CARTAS
Vida por minutos
Havia um casal admirável, o amor entre eles transbordava. Decidiram por dividi-lo, e a forma escolhida foi a de ter filhos. E assim se fez. Passado algum tempo eis que veio a confirmação, a família iria aumentar. Foi uma alegria só, comunicaram os familiares e amigos. O amor agora seria dividido com Maria Eduarda ou Tiago (nomes escolhidos com carinho). Começam os exames e consultas mensais, e numa dessas consultas o médico percebe algo diferente. Pouco tempo depois, descobre que seu filho tão esperado é um feto anencefálico. O que quer dizer isso? Uma criança extremamente limitada, sem cérebro e que viveria apenas alguns minutos após o parto. O casal, amparado por médicos e psicólogos, resolve pôr fim àquele que agora mudou de nome: ''Feto anencefálico''. Não era esse o sonho, ter um filho monstrinho. Um trauma para os pais deve ser evitado, e começa a caminhada em busca do extermínio desse ser indefeso. Mas será que eliminar o que chamavam de ''amor'' é correto? Lembremos do que diz o Senhor na Sagrada Escritura: ''Eu ainda estava no ventre materno, e Jave me chamou; eu ainda estava nas entranhas de minha mãe, e Ele pronunciou o meu nome'', Is.49,1. e ainda Jer.1,1 diz: ''Antes de formar você no ventre de sua mãe, eu o conheci''. Somente em atenção a essa palavra percebe-se que nenhum ser humano vem a esse mundo por acaso. Não somos donos da vida e nem da morte, não é para isso que viemos. Que o bom Deus tenha misericórdia de nós por não gritar em favor da vida, nem que seja apenas por alguns minutos.
ALZIRA RODRIGUES INÁCIO (auxiliar de escritório) - Londrina
Protesto dos comerciários
A diretoria do Sindicato dos Empregados no Comércio de Londrina agradece todos os que participaram da reunião em sua sede social com o propósito de discutir temas trabalhistas, na sexta-feira, e da caminhada pelas principais ruas do centro de Londrina, no início da tarde do último sábado. Foi um gesto de magnitude dos comerciários, um levante de voz contra a ingerência inoportuna na jornada diária de trabalho, feito por quem menos entende disso, pugnando pela abertura do comércio, de segunda à segunda, incluindo feriados civis e religiosos, domingos e sábados à tarde. Nos dois movimentos houve expressiva manifestação de donas de casa, de pais de famílias, de trabalhadores comerciários na busca do respeito à dignidade humana, do respeito às normas legais e a união da família. Quem leu nos jornais ou ouviu nas rádios que o movimento dos comerciários se transformou em violência e selvageria, que houve agressão, um espetáculo triste grotesco. A violência está, em verdade, sendo praticada contra os comerciários que não recebem aumento de salários desde o mês de maio. É salutar lembrar que o aumento de salários reflete poder de compra do empregado. A violência está no propósito do empregador em abrir o comércio todos os dias da semana. Quem leu a nota do prefeito Nedson Micheleti e a carta do sr. Wellington da Silva Nunes, dizendo que a manifestação dos comerciários foi um ato de pessoas que estão defendendo seus interesses e não de selvagens, como alegou o presidente da Acil, não necessita de outros esclarecimentos. A carta do sr. Wellington descreve os fatos na medida exata, correta e coerente. A carta é de leitura simples, não exige maiores raciocínios para sua interpretação, de modo que seria recomendável essa leitura até mesmo nos gabinetes de presidentes de quaisquer entidades.
JOSÉ LIMA DO NASCIMENTO (presidente do Sindicato dos Empregados no Comércio de Londrina)
Trabalho aos sábados
Não entendo a razão e o porquê de tanta lenga-lenga sobre o trabalho dos comerciários aos sábados. Este é um assunto que deve ser tratado diretamente entre patrão e empregado. Acredito que nos dias bicudos de hoje, o que mais interessa é ter um emprego, de onde se tira o sustento próprio e da família. Creio também que isso vá gerar mais empregos ou aumentar o ganho dos comissionados. Em todo lugar civilizado o comércio é livre para abrir no horário que melhor lhe convier. Estamos em pleno século XXI, vamos acabar com esse negócio de atrelamentos que não levam a nada e só prejudicam. Os que trabalham a semana inteira, também têm o direito de fazer suas compras com tranquilidade, sem correrias, nos finais-de-semana. Causa-me torpor ler que no meio do tumulto havia a presença de políticos. Aliás, não deveria ficar tão surpreso. Está se iniciando campanha eleitoral, ocasião em que o povo é lembrado.
EDMILSON ASSIS DOS REIS (bancário aposentado) - Londrina
Avenida Ayrton Senna
O leitor Sidney Girotto, na seção de cartas deste jornal, referiu-se à obra da Avenida Ayrton Senna da Silva, região sul da cidade. É importante lembrar que é uma obra sonhada há muitos anos e viabilizada apenas agora, na administração do prefeito Nedson Micheleti. A avenida é fruto de uma parceria entre a prefeitura e os proprietários de terrenos da área, que decidiram investir no empreendimento, cientes da valorização que este trará para toda a região. O terreno do antigo Colossinho, vazio há décadas, vem sendo utilizado para especulação imobiliária. Agora a prefeitura pretende construir o Teatro Municipal, um sonho também acalentado pela população de Londrina. Os dois terrenos que interrompem parte da segunda pista da Avenida Ayrton Senna vêm tendo uma destinação adequada pelos seus proprietários, que o estão utilizando para plantio. Por isso mesmo é que a atual administração, que sempre tratou o cidadão com respeito e buscou o caminho do diálogo (aliás como foi feito com os demais donos de lotes ao longo da via), continua em conversação buscando uma solução para a totalidade da obra.
NÚCLEO DE COMUNICAÇÃO DA PREFEITURA DE LONDRINA





