CARTAS
Mesmices políticas
Um problema de ter vivido 50 anos ou mais é que o mundo, eventos e pessoas se repetem como ondas do mar. O problema é muito maior quando se é um cientista, um pesquisador, um intelectual. A mente treinada capta como um castigo mesmices com maior agudeza. As mesmices políticas daqui e d'alhures são as piores. Por quê? Dependemos tanto delas que, quanto mais repetidas mais desesperadoras. O aversivo déjà vu inspira em todos uma inexorável desesperança. Não encontrei até agora em Londrina um só eleitor animado a votar! De quatro em quatro anos surgem alguns políticos novos, mas apenas nos traços fisionômicos e quiçá na voz. O estilo, os vezos, as mensagens são as mesmas de quatro anos passados, que por sua vez foram os mesmos de muitos quatriênios anteriores. Parece que o povo precisa de muitas repetições para aprender alguma coisa. E, os novos, repetindo os velhos políticos, já sabem disso. O povo não muda em sua lêsmica percepção da realidade já vivida. Povo é dois terços em qualquer nação, estado, município ou comunidade, em qualquer coisa. Mesmo dividido tem o poder de eleger bons e maus políticos, mais estes que aqueles. Quando tem um comportamento de rebanho, o não-povo (um terço) tem que se esforçar para escapar de sua influência. Pois, as mesmices são como vírus extremamente pegajosas. Ao menor descuido, membros do um terço são contaminados. Adotam as mesmices e adentram o espírito do povo, como se elas fossem novidades. E, então, velhos e novos políticos são eleitos, porque as mesmices parecem promessas alvissareiras no dia da eleição, mas se tornam obsoletas no dia seguinte. O tempo pára, os políticos ganham, e o povo nunca intui ou aprende que política num país democrático não muda, antes que dois terços mêsmicos dele lentamente se transformem no terço capaz de rejeitar mesmices.
ALEXANDRE DO ESPÍRITO SANTO (professor) - Londrina
COB cumprimenta
O Comitê Olímpico Brasileiro (COB) parabeniza a Folha de Londrina pela cobertura dos Jogos Olímpicos de Atenas, com especial atenção à participação dos atletas brasileiros no referido evento. O COB reconhece o empenho que o jornal teve para enviar um profissional a Atenas, medida esta fundamental para o bom acompanhamento das competições e para a geração de qualidade de informação ao leitor. Estamos certos de que a imprensa escrita desempenhou papel importantíssimo na veiculação das notícias vindas de Atenas, mobilizando o público em torno da participação dos nossos atletas e equipes nos Jogos Olímpicos a partir de informações, críticas e análises que certamente auxiliarão o esporte olímpico brasileiro a continuar trilhando o caminho do desenvolvimento. Gostaríamos de cumprimentar os profissionais que ficaram no Brasil cuidando da edição e do fechamento das matérias. Igualmente um trabalho árduo que se estendeu ao longo do mês de agosto, mas que certamente coroou os leitores com informações de qualidade e que representaram o que foram os Jogos Olímpicos de Atenas para o Brasil e para o mundo.
CARLOS ARTHUR NUZMAN (presidente do Comitê Olímpico Brasileiro) - Rio de Janeiro
Encontro de Corações
Muito bom saber que coisas boas também são divulgadas, pois as pessoas têm grande interesse em divulgar as coisas ruins que acontecem em nossa cidade. Como seria bom se este tipo de divulgação ocorresse com mais frequência por aqueles que realizam este tipo trabalho, principalmente com casais, como fez o Movimento Familiar Cristão. Como disse o Papa João Paulo II, quando de sua visita ao Rio de Janeiro. ''Quando a Família vai bem, tudo vai bem.'' Parabéns Waldir, continue divulgando este tipo de acontecimento.
NIVALDO ANTONIO CASTARDO (gerente de vendas) - Londrina





