Leigos esclarecem
Um pequeno grupo de pessoas, que agora se intitula ''leigos entusiasmados'', esteve na Redação da Folha no dia 31 de agosto desafiando o Arcebispo de Londrina. Estas pessoas, na sua maioria, pertencem ao partido PHS. Após terem rachado o partido (que no momento está sob julgamento), utilizaram indevidamente o nome do Conselho de Leigos do qual não tinham autorização para tanto. Este grupo continua querendo utilizar o nome da Igreja com suas idéias absurdas e desaprovadas pelo arcebispo Dom Albano Cavallin. Desafiar a autoridade do pastor da Igreja de Londrina não me parece o melhor caminho. Dom Albano merece respeito e deve ser ouvido. Este grupo dissidente do PHS, mais do que ''entusiasmado'', na verdade busca um novo espaço para trabalhos radicais de esquerda. As eleições de Londrina andam com tranquilidade e candidatos que se submeterem a este tipo de avaliação e apoio, a meu ver serão meros aproveitadores ou coniventes com uma escolha discriminatória. O Conselho de Leigos, organismo oficial da Igreja Católica, não compactua com estas atitudes.
HELOÍSA DE OLIVEIRA LEITE (presidente em exercício do Conselho de Leigos) - Londrina

Execrável
Continuam propagando-se neste século XXI as maiores crueldades contra o próprio semelhante. Vimos nos noticiários e internet as barbáries cometidas pelos nefandos humanos que cruelmente maltrataram, mataram e mantêm presas como reféns as crianças na Rússia, matam mendigos em São Paulo, explodem pessoas no Iraque, na Europa, nos EUA, na Ásia, etc. Enquanto a humanidade clama por paz, conclama por Deus, há uma outra parte, evoluindo sem sentimentos, como se fossem monstros e não humanos. Enquanto se luta por uma sociedade justa, a desigualdade cresce. Enquanto se espera que a violência seja extirpada, ela se aproxima cada vez mais de nós. Onde se cria corrente da partilha, os políticos lutam por causa própria e desviam horrores de dinheiro público e conseguem se manter no primeiro lugar das pesquisas. Enquanto se prega amor, espalha-se ódio. Este é o mundo dos sem-limites, dos sem-pudor, dos sem-leis, dos sem-rigor, dos ''cada um por si e Deus por todos''.
MARIA GENNY BELEMTANI (secretária) - Londrina

Reeleição de Bush
Às vezes fico imaginando o que seria democracia no sentido amplo da palavra. Os Estados Unidos que se dizem reinante em liberdade democrática, direitos humanos, não servem de exemplo, deixam a desejar, principalmente no governo de Bush. A guerra do Iraque serve de parâmetro nesta complicada análise conjuntural. Quando falamos em mundo, de seres humanos racionais, haverá sempre opiniões diversas, mas quando o indivíduo contraria a maioria, contraria a ONU, e faz o que quer, significa que o mundo é ele mesmo. Os Estados Unidos começam a colher os frutos de tamanha violência, criando ódio, luta sangrenta de um povo que naturalmente já é complicado, e precisava somente de um motivo para o levante, e isso Bush deu. Bush, com seu desastrado vice (que ganha dinheiro com a guerra), tentam a reeleição criando como base de sua campanha o terrorismo ameaçador. Com que direito posso criticar o alheio? Com o direito de ser cidadão do mundo, que quer a paz, que não aprova a morte contínua e estúpida de soldados, sejam eles americanos ou de outra nacionalidade. Mas pasmem, agora estão morrendo inocentes, tudo motivado pelo ódio despertado pela maldita guerra. Será que os Estados Unidos merecem Bush? A decisão está a caminho a livre arbítrio do povo americano.
YOCHIHARU OUTUKI (engenheiro agrônomo) - Itambaracá

Exame da OAB
Os acadêmicos e bacharéis de Direito estão preocupados com os altos índices de reprovação junto ao exame da Ordem dos Advogados do Brasil. Neste ano foram 86% de reprovação, níveis tão elevados como em anos anteriores, o que se pode considerar um verdadeiro arraso junto às faculdades de Direito, como também aos frustrados acadêmicos. Mais será que isso prova alguma coisa, ou isso demonstra uma falha no ensino superior? Faculdades conceituadas também são submetidas ao vexame e seus alunos não obtêm 100% de aprovação. Concordo com a exigência da OAB para que se faça um exame, mais não entendo o porquê, sendo que em todos os outros cursos, como medicina, farmácia, odontologia, enfim qualquer curso e em qualquer área não se faz necessário um exame que se torna um verdadeiro concurso depois da sua graduação. Todo curso tem seu período de estágio e complementação para que o graduando possa se habilitar e atuar na área de formação. Só a OAB exige este concurso. Se não bastasse a reclamação de que o Judiciário não anda, que existem milhares de processos acumulados nos fóruns e tribunais, ainda exigem um exame deliberadamente exaustivo e que não demonstra em mérito e nem atesta que quem passa tem capacidade de atuar. O profissional sempre vai aprender no decorrer de sua profissão, vai aprender no decorrer de sua vida, onde vai adquirir experiência. Por fim, se a OAB tomasse um rumo assim, quem sabe poderia fazer sua ação social em favor da comunidade, e ajudaria a enxugar e agilizar o Judiciário. Isso sim seria mais proveitoso do que vexatório.
MÁRCIO AUGUSTO BENCK CAMARGO (estudante) - Manoel Ribas (PR)

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