CARTAS
'Apitaço' no comércio
É bom deixar claro que o ''apitaço'' promovido sábado pelos comerciários em Londrina foi um ato de pessoas que estão defendendo seus interesses e não de selvagens como disse o presidente da Acil ontem na Folha. A violência também não partiu dos manifestantes. Será que os comerciantes que saíram com pedaços de pau ou colocaram seus seguranças para bater de frente com os manifestantes estavam mais certos? É preciso apurar bem os fatos. A Riachuelo teve uma porta de vidro quebrada sim, mas muitas pessoas e até clientes viram que foi o próprio funcionário quem quebrou a porta ao fechá-la. Foi bom e serviu para exagerar na notícia de um possível quebra-quebra. Pode até ter havido excesso sim, mas todos quando querem reivindicar seus direitos até prejudicam os outros como os servidores do INSS quando entram em greve por exemplo. É bom deixar bem claro que o grito era ''fecha, fecha'' e não ''senão vamos invadir''. A Acil diz que os patrões querem entrar num acordo sobre o horário e querem ajudar os comerciários. Se é assim por que não dão aumento que é o direito dos comerciários e depois negociam? É por isso a revolta dos comerciários. Há dois meses ou mais que esse aumento era para vir, mas os patrões são tão preocupados com os comerciários que os deixam ao deus dará. Por isso, é que se deve sim ter mais manifestações. Só assim eles conseguirão seus direitos.
WELLINGTON DA SILVA NUNES (gerente de restaurante) - Londrina
Av. Ayrton Senna
Passei na futura Avenida Ayrton Senna e vi a ''lambança'' que está saindo ali: parte da avenida em duas pistas e o restante pista única em virtude de um dos proprietários não aceitar a proposta da Prefeitura de Londrina. Existe um dispositivo, e que o prefeito conhece muito bem, que é a ''desapropriação''. Digo que ele conhece bem, pois usou deste expediente para desapropriar o terreno do antigo ''Colossinho'' que segundo ele será para construir a obra faraônica que é o teatro (duvido que isto se torne realidade). Ora, prefeito, por que dois pesos e duas medidas? Só por que o dono do terreno é um verdureiro e não dono de supermercado?
SIDNEY GIROTTO (médico) - Londrina
Cota para negros
A moda agora é cota para negros nas universidades. Devemos lembrar que vestibular (coisas do Brasil) é um concurso e como tal é meritório, ou seja, só ganha quem passa. Se me contentar em só adentrar numa faculdade por meio de cotas, estou simplesmente assinando meu diploma de ''burro'' pois de outra forma não entraria. Se fosse negro felizmente sou mestiço já que no Brasil todos somos mestiços (de branco, negro e índio por isso não há que se falar em racismo) jamais aceitaria uma situação desta pois estaria simplesmente concordando com aqueles que dizem que os negros não são inteligentes, com o que não concordo. Se querem realmente fazer algo em prol da classe menos favorecida, então que criem um programa de bolsa de estudos (como acontece na Europa e EUA) e aí sim favoreçam quem estiver realmente necessitando. Não venham com esse negócio de cotas porque isso jamais vai resolver problema algum. Vai sim aumentar os problemas: os que são realmente negros irão continuar de fora da universidade e os ''pseudos-negros'' vão se aproveitar.
EDMILSON ASSIS DOS REIS (bancário aposentado) - Londrina
Ribeirão Quati
Fala-se tanto neste mundo contemporâneo de ecologia e preservação ambiental que nos faz pensar que o Ribeirão Quati não faz parte da natureza. Durante décadas, a luta dos ambientalistas e dos grupos que protegem o meio-ambiente, como o não-governamental ''Greenpeace'', é a preservação das matas e das últimas gotas de água potável. Projetos educacionais e empenhos como estes órgãos espalhados pelo país e pelo mundo favorecem em muito na educação da sociedade. Hipocritamente o Ribeirão Quati está no mínimo há mais de doze anos contaminado. Pelas manhãs se vêem espuma e o verde escuro da química industrial. Empresas que cercam o Ribeirão Quati poluem livremente suas águas e o ar nas madrugadas. A linguagem verbal não move uma palha das autoridades. Os nomes dos abaixo-assinados parecem que somem sem ter efeito algum. Aos moradores da região, cabe sonhar por uma solução.
PAULO AUGUSTO SEBIN (estudante) - Londrina
Dez premissas
Nossa cidade está caminhando, definitivamente, rumo ao ostracismo desde que confirmadas em urnas o resultado da última pesquisa eleitoral. Às vezes, ela - Londrina - se projeta nacionalmente - senão vejamos: 1) Dois londrinenses no BBB; 2) desvio monstruoso no caixa da Prefeitura com cassação de prefeito; 3) Londrina Esporte Clube o mais provável a descer para a terceira divisão; 4) Coligações estranhas em candidaturas para prefeitura; 5) Todos os que estiveram na acusação do desvio nada devolveram, estão soltos, etc; 6) Imprensa com farto material - sobre - idem Ministério Público, juízes, advogados, Senado da República e Câmara dos Deputados; 7) Tudo continua da mesma forma, nada está sendo feito, apenas assistiremos mais uma vez o populismo demagógico encarnando a ''santidade'' dos incorruptíveis; 8) Cidade parada na mesmice a não ser quando surgem notícias sobre legalmente loiras 1, 2, 3....; 9) Invasões de áreas periféricas; e 10) Londrina, onde está você?
LUIZ EDGARD BUENO (escritor) - Londrina





