Horário do Comércio

Como prefeito de Londrina, tenho participado de todos os debates que envolvem as questões importantes da vida da cidade e de seus cidadãos, como o debate acerca do horário do comércio. Na última sexta-feira, fui convidado a participar de assembléia dos comerciários, na qual externei a minha opinião que há muito vem sendo divulgada pela imprensa. Sou contra a flexibilização total do horário do comércio e tenho defendido o entendimento entre empresários e comerciários. Minha participação na assembléia da categoria foi na condição de prefeito, que não pode ficar omisso neste processo, que envolve a cidade toda. Não estive presente na manifestação realizada pelos trabalhadores no sábado, embora considere legítima toda e qualquer manifestação da classe trabalhadora, assim como da classe empresarial. Continuo considerando que a não obediência à legislação do município, que vem ocorrendo, demonstra uma posição equivocada e desrespeitosa para com a cidade e os poderes constituídos. A Acil, ao buscar o caminho jurídico, fechou portas para o diálogo. Por isso, é importante que o Sindicato do Comércio de Londrina (Sincoval) e o Sindicato dos Trabalhadores no Comércio de Londrina, que legalmente representam os envolvidos, consigam encontrar o consenso, sem interferências de quem não tem legitimidade para tal.

NEDSON MICHELETI (prefeito de Londrina)


Pátria de chuteiras

No domingo após o término do jogo em que a Seleção Brasileira conquistou o título da Copa América algo me chamou muito a atenção. Passando pela Avenida Tiradentes encontrei somente 5 veículos com seus condutores comemorando tal vitória e, somente 2 deles traziam a bandeira nacional. Não pude vivenciar aquilo sem refletir por que não temos mais aquelas grandes comemorações de tempos atrás quando, a cada campeonato conquistado pela seleção canarinho, o País todo ia às ruas? Minha conclusão é que isto se deve, em parte, a tantas frustrações a que o brasileiro tem sido submetido com reflexos em seu sentimento de patriotismo. Penso que as ruas deveriam estar intransitáveis de tanta gente comemorando, já que tivemos uma final com todos os requintes de ansiedade e angústia contra a arqui-rival Argentina que saiu na frente no placar. E só empatamos no último segundo levando a disputa para os pênaltis. Embora o raciocínio acima é, admito, bastante simplista, não podemos ignorar o impacto que isto tem no tocante a tudo aquilo que temos que construir em nosso país, onde ainda há tudo por fazer. Este é, sim, o país das grandes oportunidades e exemplos de pessoas e empresas que dão certo temos em todos os cantos do Brasil. Contudo, para que consigamos construir o grande Brasil que sonhamos é necessário que tenhamos o nosso povo comprometido com a sua realização e sabemos que o comprometimento está ligado diretamente ao sentimento que se tem em relação a determinado fato. Na verdade, isto é um alerta aos políticos que agora surgem na busca de seus cargos políticos que, em tese, devem ser utilizados para defender e bem representar os seus eleitores. É necessário entender que, quanto maior for a seriedade da classe política, mais cidadãos satisfeitos e envolvidos com a construção de nosso país haverá, inclusive, com disposição para ir às ruas comemorar, quem sabe, a eleição do candidato que ele escolheu.

LUIZ GASTÃO PINTO JR (administrador de empresas ) - Londrina


Candidatos barulhentos

O eleitor ainda nem esqueceu o dia da última eleição para presidente, governador, senadores e deputados e estamos ouvindo novamente os sons estridentes dos carros de som com propaganda para prefeitos e vereadores. Tem candidato que pensa no descanso dos eleitores após as 18 horas, outros não estão nem aí. Com péssimo gosto musical e som de terceira categoria, estes candidatos ficam divulgando seus nomes até altas horas da noite pensando que com esta estratégia irão conseguir algum voto. Puro engano! Esta estratégia faz com que o candidato perca alguns votinhos. A Justiça Eleitoral deveria instruir os partidos quanto ao horário das propagandas sonoras. Deveria ser estabelecido um horário para não haver perturbação das pessoas que desejam sossego no seu lar após as 18 horas. Se não existe uma lei específica para determinar os horários de propaganda sonora dos candidatos, os representantes eleitos por nossos votos deveriam tomar providências para que a mesma fosse elaborada e votada. Muitas leis sem a menor importância já foram feitas e votadas, assim nada custará aos nossos representantes tomar alguma providência no sentido de beneficiar aqueles que trabalham e têm o direito ao silêncio após as 18 horas.

ROMEU EDISON PAULINO (professor aposentado) - Florestópolis

Nota da Redação: De acordo com o artigo 13 da Legislação Eleitoral, os partidos e candidatos podem fazer uso de carro de som entre 8 e 22 horas. A lei proíbe som próximo de hospitais, casas de saúde, quartéis, prédios públicos, escolas, bibliotecas, igrejas e teatros, quando em funcionamento. No entanto, os candidatos devem obedecer as leis específicas dos municípios com relação à poluição sonora.


Caminhoneiros

O protesto dos caminhoneiros é mais do que justo porque o governo não está preocupado com o preço dos combustíveis e nem com a tarifa do pedágio, pois político não paga. O governo não está preocupado com as estradas esburacadas, pois só anda de avião e helicóptero. É pena que esta categoria de profissionais não é uma classe corporativista. Isto fez com que a paralisação fosse um fracasso. Enquanto muitos caminhoneiros lutam por melhorias, outros não param e ficam esperando ser beneficiados pela luta dos outros.

SÉRGIO TORETO (escriturário) - Goioerê

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