CARTAS
Atletas olímpicos
Nossos representantes nos Jogos Olímpicos em Atenas são todos medalha de ouro sem exceção. Ao analisarmos as condições de vida e formação de nossos atletas, veremos que os feitos até agora conquistados são de extrema importância social. Há necessidade urgente de apoio governamental e de logística em investimentos, com a importação de técnicos campeões, como na ginástica. Não que o vôlei, basquete, futebol, vela deixem de ser importantes. Estes esportes têm sua vida própria e neles já somos campeões. O que vimos em Atenas nos mostra o quanto o brasileiro é patriota, basta ver a expressão dos atletas. Precisamos cuidado ao engrandecer um atleta, colocar em seu peito a medalha de ouro antes de ganhá-la, como no caso da Daiane dos Santos. Imaginem a pressão que sofre o atleta! Devemos deixar para festejar a medalha quando for nossa, e nisso a imprensa tem certa culpa.
YOCHIHARU OUTUKI (engenheiro agrônomo) - Itambaracá
Imprensa calada
É quase certa a aprovação pelo Congresso do Conselho Federal de Jornalismo (CFJ), um órgão que vai disciplinar os veículos de comunicação. Uma vez regulamentado, o CFJ vai ter o direito de ''impor'' algumas sugestões. Antecipando-me a essa censura, faço uma ''sugestão'' ao CFJ: que todos os jornais e revistas acrescentem aos seus respectivos nomes a palavra Právda ou Granma. Exemplo: Folha Právda de S.Paulo, O Estado Právda de S.Paulo, Veja Granma. Para aqueles que não experimentaram ainda as sutilezas da ditadura de esquerda, explico que Právda ou Granma foram nomes que brilharam solidariamente é obvio nas imprensas ''livres'' da ex-URSS e da Cuba castrista. Os sintomas da ditadura ficam mais claros quando o presidente Lula faz questão de visitar países de regime ditatorial, como Gabão, Venezuela e Cuba. Charles Chaplin, em ''O grande ditador'' (1929), encarna o personagem Hitler que saldava seu aliado Mussolini como ''meu amigo ditador''. Mas não nos sintamos fora de moda. Afinal, Lula está editando uma nova versão tupiniquim da antidemocracia.
ROBERTO TEIXEIRA (empresário) - Londrina
Av. Bandeirantes
Discordo da afirmação do sr. Alvaro Grotti (diretor de trânsito da CMTU) de que a Avenida Bandeirantes é bem sinalizada. Não é. Apenas placas da Zona Azul e duas lombadas que nada resolvem para dar segurança aos pedestres. A velocidade dos motoristas é imprópria para o local e atravessar a rua é difícil. Existe apenas uma faixa de pedestre em frente ao Hospital Evangélico que não é respeitada. Que tal colocar um sinaleiro no local?
JOSÉ LUIS PASCOAL (médico) - Londrina
Horário político
É lamentável o que se vê no horário político gratuito oferecido aos candidatos e vereadores de Londrina. Onde deveria ser ressaltada a dignidade, a moral e a capacidade intelectual dos candidatos, vemos a fantasia e a ingenuidade que chega a ser infantil ao suporem que podem ser eleitos. Não tenho nada contra os candidatos humildes, porque ser humilde não significa ter falta de moral ou inteligência. Mas alguns candidatos querem subestimar nossa inteligência: nunca se interessaram por causas públicas e, agora, aparecem em ''pele de cordeiro'' para esconder o ''lobo feroz'' visando apenas o próprio bolso caso sejam eleitos. Sugiro a cada eleitor que pense e repense antes de votar.
WALKIRIA RODRIGUES VANZO (professora aposentada) - Londrina
Caos na Saúde
Os problemas caóticos da saúde em Londrina não podem ser imputados aos médicos. Não temos poderes de decisão, que nos foram retirados pelos gestores políticos. O atendimento é feito por profissional legalmente bem definido, segundo a resolução do CFM nº 1.627/2001, e configurado como Ato Médico stricto sensu, e que somente o médico poderá realizar. Os procedimentos diagnósticos e curativos nestas áreas são exclusivamente de indicação e responsabilidade nossa, mas a administração está ficando a cargo de pessoas que não foram preparadas para a função. O atendimento ambulatorial pressupõe o paciente e o médico em quase a totalidade das vezes, sem intermediários, somente recepcionistas e paramédicos como estrutura básica, como em qualquer consultório no mundo, não devendo ser hostilizados, estressados, aterrorizados, intimidados, pelos gestores, e ainda usando o Ministério Público como instrumento de ameaça. A Associação Médica, o CRM e o Sindicato Médico não têm representatividade alguma sobre o tratamento da saúde local e regional. Não é de responsabilidade nossa o que está ocorrendo. Na maioria dos casos a demora de atendimento deve-se a questões exclusivamente burocráticas, e é fato conhecido pelos detentores do poder. Aos idosos é recusada a execução de exames pela simples razão de serem velhos demais, e assim não podem receber medicações gratuitas. Somos acusados na UEL de fazermos medicina acadêmica em universidade. É a opressão burocrática de Franz Kafka. Parece delirante, mas é real. A estes administradores, se poderia pensar, nunca serão imputados ilícitos, como a imperícia, a imprudência e a negligência, mesmo que cometidas, pois eles não detêm estas funções a serem punidas. Engano. Podem e são responsáveis por tudo dependendo de uma investigação. Em se confirmando tudo o que se denuncia, eles poderão ser processados por crime de responsabilidade, pois mesmo que não ligados ao fim específico do ato médico, diagnóstico e tratamento, como políticos e avisados são responsáveis pela não solução dos problemas.
JOSÉ IVAN CIPOLI RIBEIRO (médico e professor) - Londrina
Correção
- Ao contrário do que foi publicado no Caderno Folha 2, de quarta-feira, o nome correto da exposição promovida pela Brasil Telecom, em Curitiba, é ''Transcriações''.





