CARTAS
Culpado ou inocente?
Coisas estranhas ocorrem diante de nós. Falam que há calhamaço de processos contra ele. O estranho é que fala-se muito e não se concretiza nada. Se ele é acusado de tanta coisa por que continua livremente aspirante a uma das mais importantes prefeituras do Paraná? Pelo andar da carruagem, legalmente ninguém o impedirá de atingir seu objetivo, pois empurrando-a estão os desavisados cidadãos das periferias. Ele passa imagem de pobre, vai onde os pobres estão e consegue articular a fala deles. Diz ser um injustiçado e que os poderosos querem acabar com sua carreira política. O prefeito atual e os demais concorrentes têm que ser sábios com idéias mirabolantes para demover o povão da impressão que ele é o herói, o ''pai dos pobres''. O clima de hoje é de descrença e desesperança. A vida do povo está difícil. Por não entender as desigualdades sociais, as famílias entram em desespero e não conseguem compreender o espetáculo real da crescente violência, a banalização do crime, a corrupção e o que é pior a falta de comida em suas panelas e a sobra de alimentos nas mesas ricas. As leis dos homens e de Deus estão sendo esquecidas. Diante disso a justiça social some, ganha asas e voa e salvem-se quem puder. Vale a lei do ter e não do ser.
A Justiça tem que ser igual em quaisquer circunstâncias, na balança os pobres ou ricos têm que ter a mesma medida, o mesmo rigor da lei. Parece brincadeira, sumiu fortuna dos cofres públicos e dadas as dificuldades obras grandes não puderam ser feitas. Cadê a lei? Foi um vendaval que soprou os milhões e Papai Noel os levou para as criancinhas do país faz de contas? Os cidadãos e cidadãs têm esperança de que a ''Justiça que tarda (quanto tempo de espera para que muitos que desviaram muitos, embora não sendo presos, devolvam alguns em benefício da sociedade) mas não falta'', não falhe, seja ativa e na sua justeza aponte à comunidade se ele é culpado ou inocente. Se não há provas persuasivas e condenatórias, esqueçam candidatos o homem vem aí! Londrina que se aguente, não adiantam lamentações. Justiça, o homem é culpado ou inocente? Se for deixar para o povo julgar, ele e seus seguidores, estão diuturnamente em todos os locais da cidade em trabalho de defesa, enquanto os demais políticos estão passeando ou vendo televisão. Se a lei não pune e condena se passa ao povo que o homem é honesto.
OSVALDO CARDOSO RIBEIRO (professor) - Londrina
Grande reforma
O Brasil precisa de uma grande reforma. Acabaria-se com a Justiça do Trabalho, com o direito de férias, 13º salário, horas extras, indenizações, fundo de garantia, etc., e ficaríamos apenas com uma coisa: contrato coletivo de trabalho. Sindicatos fortes iriam ser os legítimos representantes de seus associados. Tudo isso, em nome da produção e da geração de empregos. De nada valem todas as garantias e direitos quando não se tem emprego. Isso seria fruto de um grande pacto entre os sindicatos e os empresários desse país, que se comprometeriam a não mais remarcar os preços, e manter a inflação perto de zero. Criando o Banco do Povo o governo tomaria emprestado o dinheiro do povo, pagando apenas a inflação e mais meio por cento de juro ao mês. Reemprestaria esse volume de recursos aos empresários acrescentando tão-somente uma pequena taxa de administração. Assim teríamos os juros mais baixos do mundo. Capital barato gerando emprego e produção para o país. A coisa é muito simples, os homens é que complicam.
ANTÔNIO PEREIRA (contador) - Londrina
Invasão de terras
É uma tristeza ler nos jornais que houve invasões seja no Paraná, Mato Grosso do Sul ou onde quer que elas estejam acontecendo. Culpo os governos federal e estadual por esta situação. Se quando da primeira invasão tivesse sido coibido tal abuso, garanto que hoje não se teria este triste acontecimento. Se não, vejamos: invadir propriedade alheia é crime; saquear é crime; roubar é crime, destruir algo alheio também é crime, então qual a razão de não se coibir tais atos? A própria polícia declara que os invasores estão saqueando e roubando, por que não os prende? Se todas as suas ações convertem para o ilícito, não vejo qual a razão de não se tomar uma providência enérgica. Também não encontro justificativa para o não-cumprimento das reintegrações de posse dadas pela Justiça. É até hilariante a gente ler em jornais que o major está aguardando ordens do comandante para poder agir. Pelo andar da carruagem, o Poder Judiciário existe para quê? Figura decorativa? Eu sempre soube que ordem judicial não se discutia, se cumpria. Infelizmente, não é isso que vemos hoje. Também não acredito que o movimento dos sem-terra seja social e que eles estejam realmente atrás de um pedaço de terra para plantar. Vi o que aconteceu em Rondônia onde lhes deram lotes de 250, 100, 75 e 50 hectares com respaldo financeiro e técnico. Desafio a irem lá hoje e verificar quantos daqueles que receberam a terra ainda estão nela. Lembro também que o Banco do Brasil obrigou-se a lançar o financiamento de plantio de seringueiras no fundo da propriedade para evitar invasões já que uma fazia fundos com a outra por ser uma área planejada. Não concordo, pois que seja por falta de terra. O Brasil é um país que possui uma enorme faixa de fronteira, totalmente desabitada e está carecendo de povoar suas fronteiras. Pois bem, se o problema é terra, enviem os sem-terra para a fronteira e me digam se eles querem ir? Sabem por quê? Porque lá se vai trabalhar duro para poder produzir na terra e eles não desejam isso, querem apenas pegar o que já está pronto, não importa se ilicitamente. Sinto uma pena danada destes coitados que estão servindo de massa de manobra para estes espertalhões que se dizem líderes. Eles só querem fazer baderna e nada mais.
EDMILSON ASSIS DOS REIS (aposentado) - Londrina
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