Hora dos bagrinhos
Ainda no apagar das luzes do Governo FHC, com o aval do recém-eleito governo do PT, foi editada Medida Provisória (MP) concedendo foro privilegiado para atos praticados por políticos no exercício do mandato. Numa iniciativa do governo ''democrático e coerente'' do PT, foi editado mais uma dentre tantas outras MPs, na qual está propondo, foro privilegiado para o presidente do Banco Central. Para completar a incoerência entre o discurso petista de oposição e a prática de governo, resta agora propor o foro privilegiado para os ''bagrinhos'' também. Vamos proteger os companheiros que agora são vidraças. Este é ''o governo que fala e faz''.
LOURIVAL BARBOSA (estudante) - Londrina

Paradoxo das cotas
Em primeira ótica o assunto parece ser excludente no âmbito social-racial, ou uma medida que tenta dar privilégio a uma classe econômica, ou mesmo ''tapar o buraco'' do ensino médio. Mas existe o papel social da universidade e no Brasil existe uma necessidade gritante de se atenuar as injustiças cada vez mais agravantes. Não devemos esperar por políticas sociais do Estado para melhor distribuir a renda, ou até mesmo apontar a geração de empregos como solução as injustiças sociais. As cotas vem como uma medida paliativa, e até mesmo porque os problemas são crônicos e de longa data e exigem medidas urgentes. Devemos dar condições para aqueles que não tem acesso ao ensino superior possam ingressar na universidade e dessa forma contribuir para a inclusão social. É lamentável que temos universitários contrários às cotas e que querem continuar esperando passivamente que os problemas se resolvam por si só. Estes deveriam ter uma visão mais sociável sobre assuntos sociais, independentemente de cor ou condição econômica. No que diz respeito à inconstitucionalidade das cotas, já foi encaminhado para o Congresso Nacional o projeto de lei que regulamenta a reserva de vagas, e deve ser aprovado ainda este ano. Não devemos esquecer que as cotas atenuam as desigualdades no curto e é necessário medidas de longo prazo para que se melhore o ensino fundamental e médio, pois uma maior democratização do ensino gera também uma democratização da sociedade hoje tão excludente.
CLEVERSON DIOGO RIZZATTI (estudante) - Francisco Beltrão

Serviços públicos
Quando se fala em serviço público, principalmente de saúde, a maioria das pessoas, inclusive alguns comunicadores da mídia e políticos, falam em serviço gratuito. No entanto, não vejo nada de gratuito na prestação de serviços públicos. Estes serviços são pagos pelos tributos arrecadados pelo governo, ou seja, são serviços pagos antecipadamente. O povo tem que se conscientizar que todo serviço público é pago através do recolhimento de tributos que o governo faz, quer seja, quando o cidadão efetua qualquer tipo de compra, quando o comerciante faz suas vendas ou até mesmo quando os sem-teto, os mais desfavorecidos, tomam sua merecida cerveja em um boteco de esquina, o povo está pagando ao governo tributos que mantêm os serviços públicos, muitas vezes o tributo é maior que o próprio produto. Portanto, nenhum serviço público é gratuito. Pelo contrário, é sempre pago de maneira antecipada. Por isso mesmo, deveria ser um serviço de qualidade e que efetivamente atendesse às necessidades de todos os cidadãos.
TOCHITANE MITSI (aposentado) - Londrina

Buzina evita acidentes
A buzina é um dos equipamentos de segurança mais importantes de um veículo. Por isso, é obrigatório tê-la em perfeitas condições de uso. Se ela fosse usada por todos os motoristas de acordo com o Código Nacional de Trânsito para alertar os outros condutores em uma situação de emergência, vários acidentes urbanos causados por pura distração, descuido e falta de atenção ao volante seriam perfeitamente evitados. O que se observa no trânsito de Londrina é que grande parcela dos motoristas não usa a buzina em situações perigosas, justamente onde ela com seu alerta sonoro promove maior segurança e atenção de todos, mas a usam quando é absolutamente desnecessário, em desacordo com a lei, de forma negligente e irresponsável. Infelizmente, boa parte dos motoristas londrinenses não está familiarizada com o uso da buzina na prática da direção defensiva como forma de evitar acidentes de trânsito. A nobre função desse equipamento de segurança é completamente ignorada e o alerta sonoro é inutilizado por muitos condutores em meio ao tráfego. Por isso, é necessário uma reeducação no sentido de procurar sempre praticar a direção defensiva, atentando para o correto uso dos equipamentos de segurança como no caso de utilizar a buzina no trânsito urbano sempre quando for necessário nas situações de perigo. Além do mais, diminuir a violência que mata e invalida pessoas no trânsito de Londrina se deve também a cuidados simples de serem tomados como educação, respeito às leis e civilidade. Entretanto, adotar práticas como utilizar a buzina já é o primeiro passo que o motorista pode tomar para contribuir com a diminuição dos acidentes em nossa cidade.
ALEXANDRE SERRANO LUPPI (desenhista industrial) - Londrina

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