Abaixo a censura

A censura jornalística, um verdadeiro cala boca ao Brasil, foi a época mais triste que o país viveu. Todos sabemos que o Brasil necessita de reformas e projetos atualizados para a retomada do progresso. O governo tem toda a razão em insistir nas reformas do Judiciário, na Previdência, na reforma agrária, entre outros. O mais polêmico, perigoso e de retrocesso ao país é o projeto que cria a fiscalização e punição aos jornalistas através dos conselhos nacional e regional de jornalismo. Quem diria, que após o fim da ditadura, a censura bateria às portas das empresas jornalísticas. Quem garante que o governo não terá poderes de controle nos meios de comunicação? Quem criou e quem apóia um projeto desse em pleno regime republicano, presidencialista e democrático, são verdadeiros filhotes hereditários da censura.

PAULO AUGUSTO SEBIN (estudante) - Londrina

Descaso ao esporte

Londrina, cidade promissora, terceira maior cidade do Sul do País, pólo industrial e estudantil, está vendo o esporte ir ralo abaixo. Primeiro, o nosso tão querido Tubarão ''ganhou'' uma vaga na Série C do Campeonato Brasileiro após uma campanha medíocre na Série B deste ano. Reportagem publicada anteontem na Folha, nos apresenta um time de basquete de garotos em sua maioria promovidos do time juvenil e que pode ficar fora do Nacional de Basquete de 2005 se não ganhar o título paranaense. Peço às autoridades e empresários que ajudem a cidade para que nosso esporte volte a brilhar no cenário nacional. Do jeito que está só nos traz vergonha e indignação.

FLÁVIO POLICARPO (operador de telemarketing) - Londrina


Dependentes químicos

Na mesmice das promessas eleitorais, finalmente uma proposta original: a intenção de fazer o município (geralmente omisso) atuar na prevenção das ''dependências químicas''. Parabéns ao professor e candidato e à Folha pela democrática cobertura das eleições em Londrina.

JORGE RAMILLO SALLES (médico psiquiatra) - Curitiba


Festa para poucos

Sábado último, pelo que li, ocorreram dois assassinatos na cidade este ano foram mais de 100 e, no mesmo dia, no Iate Clube de Londrina, com todas as pompas, acontecia a festa de 150 anos da Polícia Militar do Paraná. Nada mais justo a comemoração, pois os soldados que fazem parte da corporação merecem. Mas será que eles estavam na festa? Creio que se estavam eram poucos. Só na rua, na frente do clube, contei nada menos que 15 policiais, alguns organizando o trânsito, uns como valetes de paus sobre cavalos e outros cuidando da segurança dos convidados e dos veículos dos mesmos. Engraçado que para estacionar a 200 metros dali o pessoal na rua cobra de R$ 3 a 5 adiantados. Acho justo, aliás se não fosse justo, iria reclamar para quem?

ADALBERTO ALVES SILVA (analista de sistema) - Londrina


150 anos de PM

Continuamos com este modelo que prega o Robocopy Militar. A preocupação com a disciplina do soldado prevalece sobre o senso de humanidade. Logo ao ingressar na PM o recruta aprende que é proibido pensar, que sua função é obedecer. Marcha, faz faxina, fica de castigo no final de semana, faz continência, aprende hinos, decora regulamentos arcaicos. Tudo bem se estivessem no Exército, mas são policiais! São pais de família que trabalham diuturnamente, sem Natal ou Ano Novo, não recebem horas extras, não têm assistência jurídica por parte do Estado e são tratados como seres irracionais às custas de um estatuto que funciona para adolescente em época de serviço militar. Um PM iniciante ganha 900 reais por mês para dar sua vida ao Estado. Enquanto o soldado ganha 90 reais de risco de vida, o coronel ganha mais de 1.000 reais. Quem deve comemorar?

MARCO ANTONIO MARTON (ex-policial militar) - Londrina

Programa Salvo

A preocupação com a questão ambiental, impulsionada pela ECO 92, passou a ser alvo de discussões em várias esferas da sociedade, buscando-se (re)encontrar o equilíbrio do homem com o meio ambiente. São muitas as formas de degradação ambiental, a maior parte delas originadas pela evolução do mundo moderno, pelo crescimento desenfreado e a busca incessante do acúmulo de capital. Parece complicado falar de preservação ambiental com tantos outros problemas na ordem do dia, como por exemplo, os frutos da desigualdade social. Realidade essa que pode vir a ser diferente a partir de nossas ações e intervenções, a breve, médio e longo prazo. Mas, especificamente na questão ambiental, eis o desafio que compete a nós, agentes ambientais do Salvo (Serviço Ambiental Voluntário). Agir e educar para a preservação e regeneração do meio ambiente. Após recente curso de capacitação promovido pela Secretaria Municipal do Ambiente (Sema) e primeira atividade prática realizada no último sábado, foi possível verificar que há muito que fazer, inclusive atrair outros e novos interessados na questão ambiental do nosso município. O início é já. O local é o nosso quintal, o nosso bairro, a nossa cidade. Um trajeto com vistas ao desenvolvimento sustentável. Parabéns aos salvistas e à Sema. Que as nossas pequenas ações contribuam para que Londrina nunca venha a ter ''primavera sem vozes'', como aquela que Raquel Carson diagnosticou em seus estudos nos EUA, no início dos anos 60.

CLÁUDIA CAFEO (especialista em Meio Ambiente e Agente Ambiental do Salvo) - Londrina


Correção

- A nota ''Disputa acirrada'' da coluna do jornalista Claudio Humberto, publicada ontem na Folha, saiu com repetição de nomes. O correto é: ''Saiu a primeira pesquisa do Ibope para a prefeitura de Rio Branco (AC), reino do PT de Jorge Viana: Márcio Bittar (PPS) tem 31%, seguido do petista Raimundo Angelim, com 28%, e de José Bestene (PP), com 11%''.

mockup