CARTAS
Pesquisas eleitorais
Desde que eu comecei a estudar História, meus professores sempre explicaram qual era a diferença entre uma sociedade de livre expressão e uma ditadura. Até onde vão meus conhecimentos, sei que o Brasil tem uma Constituição que em seu artigo 5º, inciso IV diz: ''É livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato''; e, no inciso IX, diz também que: ''É livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença''. Dentro das minhas limitações acadêmicas, entendo que o Brasil é um país de livre manifestação de qualquer natureza. Portanto, creio que os jornais podem publicar as pesquisas eleitorais (dentro das exigências necessárias), certo? Errado! Fiquei muito surpreso ontem quando li a notícia de capa da Folha, onde dizia que a pesquisa eleitoral que iria ser publicada foi barrada. Não se trata de estar a favor deste ou daquele candidato. Voto em Ibiporã, portanto, não apoio nenhum candidato de Londrina. Já que moramos num Estado Democrático de Direito, qual o motivo de não poder ser publicada uma pesquisa eleitoral? Pelo que pude acompanhar, os argumentos foram que palavras de Bruno Lopes estavam favorecendo determinado candidato, mas no Brasil também não podemos expressar nosso pensamento abertamente? Por que nas eleições de 2000 as pesquisas não foram barradas? Com certeza, não seria isto que mudaria o panorama atual da eleição londrinense. Isso tudo é medo? Nunca confiei muito em pesquisas eleitorais, mas é um dos meios de acompanharmos como está o desempenho dos candidatos. Sem dúvida, muitas delas são falsas, não dizem a realidade, mas e se o resultado fosse outro, será que teriam tanto interesse em impedir a pesquisa?
EDER WILLIAN DE CAMPOS (estudante) - Ibiporã
Melhorar a saúde
Ouvir falar dos problemas existentes na área da saúde tem sido uma constante no Brasil nos últimos anos. Filas de espera, morosidade no agendamento de consultas e exames, superlotação dos hospitais, enfim uma lista de dificuldades e insatisfações que parece não acabar. Como conseguir implantar melhorias em tempos tão difíceis, onde os recursos humanos e financeiros são tão escassos? Foi dentro deste panorama que o diretor corporativo de Recursos Humanos da Bristol Myers Squibb, Felipe Westin, nos chamou a atenção e à ação em sua palestra em Londrina. É preciso inovação. Ficar apenas à mercê de recursos financeiros e às glórias do passado está longe de ser a solução. A mudança está dentro de cada um de nós. Cada um em sua área, com seus conhecimentos e habilidades; seja em unidades básicas de saúde, clínicas ou nos hospitais. É preciso que mudemos nosso modo de pensar, de agir e de nos responsabilizar por ações e omissões. Mais do que competir por espaços ou apenas assistir aos problemas, é preciso união e envolvimento na solução deles. Mais do que recursos é necessário que tenhamos ''atitude''. Atitude para mudar o que cabe a cada um.
CÍNTIA LEITÃO DE SOUZA NIERO (assessora de marketing) - Londrina
Praça Nishinomiya
Gostaria de agradecer a esse conceituado veículo de informação pelo espaço destinado à liberdade de expressão. É por intermédio dele que por algum tempo reivindicamos melhorias na praça Nishinomiya. Quando criticamos, fazemos de uma maneira construtiva, porque queremos um local de lazer, recreação, mas com boa aparência e melhor qualidade de vida aos frequentadores. Após a publicação de uma carta no último dia 6 e um requerimento encaminhado e protocolado na CMTU sob nº 49262 em 8 de setembro, percebemos mais duas conquistas: a colocação de lixeiras ao redor de toda a praça e a cobertura de um buraco de aproximadamente meio metro de profundidade que causava riscos para quem caminha na praça. Aproveito a oportunidade e agradeço ao empenho e dedicação da diretora-presidente da CMTU, Rosimeiri Suzuki. Cabe agora a cada frequentador defender com zelo o espaço público.
CARLOS ALBERTO SIQUEIRA (funcionário público) - Londrina
Secretaria esclarece
Em resposta à nota veiculada na coluna da jornalista Ruth Bolognese, na edição da Folha de Londrina, de quarta-feira, a Secretaria da Segurança Pública esclarece que as informações transcritas não correspondem à verdade. Apenas na Academia Policial Militar do Guatupê (APMG), responsável pela formação e reciclagem de oficiais e onde também funciona o Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças (CFAP), cerca de 130 mil tiros são disparados anualmente, seja com munição original ou com recarga. A Secretaria esclarece ainda que neste ano, onde o Governo do Paraná fez a maior contratação da história da Polícia Militar, cada um dos alunos disparou em treinamento cerca de 450 tiros, usando os diferentes tipos de arma. O número representa que apenas os novos policiais militares deram, em nove meses de treinamento, 514 mil tiros. A Secretaria informa também que de alunos do Curso de Formação de Soldados até alunos do Curso Superior de Polícia, indistintamente, todos passam por aulas teóricas e práticas, incluindo, obviamente, a prática de tiro com armas dos diferentes calibres utilizados para a atividade de policiamento preventivo e ostensivo. Tanto a Secretaria da Segurança Pública, quanto o comando Geral da Polícia Militar do Paraná, se colocam à disposição dos jornalistas que quiserem conhecer e acompanhar os treinamentos dos policiais, que passam por cursos de aprimoramento e reciclagem permanentemente.
SECRETARIA DE SEGURANÇA PÚBLICA DO PARANÁ - Curitiba
Correção
- Diferentemente do que foi publicado ontem no Informe Folha (página 3 do Primeiro Caderno), o prefeito de Cambé, José do Carmo Garcia, pertence ao PTB.





