Direito da UEL

A alta administração da Universidade Estadual de Londrina (UEL) e os seus principais colegiados devem estar orgulhosos do seu curso de Direito. A razão é simples. Os jornais nacionais noticiaram ontem que a Ordem dos Advogados do Brasil de São Paulo registrou que, no último exame daquela seccional, realizada em abril deste ano, a ''USP é que mais aprova no exame da OAB'' seguida, imediatamente, pelos alunos egressos do curso de Direito da UEL; enquanto aquela tem um nível de aprovação de 90,79%, esta deteve 84,91%, sendo seguida de outras, dentre as quais a Universidade Mackenzie de São Paulo, que tem uma aprovação de 77,7%. Na qualidade de docente lotado no departamento de Direito Público, honro-me com isto e estendo os meus respeitos e os meus cumprimentos aos demais colegas, tanto do meu quanto do departamento de Direito Privado, bem assim àqueles que mourejam com afinco no atendimento da nossa sociedade carente junto ao digno Escritório de Aplicação. Tudo isto, conseguido com amor, com dedicação e com respeito aos nossos alunos, estes, também, dignos dos mais profundos elogios, em que pesem todas vicissitudes e falta de reconhecimento que, atualmente, se enfrenta. Como já disse o poeta-cantor: ''Amanhã há de ser um novo dia...''.

RUY DE JESUS MARÇAL CARNEIRO (professor) - Londrina


Política e ambição

Reportando-me à carta do sr. Fabiano Bezerra de Souza publicada terça-feira na Folha, gostaria de acrescentar mais uma alternativa para o interesse de tantos por tão poucas vagas na Câmara de Vereadores: a ambição. E não só na Câmara, como nas prefeituras, nas Assembléias, no Senado e nos palácios de governo. Porque se ainda existem alguns poucos muito poucos que entram nesta engrenagem por real vontade de tentar fazer algo de bom e útil pelo seu próximo e pelo seu país, a grande maioria divide-se entre a profissão e a ambição. A profissão, convenhamos, é interessante. Onde se encontra hoje uma vaga de trabalho com o salário que é oferecido por tão poucas horas de trabalho? A totalidade dos reles mortais têm que trabalhar de 8 a 10 horas por dia para receber um salário mínimo com o ''benefício'' do vale-transporte, quando muito. Um vereador tem que se apresentar ao Plenário da Câmara duas vezes por semana para um expediente de 4 a 5 horas e recebe, além do seu salário, vários adicionais para manter o gabinete, correspondências, carro, etc. Acima de tudo a ambição é a maior mola desta corrida maluca em que se transformaram as eleições. Ambição pelo poder, pela possibilidade de num dia dormir como alguém que tem que pedir licença, e acordar no dia seguinte como aquele que pode fechar as portas para quem não lhe beijou a mão. Esta é, realmente, a inovação intrínseca que leva tantos a arriscar tudo para conseguir sentar-se em algumas cadeiras. O ser humano é antes de tudo, um animal predador da própria espécie que se esconde sob um verniz de sociabilidade. E um cargo político é uma excelente oportunidade de dar vazão a este instinto sem arcar com os ônus das penalidades.

NINA GRAÇA DE OLIVEIRA CARDOSO (psicóloga) - Londrina


Profissão ou vocação

Gostaria de parabenizar o leitor Fabiano Bezerra de Souza por sua carta sobre políticos de profissão e políticos de vocação. Acertou na mosca. Isso mostra a inversão de valores existentes em nosso país onde um professor ganha R$ 300 por mês e um vereador dez mil reais. O professor é o responsável pela educação dos futuros cidadãos desta nação. Os vereadores, bem, isso cada um pense o que quiser. O certo mesmo deveria ser o contrário: o professor ganhar dez mil reais ou mais por mês e o vereador apenas R$ 300 pelo serviço que presta.

EDMILSON ASSIS DOS REIS (aposentado) - Londrina



Ginastas da Unopar

Gostaria de parabenizar as atletas da seleção brasileira de ginástica rítmica que vão disputar a Olimpíada de Atenas. A apresentação das atletas, sábado no Moringão, foi de dar inveja aos londrinenses e paranaenses que lotaram o ginásio para assistir à apresentação de despedida da seleção antes da viagem para a Grécia. Não sei por que estas meninas não têm tanta mídia como deveriam ter. Talvez porque são de uma cidade do interior e não de grandes metrópoles como Rio e São Paulo. Fico orgulhosa de ver minha afilhada Dayane fazendo parte deste grupo. Lembro-me quando meu filho Osório foi instrutor da banda do Colégio Vicente Rijo, a garotinha Dayane já enfeitava as apresentações nos desfiles das datas cívicas. A mãe Elecy, professora de Educação Física, também foi um incentivo na carreira da filha. Hoje é uma atleta que acumula muitas medalhas conquistadas em várias partes do mundo. Parabéns à Universidade Norte do Paraná (Unopar) que sabe encaminhar e incentivar os jovens à prática do esporte.

THEREZA MARIA BARROS (aposentada) - Londrina


Agronegócio

Parabéns pelo enfoque que a Folha está dando ao agronegócio paranaense, defendendo de forma útil e honesta o setor rural. Quanto ao fato de os órgãos públicos só ficarem ''enchendo o saco'' do produtor rural, concordo plenamente, pois somos nós que temos que conviver com mandos e desmandos do setor público, geralmente sem qualquer critério científico. Somente para atender chiliques e anseios ideológicos de uma minoria que não tem o que fazer. Parabéns pela coragem da Folha em defender uma classe que leva o Brasil nas costas e que também pelas costas é maltratada por políticos com interesse obscuros. É muito bom ver a Folha de volta às suas origens defendendo a terra que a criou.

MYLTON CASAROLI JUNIOR (membro da comissão de meio ambiente do Sindicato Rural de Londrina)

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