Milagre do Fotoshop

O milagre do Fotoshop na aparência dos candidatos à Prefeitura de Londrina levanta duas hipóteses. A primeira é a total falta de recursos para a campanha, o que explicaria o uso de fotos de 30 anos atrás. A segunda e mais provável é a de vender a imagem mais agradável aos olhos do cidadão. Ambas provocam risos no eleitor mais atento já que não existe candidatos sem dinheiro. Os candidatos carecas estão em ''santinhos'' ou painéis ostentando vastas cabeleiras; o amarrotado pelo tempo aparece com a cara lisinha que nem bumbum de bebê; o cara-de-pau recebe tratamento intensivo com óleo de peroba; o boçal tem cara de intelectual; o que tem a cara igual ao asfalto da cidade, foi todinho recapeado. Todos sofreram algum tipo de reparo no Fotoshop para encarar o eleitor. Isso só prova que a mentira está presente em toda a trajetória de qualquer político: nega sua própria aparência da mesma forma que negará todas as promessas feitas em palanques.
ROBERTO TEIXEIRA (empresário) - Londrina

Impeachment de Lula

Na última sexta-feira, o padre Antônio Pereira Anchieta, de Jacarezinho, condenou na seção de cartas da Folha o trabalho valoroso do advogado Antônio Carlos Ferreira que ingressou com o pedido de impeachment do presidente Lula. Minha família tem uma área invadida há oito anos pelo MST em Querência do Norte. Apesar de possuirmos mandado de reintegração de posse e de exaustivamente fazermos um périplo de súplicas às autoridades, estas se mantêm alheias ao nosso problema. O padre Antônio afirma que o MST merece todo o respeito. No entanto, onde está o respeito quando este movimento toma de assalto propriedades produtivas, matando animais, roubando, destruindo plantações, tornando miserável a vida de quem durante gerações trabalhou, plantou, pagou impostos, dízimos, etc? Não sou contra a reforma agrária. Todos sabemos que existem diferenças sociais inconcebíveis em nosso país. Porém, existe também direito de propriedade, existem escrituras de imóveis e pagamos impostos por isso. E quando exigimos do governo, é para lembrar que o dever da União é proteger o cidadão. A União existe porque o cidadão paga seus impostos. O padre Antônio sabe também o valor de ter uma propriedade. Nas décadas de 50 e 60, Londrina era um grande pólo de café e vários fazendeiros conquistaram grandes fortunas. Após suas mortes, eles deixaram testamentos doando boa parte à Igreja e também à Irmandade Santa Casa de Londrina, como consta uma placa de bronze do hospital. Existem até hoje testamentos onde após a morte do atual detentor, o patrimônio é doado ao hospital ou à igreja. São valores vultosos e não seria conveniente citá-los para não despertar interesse do MST. Este movimento fundamentalista apócrifo não existe legalmente, o que lhes permite roubar, invadir e praticar uma série infindável de crimes que as autoridades maldosamente deixam de criminalizar. Fica aqui meu repúdio ao comentário infeliz contra o advogado que representa uma família cerceada dos seus direitos por imposição do MST. Todos sabem que essa família teve roubado um rebanho de mais de seis mil cabeças de gado, bem como todo o patrimônio existente na fazenda. Todos queremos saber onde está a lei e não da patética e lamentável carta em que o padre Antônio faz loas ao MST. Lamentável!
MARCOS HENRIQUE MARANGONI (comerciante) - Londrina

Crítica à panfletagem

Um candidato a vereador em Londrina grafitou seu nome e número nas calçadas dos pontos de ônibus. Não tenho conhecimento se é permitido, mas não concordo pois tem de haver um limite. É como se você fosse obrigado a ficar lendo aquele nome e número até que o tempo se encarregue de apagar. Com certeza, o eleitor vai apagar de sua mente o nome do candidato antes que o tempo o faça. Por estas e outras que estão por vir é que nosso país se faz tão sofrido. Imposições ''goela abaixo'' a todo instante? Sou apenas uma eleitora, mas um único voto às vezes muda um país.
ROSANE ARAÚJO (escrivã de Polícia) - Londrina

Previdência

Sobre o artigo ''É preciso levar a Previdência a sério'', do sr. Paulo Cesar de Souza, vice-presidente da Associação Nacional dos Servidores da Previdência Social (Anasps), publicado sábado na Folha, gostaria de fazer um reparo e um acréscimo. O reparo: sou agropecuarista e recolho 2,3% (as pessoas jurídicas recolhem 2,7%) de tudo que produzo na minha propriedade a título de contribuição previdenciária, e meus empregados (todos registrados) recolhem até 9% de seus ganhos a título de contribuição previdenciária, carecendo assim a alegação de fazermos parte de qualquer tipo de renúncia fiscal, como declara o sr. Paulo Cesar de Souza. Seria isto pouco? O acréscimo: seria uma sexta proposta a de que tivéssemos uma legislação previdenciária única para o setor público e o privado. Isso acabaria com os hoje inaceitáveis privilégios nas aposentadorias públicas e os igualmente inaceitáveis prejuízos para os empregados do setor privado. Eliminaria o déficit previdenciário que gera grande parte de nossa dívida pública, obrigando o governo a recorrer aos bancos para cobrir este déficit. Este, por sua vez, gera mais juros que serão pagos por nós. Isto não permite que da monstruosa carga tributária brasileira sobrem verbas para educação, saúde, segurança, obras viárias e tudo mais que um país necessita para se desenvolver. Além de ser o maior fator gerador de nossas desigualdades sociais.
RUY PIGATTO (agropecuarista) - Curitiba

Correção

- Diferente do que a Folha publicou em um título da página 8 da edição de ontem, o Iraty empatou com o Atlético, de Ibirama (SC). O time catarinense tem, portanto, um ponto na Série C do Campeonato Brasileiro. Quem derrotou o Nacional foi o Cianorte.

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