Pedágio

O tempo passa, o tempo voa...promessas vem, promessas vão...Aí está novamente a ABCR tentando explicar o que deveria ter sido feito de forma clara desde o início. Outra vez afirmações divisionárias, vazias e por que não dizer cínicas, que só podem partir do princípio de que o povo do Paraná não pensa, não sabe calcular e se esquece rápido das coisas. Já que as concessionárias/empreiteiras estão tão empenhadas em demonstrar transparência na sua relação com o Estado, poderiam começar por publicar na íntegra o teor dos contratos iniciais de privatização. Aproveitando o espírito de boa vontade, poderiam publicar não só os valores arrecadados com a passagem de veículos pelas praças, mas também aqueles outros auferidos com a exploração dos direitos sobre a faixa de domínio referentes à publicidade, comércio e, principalmente, sobre a passagem de cabos subterrâneos de fibra ótica, etc. Poderiam publicar quanto o governo anterior gastou com a recuperação de algumas rodovias antes de privatizá-las. Finalizando, poderiam também publicar quanto de investimento elas fizeram do seu próprio capital e quanto levantaram junto a bancos e outras instituições, para que daí sim os paranaenses pudessem saber se o negócio é ou não uma ''mina de ouro''. Isto tudo, para não entrarmos em questões mais constitucionais como direito de ir e vir, vias alternativas, etc.
MARIO CESAR CARVALHO PINTO (professor) - Londrina

Exemplo de cidadania

Durante passeio pelo Calçadão a gente encontra de tudo: ambulantes, artistas de teatro, policiais, compradores e, nessa época de eleições: políticos. Mas observei uma coisa diferente que me chamou a atenção: um grupo político fazia sua manifestação e entregava os santinhos para todos. Como nossa população, infelizmente, não é 100% educada, algumas pessoas simplesmente jogam o papel amassado no chão e seguem tranquilas, até mesmo reclamando da sujeira do centro. Nesse grupo havia um rapaz com um enorme saco de lixo nas mãos, andando pra todo lado recolhendo o lixo que era produzido, de forma indireta, pelo seu partido político. Quero parabenizar este grupo pela iniciativa, e torcer para que outros partidos, ao lerem esta carta, sigam o exemplo para que possamos realmente fazer uma campanha política limpa.
CENISE APARECIDA LONGO (secretária) - Londrina

Direito adquirido

É interessante observar o andamento das ações do pessoal do MST, que tenta de todo modo organizar-se, criar milícias independentes, sua própria legislação, e modo particular de agir. Jamais irei pactuar com tal comportamento, pois o país que nasci tem sua própria Constituição que rege direitos e deveres dos cidadãos. A sociedade espera que cada um cumpra sua parte para a formação de boa qualidade de vida de todos nós. A sociedade nunca deve achar que invadir o que é dos outros é normal, é legal. Deve rechaçar este comportamento, condenar tal atitude, pois como está sendo colocado na mídia até parece que invadir é um ato normal, que no presente caso responsabiliza o governo de não alavancar a reforma agrária. Parabéns ao senhor Maurício Correa (ex-presidente do Supremo Tribunal Federal), um dos únicos que tiveram coragem de manifestar-se contra algo monstruoso, dizendo que ''invadir terras, é crime''. Chega-se a pensar até que invadir terra, tomar posse ilegalmente, passou a ser direito adquirido.
YOCHIHARU OUTUKI (engenheiro agrônomo) - Itambaracá

Desrespeito

Ao chegar no aeroporto de Guarulhos, dia 5, fiquei indignado com as cenas que tive o desprazer de assistir. Primeiro, minha esposa Camilla, residente no Brasil há 6 anos, mãe de 3 filhos brasileiros e esposa de um brasileiro foi obrigada a fazer a fila como qualquer turista. Fila, diga-se de passagem, interminável pois havia um funcionário para os brasileiros, um para os americanos (que só colhia as impressões digitais) e uma para os demais estrangeiros, fossem eles turistas, que mal sabem onde fica o Brasil, ou estrangeiros que aqui residem. Alguns destes estrangeiros residem no Brasil há décadas, têm filhos brasileiros, são casados com brasileiros, pagam impostos, criam empregos e fazem parte integral e indissolúvel da nossa história. Por qual motivo devem ser tratados com tanto desprezo pelas nossas autoridades? Por qual motivo são tratados como um turista qualquer que não tem algum vinculo com o País? Está aí uma sugestão aos nossos queridos políticos: ao invés de ficar homenageando os nossos imigrantes com rodovias, pontes, viadutos e outras coisas louváveis mas inúteis, que tal reconhecermos com fatos a enorme importância da presença destas pessoas no Brasil e começarmos a tratá-los com um pouco mais de respeito? Meus pais são residentes no Brasil há 54 anos, tiveram 4 filhos brasileiros. Criaram empresas e empregos. Toda vez que retornavam ao Brasil de alguma viagem as nossas queridas autoridades faziam questão de tratá-los como simples turistas ou como imigrantes recém-chegados. A propósito, como são mal-tratados os nossos turistas. Chegam cheios de dólares e euros para gastar no país e, já no aeroporto, os tratamos como antigamente tratávamos os imigrantes nos portos. Precisamos mudar urgente as nossas leis e começar a tratar com mais respeito as pessoas que ajudaram a construir este país.
BRUNO VERONESI (membro do Comitê dos Italianos no Exterior) - Londrina

Olimpíada

Achei ótima a reportagem publicada ontem na Folha nominando os brasileiros em Atenas. Quero sugerir a colocação dos nomes, por modalidade, dos atletas que compõem a equipe de atletismo do Brasil. Parabéns pela Folha Olimpíada.
VOLDIMIR MIRÃO MAISTROVICZ (atleta lançador do disco e do martelo da Federação Paranaense de Atletismo) - Apucarana

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