CARTAS
Exame da OAB
O estudante de Direito Marcio Augusto Benck Camargo, em carta publicada na edição do último domingo, defende a extinção do Exame da Ordem para que o bacharel possa exercer a advocacia, sustentando que os índices de reprovação (86%) torna o mesmo vexatório, procedendo ainda outros comentários, colocando em dúvida a legitimidade da OAB em determinar este exame. O Exame da Ordem, para um conhecimento geral da população, é um teste mínimo no sentido de apurar se o bacharel terá condições de exercer a atividade da advocacia. Nada mais do que isto. E se há um significativo índice de reprovação, é porque os bacharéis não estão aptos a exercer sua profissão, e quanto ao argumento que a experiência virá com o tempo, é uma argumentação sem qualquer amparo, pois o futuro cliente não poderá ser ''cobaia'' do profissional. O que podemos concordar com o estudante Márcio, é a baixa qualidade do ensino, que ocorre até nas faculdades de renome nacional, o que comprova, cada vez mais, a necessidade de proceder-se ao Exame da Ordem. Ainda mais: a OAB nacional depois de uma batalha incansável, conseguiu do ministro da Educação a suspensão de instalação de cursos de Direito em nível nacional, tudo no sentido de aprimorar a qualificação dos mesmos. Para se ter uma pequena idéia, em Londrina, com 500 mil habitantes, existem 6 faculdades de Direito que anualmente ''jogam'' no mercado 600 bacharéis, obviamente deverão, sim, submeter-se ao exame da OAB, pois através dele é que ser irá atestar a sua qualificação do exercício profissional. Portanto, temos que o Exame da Ordem, por ser um teste de aptidão mínima do profissional do Direito deverá ser estimulado e não alvo de críticas, principalmente pelos estudantes de Direito.
CARLOS HENRIQUE SCHIEFER (advogado) - Londrina
Terror na Rússia
Tanto ou mais que os próprios terroristas, Vladimir Putin é responsável pela trágica morte de centenas de crianças ocorrida na Rússia. Se ele sabe que o terrorista está ali disposto a tudo, por que não tentou o diálogo ao invés de determinar a invasão da escola? Sua atitude, além de irracional, deixa até suspeitas se não estaria atendendo a pedido de Georg Bush, que adorou para sua campanha política o bárbaro desfecho que o caso teve.
HABIB SAGUIAH NETO (bancário aposentado) - Marataízes (ES)
Terror na Rússia 2
A imprensa nacional, de modo geral, tratou o massacre na escola em Beslan, na Rússia, de uma maneira maniqueísta, racista, ingênua! O sr. José Eduardo Barela escreveu numa conceituada revista nacional que as forças russas ao invadirem a escola em Beslan não tiveram nada a ver com o massacre. A polícia do ex-KGB Putin era um exército de gentlemen e abençoados atiradores de elite que atingiram ''apenas'' os terroristas islâmicos. Todos os outros mortos e até mesmo as bombas atiradas sobre o telhado da escola, cujo teto desabou e matou mais de 200 reféns, foi tudo culpa dos islâmicos. O sr. Putin não teve culpa de nada. A invasão da escola feita pelo comando russo, que já havia tentado negociar a liberdade dos reféns primeiro. Será mesmo? Para este jornalista a única fonte digna de crédito é a da americana Jessica Stern, da Universidade de Harvard, especialista em terrorismo religioso. Ele diz que as mulheres muçulmanas não têm direito ao Paraíso islâmico, mas se cada homem tem direito a 72 mulheres... que tal uma conta de multiplicar aí, hem, sr. Barela?
BENEDITA MARQUES ARAÚJO (professora aposentada) - Londrina
Terrorismo
É incrível ver como aquilo que temos de mais precioso está perdendo o sentido. A morte já não nos assusta mais, mesmo que seja de crianças inocentes. Em nome do poder e do dinheiro, o governo russo deixou que fosse dizimada a vida de centenas de inocentes em troca de meia dúzia de terroristas. Parece que lá (na Rússia) é como cá (no Brasil), a injustiça prevalece.
SÉRGIO TORETO (escriturário) - Goioerê
Atendimento médico
No último dia 27 de agosto procurei atendimento na UBS do San lzidro, posto mais próximo à minha residência pois estava com um problema de inchaço e dor em um dos dedos da mão direita. Embora muito bem atendida pela enfermeira, tive que ser encaminhada à Posto José Belinati, no Centro, porque o Posto San lzidro conta com apenas um médico para atender todas as consultas e não havia anestesia no local para poder fazer uma punção em meu dedo. Questionando o que havia acontecido com o outro médico, descobri que o dr. Pedro Maistro desde o dia 16 de agosto havia sido transferido para outro Posto na Zona Norte, o que obrigou a equipe do San Izidro a remanejar um sem número de consultas e em casos de emergência, como o meu, fazer encaminhamentos para o Posto Central. Graças a Deus, o médico que me atendeu no Posto do Centro medicou-me e já posso novamente digitar uma carta como esta. Mas fica o questionamento: de que adianta remanejar médicos entre os postos e cair na velha máxima de ''descobrir um santo para cobrir ooutro''? Não é assim que se melhora o atendimento da saúde pública, e sim contratando o número necessário de profissionais para que cada posto possa ter pelo menos dois médicos a postos todos os dias. E com os materiais necessários para os atendimentos.
NINA GRAÇA DE OLIVEIRA CARDOSO (psicóloga) - Londrina





