CARTAS
SOS ao LEC
Ah, meu Londrina, ao nascer você teve um parto fácil. Iniciado no Restaurante Caloni, após algumas reuniões, você nascia em 1956. Um garoto robusto, que levou o cognome de Caçula Gigante. Hoje, com seus 48 anos de vida, após ter dado muitas alegrias aos londrinenses e aos torcedores das cidades vizinhas, você está prestes a morrer, vítima de uma doença de fácil cura: inanição, que é combatida apenas com fornecimento de comida, alimento que faz revigorar, repor a falta de nutrientes essenciais à vida de qualquer ser vivo. É claro que o Londrina não come feijão, arroz ou carne, o seu alimento chama-se ''vil metal'' - dinheiro, é como o alimento que o ser vivo precisa ter enquanto viver. Onde estão seus grandes diretores do passado que cuidaram de você com amor e carinho? Onde estão as pessoas de posse de nossa cidade, que podem pelo menos fornecer de vez em quando uma cesta básica do alimento vil metal para que você não morra de inanição? Onde estão os torcedores, que como eu, sempre lhe acompanharam e ainda acompanham por toda sua jornada, desde viajar em carrocerias de caminhões nas estradas poeirentas do Norte do Paraná da década de 60. Londrina, você não morrerá, você nasceu para ser eterno. Tenho certeza que aparecerão grandes médicos que ministrarão o remédio para a cura da sua inanição.
ALCIDES FRANCISCO MIRANDA (funcionário público) - Londrina
LEC na Série C
O LEC caiu para a Série C. Quem são os culpados? Presidente, assessores, atletas, mídia, empresários? Toda a cidade caiu e devemos com muita cautela analisarmos o contexto como um todo e tirar aprendizado para retornarmos logo para a segunda divisão e, talvez, à primeira. Grandes times em todo o mundo já passaram por situação parecida e conseguiram com a bola rolando retornar. Deve-se começar a efetuar um trabalho com planejamento e pessoas competentes e que estejam incorporadas à volta do time à segunda divisão do Campeonato Brasileiro. A desculpa da falta de dinheiro irá continuar ou iremos encontrar soluções práticas para este obstáculo? Devemos colocar as mãos na massa, formar uma comissão com indivíduos de todos os setores da sociedade e avançarmos neste projeto de retorno à 2 divisão. Deixar de lado a prepotência e, com humildade e sabedoria, enfrentar este desafio porque ainda existem pessoas que desejam e sonham com um time na primeira divisão do Brasileiro. As grandes conquistas acontecem coletivamente, e não na individualidade. Londrina é grande e está na hora de fazer história e assumir uma postura vencedora. Temos condições de realizar esta façanha.
MARCELO MARTINS (profissional de marketing) - Londrina
Força à literatura
Gostaria de agradecer e atestar a força da Folha de Londrina. O agradecimento se estende ao repórter Luciano Augusto pelo tratamento dado à reportagem sobre CDs especiais para vestibulandos, tendo análises e comentários sobre as obras solicitadas pelos concursos da UEL e da UFPR. Foi publicada uma nota, pequena é verdade, num canto de página do Caderno Cidades. Tomei conhecimento da publicação através de um telefonema antes das 8 horas da manhã: era o primeiro pedido de mais informações e a primeira venda do produto. De lá para cá, foram dezenas de pedidos recebidos de diversas cidades do Paraná e, inclusive, de São Paulo. O fato me animou e resolvi continuar através de um pequeno classificado, que também está funcionando muito bem. Assim, creio que juntos, eu e a Folha, conseguiremos tornar o estudo de nossa literatura algo de maior aceitação por parte dos alunos, independentemente de vestibular ou não.
ALEX SOARES DE ALMEIDA (professor) - Londrina
Semana do Excepcional
Nas últimas décadas aconteceram movimentos sociais importantes na luta pelo reconhecimento dos direitos das pessoas portadoras de deficiência na participação seja na escola, trabalho e sociedade em geral. O ECA - Estatuto da Criança e do Adolescente, de 1990, no Capítulo IV - Direito à Educação, Art. 54 - diz que o atendimento especializado a portadores de deficiências deveria ser preferencialmente na rede regular de ensino. De acordo com a Política Nacional da Educação, a Lei de Diretrizes e Bases, de 1996, recomenda a defesa de todo e qualquer indivíduo que apresente deficiência, garantindo atendimento, estudo, trabalho e lazer. Mas a realidade ainda é outra, porque nossa sociedade é ''exclusiva'', desde a estrutura e funcionamento até os relacionamentos. Neste contexto, a Escola Vagalume de conformidade com a Política Nacional de Educação, desde 1991, trabalha com crianças e adolescentes portadores de necessidades educativas especiais, e de acordo com a ''experiência'', se pode afirmar: eles conseguem ''aprender'' sim, porém num ritmo diferente, não conseguem cumprir o currículo programado de uma classe regular e precisam de um professor especializado que entenda seu processo de aprendizagem. O Instituto Comunicar & Crescer (Oscip), de Londrina, nasceu em 2003 para abraçar os projetos de crianças e adolescentes portadores de necessidades especiais.
MARIA SILVIA CINTRA CRUSIOL (presidente do Instituto Comunicar & Crescer) - Londrina
Correção
- Diferentemente do que informou ontem reportagem do Caderno Cidades, Tiago de Oliveira Gerardi é promotor da Vara da Infância e Juventude em Londrina.
- Ao contrário do que foi publicado no Caderno de Esportes de quarta-feira, o Curso e Torneio de Karatê será realizado neste sábado no Ginásio Moringão, em Londrina.
- A reportagem publicada na última terça-feira com o título ''HU terá contratações em regime de urgência'' tinha uma informação incorreta. O número de funcionários do setor de enfermagem do hospital que está licenciado é oito (sendo sete em licença-maternidade) e não 90 como foi publicado.





