Importância do voto

A campanha eleitoral segue em ritmo acelerado. Sabemos que existem atos que são permitidos, ou seja, lícitos numa campanha, como a entrega de canetas, camisetas, como maneira de divulgar os candidatos. Porém é vedado dar qualquer bem em troca do voto. Se tornou habitual vermos candidatos distribuindo exame médico, cesta básica e outros, tendo o voto como permuta. Nós, eleitores e cidadãos, não podemos deixar que a corrupção eleitoral aconteça. Portanto, ao termos conhecimento de que um candidato está empregando meios ilícitos para obter votos devemos denunciar de imediato ao Ministério Público. A velha frase ''Voto não tem preço tem consêquências'' deve ser levada à risca por nós. Precisamos analisar e escolher de forma consciente nossos candidatos e, também depois, devemos participar, seguir e acompanhar a sua administração para ver realmente como eles estão trabalhando. Desta forma estaremos colaborando com a democracia no Brasil.

MARIA CLÁUDIA DALCIN (estudante) - Bela Vista do Paraíso



Poluição sonora

Fiquei feliz ao ler a reportagem ''MP combate a poluição sonora'' (Folha, 2/9). Gostaria de parabenizar o Ministério Público, as Polícias Civil e Militar à CMTU pela brilhante idéia de fazer uma parceria a fim de fiscalizar e autuar com maior rigor aqueles que por falta de ocupação e mesmo de educação perturbam o descanso de quem trabalha. Na Avenida Maringá a poluição sonora é frequente. As conveniências ou ''inconveniências'' dos postos de gasolina são muitas vezes responsáveis por estes fatos, pois são frequentadas no período noturno apenas por jovens (muitos deles menores) que vão à procura de bebida alcoólica. Como cidadãos comuns já tentamos resolver este problema de diversas formas: dialogando com os proprietários, enviando abaixo-assinado e ligando com frequência para a PM. Esta pouco pode fazer, pois enquanto os policiais estão presentes desligam o som, mal eles viram as costas, o barulho se repete demonstrando um total falta de respeito às autoridades. Creio que a medida mais acertada seja a de apreender os aparelhos de som dos carros. Infelizmente, existem pessoas que só obedecem quando algo lhes é tirado. Rogo a Deus que esta medida dê resultado. Só assim poderemos ter tranquiliade para descansar.

VERA LÚCIA GUIDUGLI GOLONO (professora aposentada) - Londrina


Sumiço de dinheiro

Na administração municipal passada, R$ 200 milhões foram arrecadados com a venda de 45% das ações da Sercomtel. Se essa montanha de dinheiro tivesse sido administrada com correção, só de juros o município ganharia R$ 4 milhões por mês. Essa quantia atualizada anualmente R$ 48 milhões renderia no período de 4 anos R$ 192 milhões, ganhos com juros sem mexer no capital. Gostaria de saber se um prefeito de Londrina que investisse no seu mandato quase R$ 200 milhões em obras perderia alguma eleição? Penso ser muito difícil. Mas a realidade é que esse dinheiro evaporou-se sem que a Câmara Municipal, que tem dentre as suas atribuições a fiscalização da aplicação do dinheiro publico, tivesse tomado qualquer atitude preventiva no sentido de precaver o mau uso do dinheiro da venda das ações. O recurso público sumiu e estamos assistindo à estagnação da cidade que não dispõe de mínimo recurso para alavancar o seu desenvolvimento.

NIVALDO ANTÔNIO PIGATTO (comerciante) - Londrina


Conselho polêmico

Tripudiado pelas hostes do bem e do mal, o projeto de lei 3.985/04 que cria o Conselho Federal de Jornalismo não é um surrealista Salvador Dali sem razão, que deixa fluir para a tela imagens que existem na mente, nem pode ser comparado ao monstro Picasso pintando a Guernica ''despedaçada'' nos escombros dos bombardeios franco-nazistas. Posto como inquestionável o vir-a-ser do conselho, similar à Ordem da OAB, ao CFM, as demais órgãos de classe, interessa ao Conselho de Jornalismo não a censura à mente de quem o sugere ou se insurge, mas disciplinar sobre o direito constitucional à livre manifestação (expressão) do pensamento, presumindo-se a existência do Estado democrático. Acho pertinente a sincronicidade do debate com a cassação do diploma de jornalista, abolido ''non sense'', como pré-requisito ao trabalhador habilitado ao mercado da notícia. Atualmente somos jornalistas sob sursis, exercemos a profissão com habeas corpus. Doa a quem doer, penso que o Conselho deveria existir, não como tal, mas reformatado ou corrigido, não para prevalecer, univocamente, interesses das corporações (trabalhador, patrão e o status quo), senão para assegurar a busca da qualidade da informação como produto da reportagem igualmente qualificada.

JOSÉ FIORI (jornalista) - Curitiba



Vítimas do terror

Um grupo de supostos terroristas que exige do governo russo a independência da Chechênia, num total de 17 pessoas armadas, invadiu uma escola em Beslan, na Rússia, onde estavam aproximadamente 1.500 pessoas. O grupo exigia a retirada das forças russas da Chechênia ou mataria os reféns se não houvesse um acordo. Como não houve negociação, a escola foi invadida com a explosão de várias bombas, militares atirando para todo lado, centenas de pessoas estiradas pelos corredores, dezenas de mortos entre invasores, crianças e adolescentes. Triste fim e uma péssima forma de negociar. Tudo isso tem um fundo de interesse da Rússia pela Chechênia: lá há grandes reservas petrolíferas.

JOSÉ PEDRO NAISSER (ambientalista) - Curitiba

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