CARTAS
Eleitores pedintes
Se não houvesse pessoas (receptadores) que compram produtos roubados, talvez houvesse um número menor de ladrões. Se não houvesse pessoas que dessem esmolas, talvez houvesse um número menor de mendigos. Se todos os vereadores cumprissem efetivamente com suas obrigações inerentes ao cargo que exercem (que são legislar, fiscalizar o Executivo e representar os interesses da comunidade junto ao poder público) ao invés de promover o assistencialismo, que não é competência da sua atividade, talvez não houvesse eleitores pedintes. Os vereadores quando recebem eleitores pedintes devem conscientizar os mesmos que a função do vereador não é fazer caridade ou assistencialismo e procurar encaminhá-los para os devidos departamentos, secretarias e demais órgãos públicos de acordo com a necessidade do cidadão. Assim, os vereadores terão mais tempo para se dedicar às suas obrigações e iniciarão um processo que pode acabar com a figura do político populista e aproveitador, que compra votos dos eleitores, doando camisas de time de futebol, cestas básicas, etc.
TOCHITANE MITSI (aposentado) - Londrina
Sugestão aos candidatos
Gostaria de dar algumas sugestões aos candidatos políticos de Londrina para combater a criminalidade, gerar emprego e segurança. Para reduzir a criminalidade e combater as drogas, é preciso criar um centro integrado de atendimento à família e o adolescente nos bairros. O local teria espaço permanente para o Conselho Tutelar para a integração das associações dos bairros, auditório para reuniões e palestras, oficinas para cursos de capacitação profissional, de artes, música e reforço escolar. Com total envolvimento do Senai e escolas técnicas, criariam-se projetos avançados de ensino e capacitação envolvendo as igrejas e Ongs trazendo cursos e palestras que melhorem a convivência nas famílias, trabalhando a união e o amor como base fundamental. E o principal: que o município custeie as despesas de manutenção do projeto. Para gerar empregos e prosperidade, deve-se dar total prioridade aos micros e pequenos empresários envolvendo-os com o Sebrae, ajudando-os a caminhar, doando-lhes terrenos e inserindo-os em projetos de capital de giro, construção e investimentos, criando barracões incubadores. Investir em cursos técnicos de capacitação e de aprendizado profissional para termos cidadãos aptos ao trabalho e fazer funcionar o projeto primeiro emprego. E somente, então, buscar empresas de outras localidades, pois devemos atender primeiro os empresários locais. Zelar pelo bem social da comunidade dando-lhes, saúde, segurança, lazer, melhorando a qualidade de vida de nossas famílias de forma abrangente. Ouvir a comunidade, tornando-a participativa. Que Deus ilumine a mente do próximo prefeito e que ele seja sábio e empreendedor. Que os vereadores saiam de seus gabinetes e participem do dia-a-dia da comunidade defendendo suas causas. Somente assim poderemos dar um novo rumo a Londrina.
CIRLANDO DO CARMO CESAR (empresário) - Londrina
Estatuto da PM
Enfim boas notícias. Finalmente está sendo elaborado o novo Regulamento Disciplinar da Polícia Militar que, em tese, acaba com a odiosa detenção administrativa por motivos banais e ridículos. Imagine que um policial pode ficar preso no quartel porque não fez a barba ou não engraxou o sapato, enquanto se discute a inconstitucionalidade dos crimes hediondos. Espero que acabem os abusos cometidos em nome do poder discricionário que dá amparo a verdadeiras injustiças para se manter uma disciplina dita militar. A verdadeira disciplina se chama salário decente. Não vejo qualquer diferença entre a função da Polícia Federal e das nossas polícias Civil e Militar, mas a diferença de salários é brutal. Um agente federal ganha em torno de 3 mil reais, enquanto um policial militar em início de carreira ganha 900 reais. Será que um dia teremos uma política de segurança pública que tenha coragem de equiparar os salários das nossas polícias?
MARCO ANTÔNIO MARTON (ex-policial militar) - Londrina
Praça Nishinomyia
Foi através da reportagem da Folha de Londrina, Caderno Cidades, de 14 de agosto, que presenciamos a conquista de dois grandes postes de iluminação na Praça Nishinomyia. Quem passa e frequenta a praça à noite seja para caminhadas, brincar com os filhos, bater um papo, pôde perceber a mudança: a noite virou dia. O problema é que a parte dos fundos da praça agora ficou uma escuridão. De um lado a luz, do outro as trevas. Persistem ainda vários problemas: um buraco de aproximadamente meio metro de profundidade feito pela Sanepar, desde a festa japonesa realizada no ano passado que deve se repetir este ano, sem qualquer proteção, bebedouro sem água, lixeiras danificadas, um dos grandes postes já está apagado, luminárias da praça estão queimadas. Na reportagem da Folha, segundo a superintendente da Infraero, ''a empresa elaborou um projeto de revitalização da praça, incluindo o alargamento da pista, porém o andamento da obra esbarra no parecer do arquiteto Sr. Humberto Yamaki''. Com todo respeito, o arquiteto não é o dono da praça, a praça é pública, ele já foi comunicado sobre as melhorias, para a Prefeitura não existe qualquer empecilho, o que existe é a falta de interesse em ''fazer'', porque o mínimo que poderia se esperar da Infraero era a realização das benfeitoras em contrapartida à incorporação da antiga praça Bartolomeu de Gusmão que deu lugar a um estacionamento particular.
CARLOS ALBERTO SIQUEIRA (funcionário público municipal) - Londrina





