Medo de quê?

Gostaria de destacar trecho do artigo do advogado Jossan Batistute (''Que País é este?''), publicado ontem na Folha: ''Não se trata este texto de repisar as mazelas nacionais, mas sim de procurar uma solução, de estimular a busca por uma saída, de fazer algo por um mundo melhor.''. Pois foi isso que fez a dona de casa Sônia Caldeirão Janz na defesa do principal direito de seu filho, ou seja, o direito à vida. É como se ela e o Jossan Batistute se conhecessem há tempos e mantivessem afinidades ideológicas pertinentes a quem luta contra o conformismo coletivo do brasileiro, abusividade e morosidade do sistema processual e judiciário, além das leis omissas que beneficiam apenas ínfima parte do povo, porém, que devem ser cumpridas por todos. Devemos ter como exemplo a atitude digna e corajosa de uma mãe, que na luta pela vida de sua cria, nos ensina a não nos acovardarmos, dizer ''amém'' (assim seja) a todos as sandices que tentam nos impor, seja nas repartições públicas ou privadas. Se a lei está aí para ser cumprida por todos, precisamos lembrar nossos legisladores que elas têm como objetivo maior o benefício do povo. E se estes insistirem em se esquecer disso, novamente devemos lembrá-los e nos lembrar também que temos a principal arma em nossas mãos para pressioná-los: o voto. Sem nem isto for suficiente (na maioria das vezes não é) devemos seguir o exemplo de Sônia Caldeirão Janz e, ''vestirmos a camisa'' dos nossos interesses, ao menos na defesa de nossos direitos primários: saúde, educação, lazer, cultura, entre outros.

ALEXANDRE DA SILVA (advogado) - Sabáudia

Veto a Daiane

Nossa estrela maior da ginástica artística, a simpática Daiane dos Santos foi impedida de assinar um contrato com a Coca-Cola de R$ 70 mil caso conquiste o ouro na Olimpíada de Atenas. Para isso, ela cederia ao fabricante de refrigerantes o direito de imagens registradas na cerimônia por 4 meses. Todas outras integrantes assinaram, porém, Daiane não. Por quê? Porque a patrocinadora exclusiva da Daiane, a Brasil Telecom, impede que ela assine outros contratos de patrocínio. Esse mesmo impasse já ocorreu quando Daiane participou da passagem da tocha Olímpica no Rio de Janeiro, e a Brasil Telecom entrou com uma liminar suspendendo a veiculação do comercial da Coca-Cola com Daiane. Pena que tudo isso tenha acontecido na saída da seleção brasileira de ginástica do país, o que pode entristecer a equipe pela atitude arrogante da Brasil Telecom. Mas a atitude maior e melhor foi a da equipe que demonstrando solidariedade, carinho e amizade ao técnico Oleg irá dividir com ele o prêmio das vitórias.

JOSÉ PEDRO NAISSER (ambientalista) - Curitiba


FHC e Lula: amigos

Quaisquer que sejam as circunstâncias da política, os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Fernando Henrique Cardoso serão amigos para sempre. O PT tem revelado respeito ao sentimento do seu líder máximo, porém o PSDB nem tanto, conforme se viu no seu programa político em que desferiu verdadeiro torpedo contra a belonave de Lula, causando-lhe sérias avarias. Colocaram na tela a fala de Lula prometendo 10 milhões de empregos e dobrar a capacidade de compra do salário mínimo; mostraram o vídeo do Waldomiro Diniz pedindo propina e disseram que o ''presidente não manda e lhe falta competência para administrar''; isto é, mimosearam o presidente com a pecha de inepto. Ao contrário, o programa político do PT e a atitude de seus líderes puseram no palco como principal ator FHC, fortalecendo-o como candidato a presidente da República em 2006, em detrimento de Aécio Neves, José Serra, Geraldo Alckmin e Tasso Jereissati. Com exceção do ministro da Integração Nacional, Ciro Gomes, que de vez em quando discretamente põe o dedo na ferida nas mazelas do Governo FHC, Palocci, José Dirceu, o presidente do PT, José Genoino, e o presidente Lula praticamente se omitem em esmiuçar e propalar o que seria a ''herança maldita''.

LÉO DE ALMEIDA NEVES (ex-deputado federal) - Curitiba


Bancos

Dias desses por inexperiência, um de meus funcionários efetuou uma venda e pegou como pagamento um cheque de terceiro ao portador não anotando o nome do comprador. Até aí tudo bem, falha humana, o valor era pequeno. Passei o referido chegue para meu fornecedor (empresa multinacional). Voltou duas vezes sem fundos, já nominal à empresa. Com ele em mãos fui até a agência do banco Itaú (Av. Bandeirantes, 500) solicitar o endereço do emitente do cheque e, para meu espanto, me informaram que só poderiam fornecer o endereço do correntista à pessoa ou a empresa favorecida e, no meu caso, teria que vir o representante da empresa e apresentar os seguintes documentos: o cheque, cópia do contrato social e alterações, estatuto social em caso de S/A, comprovação de endereço, documentos pessoais, fotografia do Lula, retrato do Bush e assinar um documento do banco, etc. Respondi à moça que me atendeu que a empresa favorecida é multinacional e que eu não ia conseguir isso nunca. Ela me respondeu que são normas do Banco Central. Não xinguei. Rasguei o cheque, fiquei triste e pensei: como os bancos ''ajudam'' os estelionatarios! Estamos fritos, pois além de termos que nos esquivar de leis absurdas feitas por idiotas e alguns corruptos, temos também que nos defender das normas criadas pelo BC.

NILDO RABONI (empresário) - Londrina

Correção

- O seminário sobre relações do trabalho, divulgado ontem na página 4 da Folha Economia, será na próxima quinta-feira, dia 29, no auditório da Receita Federal (Av. XV de Novembro, 527) das 8 às 12 horas. O encontro é promovido pela Faep, com apoio do Sindicato Rural de Maringá, Sindicato do Comércio Varejista de Maringá (Sivamar) e Sebrae-PR.

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