Pedágio 1

Como usuário ''forçado e insatisfeito'', quando me manifestei sobre a questão das privatizações das rodovias paranaenses o fiz com a visão nas instituições envolvidas: governo do Estado, concessionárias/empreiteiras e povo do Paraná. Não particularizei nenhuma pessoa em especial. Porém, como a leitora Juliana Tiburcio dirigiu sua resposta diretamente à minha pessoa, sinto-me no dever de exercer meu direito de resposta a ela. Em primeiro lugar, gostaria de esclarecer, que o governador que aí está não é ''meu'', mas de todos os paranaenses, inclusive aqueles que não votaram nele. É desta forma que funciona a democracia. Mas isto é assunto para ''sala de aula''. Desde 1980 viajo semanalmente pelas estradas e posso afirmar que grandes trechos de rodovias foram recuperados sim, antes das privatizações! Quanto às receitas auferidas pelo pedágio, são importantes também! Até um governador foi eleito com base nisso. Nem todos são contra o pedágio, somos somente contra a exploração econômica dos usuários. Quanto à segurança, é bom conversar com os caminhoneiros, sacoleiros, motoristas de ônibus, etc. Seria muito esclarecedor. Finalizando, continua o desafio para uma discussão transparente e sem ''cláusulas secretas'', com a população sobre a privatização, sem testas-de-ferro no meio. À comerciante Juliana Tiburcio sugiro que ''entre na sala de aula'', afinal, nunca é tarde demais para se aprender alguma coisa.

MARIO CESAR CARVALHO PINTO (professor) - Londrina

Pedágio 2

Realmente esse assunto é de muito interesse de toda a população. Recentemente o professor Mário César e a comerciante Juliana Tiburcio divergiram e gostaria de acrescentar detalhes. Quando a sra. Juliana diz ''que com recursos do pedágio a Polícia Rodoviária foi aparelhada e as rodovias estão em ótimo estado'' vale ressaltar: o dinheiro é do povo, é o usuário que paga antecipadamente por benfeitorias que vai receber, se receber, no futuro. Vale lembrar também que já se passaram 7 anos e o que foi duplicado entre Londrina e Ponta Grossa, entre Maringá e Campo Mourão é ínfimo. Se continuar nesse ritmo serão necessários 50 anos para se duplicar. E olhe o que eles faturam, é uma babilônia. Média de 5 mil veículos/dia, o que gera R$ 40.000 dia/praça, sem cheque pré-datado, cheque devolvido ou no crédito. É dinheiro à vista para se fazer obras no futuro. Sobre os contratos, quando duas partes fazem um contrato para se levar um terceiro (o povo paranaense), isso não pode durar para sempre. É importante lembrar que em primeira instância no TRF de Porto Alegre os contratos já foram julgados nulos por vícios contratuais. E a decisão final cabe ao Superior Tribunal em Brasília. Não há mal que sempre dure nem bem que nunca acabe. Esse mal vai acabar em breve!

FERNANDO MARTINS SERRANO (leiloeiro oficial da Justiça) - Maringá


João Francisco

Quero render meus preitos ao dr. João Francisco Gonçalves pelo que representa à pleiade de seus admiradores. Sua lucidez, seus conhecimentos e sua cátedra tão bem propalada me aduz ao desafio de indicá-lo ao título de cidadão honorário de Londrina. Muitos se orgulham de tê-lo tido como mestre, e sou um destes. Semana passada foi entrevistado no Programa do Jô Soares, que lhe consulta nos momentos de hesitação tal a sua competência. Muito me honra ter convivido pelo curto período acadêmico de um ano com este doutor de escola, exemplo de profissionalismo, competência e saber insofismável.

PEDRO JOÃO MARTINS (bacharel em Direito) - Londrina


Intolerância

Antes mesmo de começarem as Olimpíadas, pelo menos dois ''feitos''já fazem jus a medalhas de ouro: país fantasma e ''ódio e intolerância''. A primeira, pelo reconhecimento por parte do Comitê Olímpico Internacional (COI) da Palestina como país. Talvez seja analfabetismo geográfico, astrologia política ou até uma autodeterminação do COI acima da ONU e outras entidades diplomáticas internacionais. Será que também criarão alguma nova modalidade ''esportiva'' como explosão de homens-bomba, como aperfeiçoamento das técnicas esportivas de Munique? A segunda reflete bem o espírito de ''paz, tolerância e fraternidade'' pregada pelo COI: o judoca meio-leve iraniano Arash Miresmaeili, porta-bandeira de sua delegação e favorito ao ouro olímpico, foi excluído dos Jogos por se negar a enfrentar na primeira rodada de sua categoria o israelense Ehud Vaks, segundo as agências iranianas de notícias. Segundo a agência ISNA, apesar da desistência, Miresmaeili receberá o prêmio de US$ 115 mil que o governo iraniano prometeu entregar aos medalhistas de ouro do país nos Jogos de Atenas. Ainda criam uma medalha de ouro por WO de iniciativa própria! Os deuses do Olimpo devem estar com ressaca de ambrosia.

EFRAIM FISHEL FISHMAN (empresário) - Londrina

Aborto de anencéfalos

Estamos a poucas horas de uma decisão legislativa que poderá envergonhar a ciência e a ética humana ou não, julgamento que está nas mãos do Supremo Tribunal Federal. É inconcebível que o tão evoluído homem insista na busca do genocídio com o aborto de anencéfalos (fetos sem cérebros). Inegavelmente é menos agressivo o nascimento natural da criança com anencefalia do que a eutanásia pré-natal para o corpo e a moral das pessoas envolvidas. Uma vida foi gerada, ela é digna e humana como todas, e esse direito é dela. Por isso, o seu fim deve acontecer naturalmente, eticamente.

DAIANA RUFF (estudante) - Porto Alegre (RS)


Praça Nishinomiya

Em nome dos moradores e frequentadores da Praça Nishinomiya, agradeço eparabenizo a Folha pela reportagem publicada no último sábado no Caderno Cidades. Depois da matéria, já presenciamos dois grandes postes de iluminação instalados na praça.

CARLOS ALBERTO SIQUEIRA (funcionário público) - Londrina

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