Holocausto palestino

A história parece se repetir em ciclos. Contudo, é facilmente esquecida. Uma das páginas mais cruéis da humanidade volta a se repetir: mas as antigas vítimas são hoje os carrascos. Com políticas que primam pela violência e pela irracionalidade seguindo a filosofia do código de Talião ''olho por olho, dente por dente'' , os israelenses endureceram sua política em relação aos palestinos depois da posse do premiê Ariel Sharon. Numa maré de violência e medidas racistas subjugam os palestinos e acirram ainda mais os ânimos que já andam à flor da pele. Hoje o muro não cerca a Berlim Ocidental. O desprezível muro separa Israel dos territórios palestinos. A tragédia que os judeus outrora sofreram, agora deflagram sem a menor piedade e muito menos reflexão. Lá estão os campos de refugiados como que num paradoxo que a história preparou para provar que todos são capazes das maiores atrocidades.
O território pertencente à Palestina e Israel pertencia à Inglaterra. Pelo excesso cometido pelos alemães, houve consenso para que os judeus tivessem um território seu. Assim foi dividida a antiga Palestina entre judeus e palestinos. No entanto, não demorou para que os judeus começassem a expandir seu território invandindo o território palestino, criando a atual situação de crise em que se encontram. A política de Talião adotada por árabes e judeus faz vítimas diárias, de um lado e de outro, sem nunca apontar uma solução viável para o fim do conflito. A violência parece não cessar e a reação de um lado e de outro é constante, e a crueldade e a frequência com que os atentados são cometidos contribuem para que a paz fique cada vez mais longe. Sobre a proteção dos EUA, que assinam embaixo as políticas israelenses, nada é feito para coibir os absurdos cometidos contra os palestinos. O fim do conflito está longe. Ambos os povos estão cegos devido à política adotada. Segundo o pacifista indiano Ghandi, quando questionado sobre sua política pacifista utilizada contra os ingleses na luta pela conquista da independência da Índia, o grande líder disse: ''Se adotássemos a política da vingança ''olho por olho, dente por dente'' (código de Talião) estaríamos todos cegos e banguelas.'' E é justamente isso o que acontece com árabes e judeus.

CLAUDINEI DOS REIS (estudante) - Campina da Lagoa (PR)



Prefeituráveis

Em um país onde cresce cada vez mais o número de desempregados, violência em altos índices, mortes de jovens causadas pelo consumo e tráfico de drogas, gostaria de contribuir com uma sugestão para os prefeituráveis de Londrina que poderia amenizar a desigualdade social: a criação da Secretaria Municipal do Emprego e do Trabalho. Através da secretaria seria possível desenvolver políticas públicas como a retomada do desenvolvimento econômico para que a cidade se transforme em pólo de atração de novos investimentos e empreendimentos comerciais e industriais em conjunto com a Codel. Integrar ações junto às instituições governamentais e não-governamentais, de forma a estabelecer parcerias com empresas dispostas a contratar o jovem de 16 a 24 anos, requalificar o profissional com mais de 40 anos, valorizando sua experiência e promover sua reinserção no mercado de trabalho. Privilegiar ações que visem a inserção no mercado de trabalho de portadores de necessidades especiais, criação de um bureau de empregos, onde se organizaria e manteria um cadastro de vagas e candidatos, desenvolvendo atividades de orientação e encaminhamento. A vinda do Cefet para Londrina, oferecendo cursos profissionalizantes para qualificar mão-de-obra e sustentar o processo de industrialização do município, fomentar o desenvolvimento do associativismo e do cooperativismo. O povo precisa de trabalho, de emprego e de dignidade, não de programas como o Fome Zero e Bolsa Família. São cuidados visíveis que devem ser analisados com determinação e fazer de Londrina uma cidade melhor e feliz para se viver.

CARLOS ALBERTO SIQUEIRA (funcionário público) - Londrina

Povo no poder

No dia 3 de outubro teremos eleições em Londrina. Serão 354 candidatos disputando 18 vagas no Legislativo e oito candidatos buscando o cargo de prefeito. Surge uma grande dúvida: será que teremos efetivamente representantes do povo na administração? Tendo como base a atual administração, tivemos de tudo, doações de terrenos valiosos para grupos de privilegiados, bajulações para ricos e famosos, pagamentos de aluguéis para comercializar ilícitos, enxurrada de homenagens. Faltou apenas o povo ser representado, juntamente com os interesses da comunidade londrinense. Aproveitando a diminuição do número de vereadores que tal a qualidade? Chega de decepções. O governador prometeu que iria acabar com o pedágio nas estradas paranaenses, não acabou, e, de quebra, aumentou as tarifas. O presidente da República prometeu milhões de empregos, dobrar salário mínimo, acabar coma fome, apenas viajou, passeou, festejou e acabou, sim, comprando um luxuoso avião para turismo presidencial. É amigos, falar até papagaio fala, o difícil é ter compromisso e competência. Espero que os candidatos não usem os programas de rádio e TV para falar abobrinhas, acusar, ofender e agredir seus adversários. Precisamos de representatividade, competência e de bons administradores.

MOISÉS DOS SANTOS (aposentado) - Londrina


Correção

- Ao contrário do que foi publicado na edição da Folha2 de hoje (domingo), o recital do pianista Luiz Guilherme Pozzi ocorrerá na próxima segunda-feira (dia 2). A apresentação abrirá a programação de agosto da série ''Encontros Musicais das Segundas-Feiras''.

mockup