioerê





