Olimpíada e política

Como seria bom se a mesma corrente de positivismo que os brasileiros têm quando algum atleta entra em cena representando nosso País nas Olimpíadas, por exemplo, fosse a mesma união na hora de votarmos. Acompanhei o jogo da seleção brasileira feminina de vôlei num quiosque do Calçadão de Londrina. Estavam reunidas em frente daquela televisão por volta de umas 30 pessoas com um único objetivo: torcer pelo Brasil. Não importava ali de qual classe social pertenciam, tinha desde engravatados até catadores de papel e todos juntos estavam vibrando a cada ponto que o Brasil marcava. Pessoas que nunca se viram na vida, conversavam como se fossem velhos amigos, uniam suas emoções para incentivar o País conquistar uma medalha olímpica. Para nossa felicidade, ganhamos aquele jogo dos EUA e, após o término do jogo, todos iam retornando aos seus afazeres, mas felizes e orgulhosos de serem brasileiros. Seria bom se nos uníssemos não somente quando o Brasil entra na quadra, mas se estivemos sempre unidos para tomar as decisões corretas para o país, se todos estivessem realmente juntos para escolher os políticos que poderão fazer algo de bom para nossas cidades. Mas, infelizmente, existe o ditado popular que diz: ''Política é igual time de futebol, cada um tem o seu'' e, enquanto o pensamento da maioria dos brasileiros for este, todos nós já sabemos o resultado.

EDER WILLIAN DE CAMPOS (estudante) - Ibiporã


Descaso

Na última quinta-feira, por volta de 12h30, havia um corpo caído no Calçadão, próximo à Rua Pernambuco. Bateu a cabeça no chão. Não sei por que caiu. Mal súbito, fraqueza. O fato é que caiu de mal-jeito e ali ficou. Os transeuntes tentaram ajudá-lo, mas tomando o cuidado que se recomenda para não tocar na vítima como forma de protegê-lo. Até cuidaram para que não se esforçasse antes da chegada de médico ou paramédico. Ligações foram feitas. O Siate só atende a casos graves e não veio. O TEC (Transporte Emergencial Comunitário) não dispunha de veículo: todos ocupados. Felizmente, apareceu uma bela jovem que estava indo a uma reunião do Samu, preocupada com a demora do atendimento, tomou as dores e, por telefone, insistiu no atendimento do TEC, que veio depois de certa demora. Parou ali a ambulância, desceram dois cidadãos. Um deles chacoalhou o braço do caído, convidando-o a entrar na ambulância, talvez julgando tratar-se de um bêbado. Como o caído não esboçou intenção de se levantar, puseram a maca ao lado e num instante um deles agarrou a vítima pelos pés e o outro pelos braços, ergueram-no e o introduziram na ambulância. Quer dizer: fizeram o que não se deve fazer, pois não o imobilizaram, expondo a coluna cervical a um trauma pela rapidez do recolhimento. Populares avisaram que os pertences do homem estavam por ali: um saco e uma caixa de mercadorias que ele comercializava quando caiu. Não deram ouvidos e partiram. É esse o tratamento que merecemos ao ter um mal súbito na rua?

REINALDO MATHIAS FERREIRA (professor) - Londrina


Perigo no Camelódromo

Segundo o sargento Donizete, do Corpo de Bombeiros de Londrina, o Camelódromo corre grande risco em caso de incêndio. Em reportagem publicada pela Folha, ele reprovou as condições de segurança e combate a incêndio do Shopping Popular (Camelódromo). E disse: ''Isso parece um labirinto, e o fluxo de pessoas é intenso. Num momento de pânico como um incêndio, os clientes não saberão como sair do local''. Estamos em época normal de poucas compras, imaginem se esta vistoria fosse em pleno dezembro quando existe uma verdadeira multidão neste labirinto, correndo risco eminente, sem dúvida. O Corpo de Bombeiros alertou as autoridades e cabe a estas as providências em caráter sumaríssimo, evitando-se assim catástrofes como a recente no shopping de Assunção, Paraguai, quando morreram 300 pessoas, ou ainda, as grandes catástrofes paulistas dos edifícios Andraus e Joelma. Quem não se lembra? Espero que haja outras manifestações, pois o Corpo de Bombeiros age tecnicamente e com conhecimento com o único objetivo: salvar vidas. Não podemos nos calar diante de um risco tão grande como o apontado, colocando em risco as vidas dos comerciantes e dos clientes deste shopping popular, onde quase tudo que ali se vende e usa é de facílima combustão. Será lamentável se nada for feito diante deste alerta contra uma catástrofe, e jamais poderão alegar desconhecimento.

ANTÔNIO SAMPAIO DE ANDRADE (aposentado) - Londrina


Estradas ruins

Realmente não sei o que pensar com relação aos pedágios cobrados nas rodovias do Paraná, porque não gosto de pagar duas vezes pelo mesmo serviço, mas em contrapartida, basta andar por estradas não-pedagiadas e encontraremos uma verdadeira situação de calamidade. Para aqueles que quiserem vivenciar uma situação irritante, percorram o trajeto de 20 Km entre as cidades de Miraselva (70 Km de Londrina) e Centenário do Sul, numa estrada vicinal muito estreita e talvez a mais esburacada do Estado. Pode até não ser uma rodovia de grande importância econômica, mas por lá trafegam (ou pelo menos tentam trafegar) cidadãos que precisam da estrada para trabalhar, estudar, que pagam seus impostos corretamente e que são obrigados a enfrentar diariamente a realidade do descaso com o interior do nosso Estado. Afinal, até quando precisaremos conviver com esse tipo de agressão? Passando por lá, temos a nítida e desagradável impressão que nós cidadãos temos apenas deveres e nenhum direito.

LUIZ FERNANDO BOGLINI CAVALIERI (médico) - Londrina

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